Serpentário do BTC se reúne há mais de 40 anos

Eles se encontram aos domingos regados a cerveja, petiscos e muita conversa. Mais conversa do que cerveja, porque o que importa mesmo é por os assuntos em dia e saber como foi a semana de cada um.

O ‘espírito’ do grupo de amigos intitulado ‘Serpentário’, que completa 42 anos, tem permanência de membros antigos, alguns fundadores, e outros mais novos. O único objetivo do grupo é se divertir ao seu modo, considerando que alguns já passam dos setenta anos e olha lá se não encontrarmos alguns com mais idade.

Mas isso não conta, porque no grupo a amizade faz com que todos se sintam jovens e especialmente quando revivem um “causo” contado”, muito sobre o basquete, que praticamente é o esporte preferido de todos que de alguma forma exerceu influência na formação do grupo.

E tem mais: a história do grupo se mistura com a da sede de campo do Bauru Tênis Clube (BTC), onde há local cativo e ninguém tasca, pois eles viram primeiro.

Raduan Trabulsi, Carlô Horta, Fernando Horta, Cesar Gobbi, Milton Simão, Antonio Carlos Barbosa são alguns dos membros desse grupo que contou com o falecido Flávio de Angelis na sua formação, junto a Raduan Trabulsi.

Milton Simão conta que os amigos começaram a frequentar um dos quiosques da sede de campo assim que o local foi comprado pelo clube. “Todas essas árvores que a gente vê hoje não passavam de mudas bem pequenas”, conta.

Simão, que já foi presidente do BTC, assim como Hélio Vanini, são dois que são frequentadores assíduos do Serpentário. César Gobbi, o Gobbinho, confirma a ‘confusão’ nas histórias do grupo de amigos e do BTC. “Muitos fundadores do Serpentário ajudaram a comprar essa sede de campo. Uma coisa está completamente ligada à outra”, diz ele.

Nesse período, o Serpentário já recebeu muitos “sócios” novos, além daqueles que participaram da criação do grupo, maioria deles sócios e frequentadores da sede de campo do BTC.

Lá não há qualquer tipo de formalidade para que novos membros sejam agregados. “Só precisamos gostar das pessoas que chegam até nós. A única restrição é que precisa ser homem. É um “clube do Bolinha”. Não temos nada contra as mulheres, mas é uma forma de garantir a liberdade para as nossas brincadeiras”, conta Gobbinho.

Um dos segredos do grupo é a origem do nome do grupo, que sugere uma boa dose de ‘veneno’ nas muitas conversas. Os membros mais antigos contam alguns ‘códigos’ do grupo.

Todos colaboram mensalmente com um valor em dinheiro para a compra das bebidas e comidas, lembrando que era comum aparecer alguns colegas com o único objetivo de aproveitar das guloseimas sem contribuir. “Esses são chamados de ‘pernilongos’”, revelam

Ricardo Coube conta que os assuntos mais polêmicos são tratados com muita leveza. “É um momento de descontração em que a gente ri das coisas sérias”, explica.
As discussões se tornam mais acirradas apenas quando o assunto é esporte. Com membros intimamente ligados ao basquete, como Raduan Trabulsi e Antônio Carlos Barbosa, a modalidade sempre apimenta as conversas, sem contar as paixões futebolísticas.

No mais, o que prevalece é a alegria do grupo, que parece lembrar um grupo de jovens, o que na verdade eles são, pelo menos nos momentos em que estão reunidos.

* Com informações do Jornal da Cidade e foto do Facebook.