Conhece a história dos jornais empastelados em Bauru?

Três jornais de Bauru foram alvo de correligionários da revolução que transcorreu em 1.930 e 1.932, em decorrência dos resultados obtidos no campo político: o “Correio de Bauru”, “Diário da Noroeste” e “A Tribuna Operária”. Os três foram alvo de um empastelamento.

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O país sentia os efeitos de duas revoluções armadas e, durante esse período de conflito, em 1930, a vitória da Aliança Liberal, movimento liderado por Getúlio Vagas, que representava a união dos estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, culminou com o golpe de Estado que depôs o então presidente paulista Washington Luís. O fato fez com que os adeptos do movimento saíssem às ruas para festejar o resultado conquistado. Os gaúchos que chegavam à cidade eram recebidos sob aplausos e festejos pelos cidadãos bauruenses. “Eles eram facilmente identificados na cidade pelo peculiar lenço no pescoço, acessório que era colocado até nos cavalos”, diz a respeito o historiador Gabriel Ruiz Pelegrina.

A comemoração se deu em direção à esquina da rua 1º de Agosto, onde se localizava a redação do jornal “Correio de Bauru”, o primeiro jornal diário da cidade, fundado por Manoel Ferreira Sandim, José Maringoni e Domiciano Silva, e que combatia duramente o Partido Democrático

A composição levou setores da sociedade a se oporem ao Partido Republicano Paulista e a políticos dissidentes do próprio PRP. Os revoltosos de 30, em clima de fúria, depredaram e empastelaram o periódico (foto em destaque). Mais: encaminharam-se até a esquina da avenida Rodrigues Alves com a rua Rio Branco, rumo à sede do jornal “Diário da Noroeste” e, assim como o Correio, teve seus documentos, móveis e máquinas queimados na rua.

Em 1932, na revolução Constitucionalista, a vítima foi o jornal “A Tribuna Operária”, de propriedade do jornalista Carlos Guewe, comunista e que era e contra o movimento liderado por São Paulo.

O empastelamento

Termo que volta ao dicionário popular por conta da fotografia histórica (sem que se saiba o autor), que diz respeito ao que aconteceu quando os ex-combatentes na revolução, ao retornarem dos locais de batalha, se dirigiram ao o prédio do jornal, que ficava na quadra sete da rua Batista de Carvalho, ateando fogo em arquivos e maquinas de impressão do periódico.

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