A presença evangélica no Brasil tem crescido de forma significativa nas últimas décadas, segundo dados oficiais e estudos independentes. Esse crescimento reflete mudanças culturais, religiosas e sociais amplas.
Veja os principais números, contextos históricos, distribuições regionais e tendências futuras, sempre usando a expressão-chave “número de evangélicos no Brasil” para facilitar a compreensão do tema.
Principais dados recentes
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Censo Demográfico de 2022:
- Os evangélicos representavam 26,9% da população de 10 anos ou mais, o que equivale a cerca de 47,4 milhões de pessoas. (Agência de Notícias – IBGE)
- Em 2010, esse percentual era de 21,6%, ou aproximadamente 35 milhões de pessoas. (Agência de Notícias – IBGE)
- Em termos de tendência histórica: em 1991 os evangélicos eram cerca de 9% da população. (Gazeta do Povo)
Tabela – Evolução do número de evangélicos no Brasil
| Ano | Percentual da população | Estimativa de pessoas | Comentário |
|---|---|---|---|
| 1991 | ~9% | — | Início da grande expansão |
| 2000 | ~15,5% | ~26,2 milhões | Aumento significativo (igospel.org.br) |
| 2010 | 21,6% | ~35 milhões | Ponto de partida recente de comparação (Agência de Notícias – IBGE) |
| 2022 | 26,9% | ~47,4 milhões | Dados mais recentes oficiais (CNN Brasil) |
Contexto e significado desse crescimento

Mudança de paradigma religioso
O crescimento no número de evangélicos no Brasil indica uma transformação no cenário religioso nacional: o catolicismo, que historicamente era majoritário absoluto, vem perdendo parcela de fiéis. Por exemplo: em 2010 os católicos representavam cerca de 65,1% da população, e em 2022 esse valor caiu para 56,7%. (Agência de Notícias – IBGE)
Distribuição regional
A proporção de evangélicos varia bastante de região para região. Em 2022, o Norte do Brasil registrou cerca de 36,8% de evangélicos, enquanto no Centro-Oeste esse percentual foi de 31,4%. (CNN Brasil)
Fatores que ajudam a explicar o crescimento
- Maior visibilidade de igrejas evangélicas e suas campanhas de evangelização.
- A mobilização social, presença comunitária e apoio a causas sociais por parte das igrejas.
- Mudanças demográficas e culturais, como migração interna, urbanização e novos meios de comunicação.
- A própria queda relativa do catolicismo, que abriu espaço para mais pluralidade religiosa.
Implicações sociais e culturais
O aumento do número de evangélicos no Brasil tem vários impactos:
- Políticos: grupos evangélicos ganham visibilidade nas arenas políticas e de poder, influenciando pautas sociais, legislativas e culturais.
- Culturais: celebrações, redes de influência e presença midiática das comunidades evangélicas aumentaram.
- Sociais: em muitas comunidades, igrejas evangélicas oferecem suporte social, atividades comunitárias e redes de apoio, o que reforça vínculos locais.
- Religiosos: maior pluralidade confere ao Brasil um perfil religioso mais complexo, com mais escolhas e diversidade.
Tendências e projeções para o futuro
Embora o crescimento seja expressivo, várias fontes indicam que o ritmo de aumento da parcela evangélica está desacelerando. (Teoria e Debate)
Algumas projeções sugerem que o evangélico poderá alcançar cerca de 30% ou mais da população nas próximas décadas, mas não necessariamente superar os católicos em termos absolutos tão cedo como algumas estimativas anteriores sugeriram.
Conclusão
O número de evangélicos no Brasil atingiu cerca de 47,4 milhões de pessoas, representando 26,9% da população com 10 anos ou mais em 2022. Esse dado marca uma mudança significativa no panorama religioso brasileiro. Além disso, o crescimento aponta para impactos importantes em áreas sociais, culturais e políticas.
Ao mesmo tempo, o ritmo de avanço parece estar diminuindo, o que mostra que as transformações religiosas também se estabilizam ao longo do tempo. Em suma, entender esse fenômeno é fundamental para compreender melhor o Brasil contemporâneo — suas crenças, seus desafios e seu dinamismo religioso.