Aloysio José Leal Penna nasceu na cidade de Piquete (Município de Lorena), no dia 7 de fevereiro de 1933.

Filho de Eldemir Ferreira Penna e Dulce Leal Penna, cursou o ensino primário com os pais até os 12 anos e o curso secundário, no Colégio da cidade.

Ingressou na Companhia de Jesus, para o Noviciado, em Nova Friburgo (RJ), em 1º de fevereiro de 1950, onde foi recebido pelo Pe. Arthur Alonso, Provincial Brasil Central.

Fez os primeiros votos no Noviciado, em 2 de fevereiro de 1952, na cidade de Itaici (SP), com o acompanhamento de Pe. Armando Cardoso.

Cursou o Juniorado de 1952 a 1954, nas cidades de Itaci e concluiu em Nova Friburgo. Ainda no Rio de Janeiro, entrou para a Filosofia, no Colégio Máximo Anchieta, de 1955 a 1957. No Seminário Menor e Colégio Anchieta fez o Magistério, onde estudou Orientação Educacional na PUC/RJ, foi Prefeito de Internos, atuando como professor de Geografia, de 1958 a 1960, onde também cursou História na Faculdade Oficial de Nossa Senhora Medianeira.

Ordenação

No Colégio Máximo Cristo Rei, em São Leopoldo, cursou a Teologia de 1961 até 1963, quando foi ordenado Sacerdote, em 21 de dezembro, pela imposição de mãos de Dom Helder Câmara, Arcebispo de Olinda e Recife. Em 1965, realiza a 3ª Provação em Três Poços (RJ). No dia 15 de agosto de 1966, faz os últimos votos, em Paray-Le-Monial (França). Na Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma), estuda Teologia Espiritual até 1969. Foi ordenado bispo no dia 22 de julho de 1984.

Trajetória Episcopal

Dom Aloysio José Leal Penna estava Bispo da Diocese de Paulo Afonso (BA) – (1984-1987), quando foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de Bauru com direito à sucessão, em 1988, pelo Papa João Paulo II. Tomou posse como 3º Bispo da Diocese de Bauru no dia 5 de setembro de 1990. Foi nomeado Arcebispo da Província Eclesiástica de Botucatu em maio de 2000, onde permaneceu até 2009. Deixou o governo da Arquidiocese no dia 15 de fevereiro do mesmo ano, quando da posse de Dom Maurício Grotto de Camargo como novo Arcebispo, passando Dom Aloysio para Arcebispo Emérito.
Governo de Dom Aloysio

Em Bauru, Dom Aloysio reabriu o seminário diocesano e trabalhou muito pelas vocações sacerdotais, ordenando ao menos 14 presbíteros que ainda atuam na Diocese. “Se há uma coisa que devemos deixar sólida para uma diocese são os futuros padres”, disse em entrevista no ano de 2004, quando a Diocese de Bauru comemorava os 40 anos de sua criação.

No plano pastoral, Dom Aloysio esteve à frente do Procompar (Projeto Comunhão e Participação) que, com o apoio da Universidade Sagrado Coração (USC) e outras instituições, fez um diagnóstico da Diocese de Bauru e de suas principais necessidades. A pesquisa ouviu 36 mil pessoas de todos os segmentos sociais e produziu 1 milhão de dados. O resultado foi o 6º Plano Diocesano de Pastoral, que destacava como prioridade, entre outros pontos, a juventude e a ação social.

O bispo também valorizou a participação dos leigos e a marcante presença das universidades na Diocese, criando a Paróquia Universitária do Sagrado Coração de Jesus em 1991. Nos 10 anos em que governou a Diocese de Bauru, Dom Aloysio criou 14 novas paróquias, do total de 41 existentes hoje.

Enquanto bispo diocesano de Bauru, teve forte atuação na CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil): coordenou nacionalmente as Pastorais da Família, da Educação e da Juventude; foi presidente do Conselho Nacional da Pastoral da Criança e um dos fundadores da Pastoral da Pessoa Idosa.

Ainda nas comemorações dos 40 anos da Diocese de Bauru em 2004, Dom Aloysio pediu ao povo que se sinta co-responsável pela Igreja. “Os leigos têm muitas iniciativas boas no campo profissional e devem ter o mesmo espírito de colaboração, criatividade e iniciativa com as coisas da Igreja, para que nós possamos atingir toda a comunidade numa dimensão missionária”.

DEPOIMENTOS

“Tive um relacionamento muito agradável com Dom Aloysio, quando fui nomeado bispo de Franca e nos encontros na CNBB, na época em que estive como Provincial da Ordem dos Freis Menores (OFM). Foi uma relação de afinidade e de amizade; isso também por conta de nossa vocação como religiosos, eu como franciscano e ele, um jesuíta. Atuamos em trabalhos da Pastoral da Educação na CNBB, próprios de nossa missão religiosa, comprometida com o mundo da Educação.

Dom Aloysio Penna era uma pessoa cordial, fraterna e, acima de tudo, um grande amigo. Neste momento difícil, estamos em comunhão com toda a Igreja presente em Bauru. Que ele esteja confortado espiritualmente e amparado pelas mãos de Nossa Senhora”.

