Fundação Educacional de Bauru completa 50 anos

A UNESP-Bauru, que começou como Fundação Educacional de Bauru, está completando 50 anos.

Reunião com planta original sendo analisadaNa próxima terça-feira (11), vai acontecer uma solenidade em comemoração ao aniversário, no Anfiteatro Guilherme Rodrigues Ferraz, conhecido como Guilhermão, às 15h30. Com adesão paga pelos interessados, haverá também um jantar de confraternização no Buffet Comissaria com convites limitados. Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail staepe@feb.unesp.br.

A UNESP Bauru, sucessora da FEB, mantém os cursos de graduação em Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Produção, além de quatro Programas de Pós-graduação (mestrado e doutorado) e 11 Cursos de Especialização.

Luiz Edmundo Coube (ao centro) foi o primeiro presidente da FEB
A FEB foi autorizada a funcionar em 1967, de acordo com decreto do Governador do Estado n° 47.893, de 12/04/67, e portaria n° 7/67 do Conselho Estadual de Educação. Neste ano, entrou em atividade o curso de Engenharia Mecânica e, no ano seguinte, os cursos de Engenharia Civil e Elétrica, os quais eram mantidos pela Fundação Educacional de Bauru, entidade jurídica sem fins lucrativos, criada pela Lei Municipal n° 1276, de 26/12/66.

Veja vídeo que relata bem a história:
Os cursos de Engenharia Civil e Mecânica foram reconhecidos em 1972, através do decreto n° 70.596, da Presidência da República, e o curso de Engenharia Elétrica teve seu reconhecimento em 1975, com o decreto n° 78.846. Nos anos posteriores, foram criados outros cursos e unidades, mantidos pela Fundação Educacional de Bauru. Em 1985, foi instalada a Universidade de Bauru, composta pelas Faculdades de Engenharia, Tecnologia, Ciências e Artes e Comunicações.

O engenheiro José da Silva Martha Filho comandando reunião – um dos batalhadores da causaEm agosto de 1988, a Universidade de Bauru foi incorporada à Unesp e os cursos de Engenharia e Tecnologia foram agrupados numa única Unidade, chamada Faculdade de Engenharia e Tecnologia. Atualmente, com a extinção dos cursos de Tecnologia, a Unidade passou a chamar-se Faculdade de Engenharia e oferece os seguintes cursos de graduação: Engenharia Civil; Engenharia Elétrica; Engenharia Mecânica; e Engenharia de Produção. Este último, criado e implantado em 2003, foi reconhecido através da Portaria CEE GP 210/2006 de 08/06/2006 publicada no DOE de 10/06/2006.

O começo e a ousadia

Já pensando em se tornar uma universidade de médio porte, com visão de futuro, Daniel Pacífico doou ao Estado uma área com cerca de 20 mil metros quadrados destinada a implantação de uma Escola Industrial. Isso foi em Em 1956 e já em 1966 o prédio estava praticamente concluído, porém, fechado em razão do governo não providenciar os equipamentos e contratações necessários.

Em 26/12/66, pela Lei Municipal 1296, enfim foi criada a Fundação Educacional de Bauru, entidade de direito público sem finalidade lucrativa, com o objetivo principal de instalar e administrar a Faculdade de Engenharia de Bauru. Essa Lei, no artigo primeiro, parágrafo primeiro, dispõe: “A Fundação Educacional de Bauru poderá instalar e administrar outros estabelecimentos de ensino.”

Ato contínuo foi a diretoria estabelecer contato junto ao Governo do Estado, para a instalação da Faculdade de Engenharia no prédio desativado destinado à Escola Industrial. Tramitando no Conselho Estadual de Educação ficou decidido que a autorização do funcionamento da Faculdade de Engenharia seria concedida, assim como a cessão do citado prédio, condicionadas à criação, instalação e manutenção de um colégio técnico industrial pela Fundação Educacional de Bauru.

Em 07 de abril de 1.967, pelo Ato 106, foi autorizada a criação e a instalação do Colégio Técnico Industrial – CTI, cujo patrono é o professor Isaac Portal Roldán, um dos primeiros professores.

Visando qualificar mão-de-obra para a demanda decorrente da ferrovia, deu-se início ao CTI, que começou com o curso de Máquinas e Motores (1967). O curso foi em acordo com a demanda em razão da forte movimentação em torno das ferrovias e de lá surgiram muitos profissionais que depois foram atuar nas companhias que atuavam a partir de Bauru.

Como era o ambiente entre alunos nos intervalos das aulasDepois foram criados os cursos regulares de Eletrotécnica (1968), Edificações (1968), Eletrônica (1972), Processamentos de Dados (1975), Decoração (1975) além dos cursos de qualificação profissional nas mesmas habilitações, implantados para atender as necessidades regionais. Com o passar do tempo e em respeito ao desenvolvimento de cada área, alguns foram suprimidos por saturação e/ou redirecionamento do mercado e outros foram aprimorados com mudanças tecnológicas, para acompanhar este desenvolvimento e atender adequadamente às exigências do mercado.

A história da Fundação Educacional de Bauru tem a ver com a mobilizações popular e política, resultando na criação da Faculdade de Engenharia e o Colégio Técnico Industrial (CTI), em 1966, e o início do funcionamento em 1967 sob a administração da Fundação Educacional de Bauru.

O prédio que estava localizado na Vila Falcão abrigou, também, a Faculdade de Ciências (FC), a Faculdade de Tecnologia (que está extinta) e a Escola de Belas Artes (atual FAAC – Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação).

Na década de 1970, houve a construção do câmpus universitário (atual Unesp), onde o primeiro prédio construído abrigou o IPMET. Nessa época, começaram as discussões com o objetivo de transformar as Faculdades em Universidade e em 1985 houve a instalação da Universidade de Bauru.

Três anos depois, ocorreu a incorporação da Universidade de Bauru pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e o ensino passou a ser público.

Hoje, a Faculdade ainda oferece oportunidades de intercâmbio, iniciação científica e projetos de extensão, que visam fortalecer as relações entre universidade e comunidade. O Colégio Técnico Industrial (CTI) e o Curso Pré-Vestibular Primeiro de Maio também estão vinculados à FEB.

(*) Com fotos e informações cedidas pelo Memorial da UNESP-Bauru.

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