O futebol brasileiro começa 2026 com um cenário diferente quando o assunto é patrocínio.
Atualmente, cerca de 14 dos 20 clubes da Série A contam com uma plataforma de apostas como patrocinadora máster, um número menor em comparação aos anos anteriores, quando praticamente todas as equipes mantinham esse tipo de parceria.
Mesmo com essa queda, o setor continua sendo o maior motor financeiro do mercado esportivo nacional, sustentando contratos milionários e garantindo presença constante nas transmissões, estádios e ações de marketing.
O que mudou no mercado em 2026
Especialistas apontam que a retração nos contratos tem relação direta com a regulamentação das apostas online no Brasil.
As exigências de licenciamento, compliance e operação elevaram os custos para as empresas, o que acabou reduzindo o número de marcas ativas no patrocínio esportivo.
Ainda assim, a visibilidade oferecida pelo futebol segue sendo estratégica para as plataformas, principalmente em um cenário cada vez mais competitivo.
Ranking das casas de apostas
Sem recorrer a tabelas, o levantamento mostra o seguinte panorama na Série A de 2026:
Bet7k lidera o ranking, aparecendo como patrocinadora de três clubes, entre eles Santos, Vitória e Mirassol.
Na segunda posição, a Superbet mantém dois contratos importantes no eixo Rio-São Paulo, estampando as camisas de São Paulo e Fluminense.
A Alfabet também soma dois clubes, com presença simultânea em Grêmio e Internacional, ainda que ambos avaliem renegociações ao longo da temporada.
Logo atrás, aparecem com um clube cada as seguintes marcas: Esportes da Sorte, Sportingbet, Vbet, Betano, Stake, Cassino Bet e Betnacional, apoiando equipes como Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Botafogo, Juventude, Fortaleza e Cruzeiro.

Patrocínios e a estratégia das plataformas
Algumas empresas seguem investindo pesado mesmo em meio às mudanças regulatórias.
A Betano, por exemplo, mantém um dos contratos mais valorizados do país ao patrocinar o Flamengo, enquanto outras casas optaram por parcerias pontuais, focando em mercados regionais ou clubes com torcidas mais segmentadas.
Com menos acordos ativos, cada espaço passa a ser ainda mais disputado — o que tende a elevar a qualidade das parcerias e a profissionalização do setor.
Por que houve queda no número de contratos?
Especialistas apontam que a redução em relação aos últimos anos está diretamente ligada ao novo marco regulatório.
A exigência de licenciamento elevou os custos operacionais e fez com que apenas plataformas legais de apostas mantivessem ou expandissem suas operações no país.
Mesmo assim, o futebol continua sendo visto como um dos principais canais para atrair novos usuários, especialmente em períodos de grande audiência.
Apostar no Paulistão, que tradicionalmente abre a temporada, costuma gerar alto engajamento e movimentar significativamente o mercado de apostas.
Apostas responsáveis
A popularização das plataformas de apostas exige atenção redobrada do público, pois apostar deve ser sempre uma forma de entretenimento — nunca uma solução financeira ou uma obrigação.
Antes de realizar qualquer aposta, vale definir limites claros de tempo e dinheiro, evitar decisões impulsivas e não tentar recuperar perdas de maneira imediata.
O futebol continua sendo a paixão nacional, e as apostas devem andar sempre lado a lado com consciência e responsabilidade.