Dom Frei Caetano Ferrari, bispo diocesano de Bauru, assim se expressou:

“Quando Cristo quis privilegiar os discípulos, chamou-os de ‘amigos’. Foi o melhor título que usou para lhes significar o quanto lhe eram caros. Dom Aloysio, em sua trajetória, conquistou os leigos e fez amigos. Durante 10 anos esteve à frente da Diocese de Bauru, e fez amigos. Discreto, presente na hora exata.

Firme na condução da Igreja, sensível no acolhimento ao que sofre. Sua presença é viva no coração de todos os que o conheceram e com ele tiveram a oportunidade de trabalhar pela causa de Deus. Dom Aloysio viveu o seu sacerdócio 24 horas por dia. Não viveu para si, mas fazendo bem a quem precisa.

Grande incentivador dos ideais apostólicos, não se intimidou diante do mundo tão competitivo. Foi uma liderança autêntica, reta, que sempre acreditou na Igreja e na transformação social, em favor do ser humano e de sua felicidade conforme o projeto de Jesus Cristo.”

Pe. Enedir Gonçalves Moreira – Assessor da PasCom e reitor do Santuário Diocesano, se manifestou de forma sentida, com o seguinte:

“Muitas vezes tivemos o privilégio de entrevistar o então bispo diocesano de Bauru, Dom Aloysio Penna. Foram conversas agradáveis. Um homem culto, inteligente e ponderado. Nunca omitiu seus pensamentos sobre qualquer assunto que abordávamos. Tenho saudades das nossas conversas. Foi um homem marcante e intelectual que me traz recordações extraordinárias”. Samuel Ferro – jornalista – Diretor da TV Prevê.

“Aloysio foi criado no seio de uma família católica e de sólidos princípios religiosos. Papai foi adorador do Santíssimo Sacramento por mais de 25 anos e mamãe foi catequista. […] Desde pequeno sentiu o desejo para o sacerdócio. Foi ordenado sacerdote pelo querido Dom Helder Câmara.

Sempre muito querido por todos. Foi conquistando cada vez mais os corações dos fiéis, com sua grande capacidade de relacionamento e comunicação. Convicto, com personalidade muito marcante, retidão, bondade e humildade. Soube galgar seu caminho. Agradecemos a Deus o privilégio de tê-lo como irmão. A família agradece, sensibilizada, todas as homenagens a ele prestadas”.

Familiares de Dom Aloysio

“Quando Dom Aloysio chegou para ser Bispo Coadjutor de Bauru em 1988, percebi nele um grande pastor e amigo, sempre transparente e objetivo em tudo que queria. Em 1990 Dom Cândido Padin, OSB, quando renuncia por motivo de idade, como prevê o Cód. de Direito Canônico, ele assume a Diocese com uma determinação incansável, além dos bons trabalhos, nos ensinou muito.

Teve a grande iniciativa de instituir uma Paróquia Universitária, a primeira do Brasil, e o resultado é esse que todos nós conhecemos, sempre frutífero. Por várias vezes, me confiou as necessidades de manutenção onde residiu, enquanto eu trabalhava, tínhamos bons papos.

Tive a honra de sua presença e do Padre Enedir em meu matrimônio no Rio Grande do Sul, em julho de 1996; uma celebração carinhosa e inesquecível, muito admirada pelos presentes. Em 2000, foi transferido para Botucatu, deixando a Diocese, em prantos”.

Edson Tarcísio de Carvalho (Goiano)

“Na medida em que as notícias deram conta da gravidade do estado de saúde de meu irmão querido, do pastor humano, misericordioso, alegre e entusiasta, o meu coração se comoveu e buscou refúgio n’Aquele Coração que tudo vê e acolhe as mais profundas súplicas de nossa alma condoída. Dom Aloysio não foi apenas o Bispo Diocesano que tomou posse na Diocese de Bauru no ano de 1990.

Ele tomou posse dos corações de suas ovelhas porque abraçou Bauru com suas virtudes e suas penas. Fez-se bauruense com os bauruenses! Presente na vida dos cristãos que lhe foram confiados, acompanhou-os, não só na ação pastoral, mas na intensa vida da comunidade bauruense, das famílias , do mundo cultural acadêmico, das preocupações sociais de todos”. Ir. Jacinta Turolo Garcia (ASCJ)

UMA HOMENAGEM DA DIOCESE DE BAURU

A grande qualidade de Dom Aloysio foi sua capacidade de relacionamento e comunicação. Desde jovem, em todas as etapas de seus estudos, formação e ministérios, sempre se caracterizou pelo seu temperamento extrovertido, alegre, empreendedor. Esse jeito e temperamento fizeram com que desempenhasse, com muita habilidade, as tarefas que lhe foram confiadas mesmo as mais complexas, tanto em Roma (no Pio Brasileiro) como na Província Jesuíta. Esse dom lhe veio do berço, de uma família ligada à diplomacia e relações internacionais.

O zelo e carisma sacerdotal e religioso ganharam um brilho todo especial, pela capacidade também de organização e de fazer com que as pessoas se envolvessem na cumplicidade pastoral, independentemente da classe social.

Fiel às amizades, fez-se presente em todos os momentos de alegria e de dor de seus amigos, com uma palavra de carinho. O imenso campo de ministérios e relacionamentos não lhe permitiam parar: esteve sempre apressado e viajando, sempre ativo e rápido, com um articulador de projetos e realizações, em favor dos necessitados.

Essas qualidades lhe caíram muito bem ao se tornar bispo, levando vida nova, dinamismo e esperanças aos que com ele trabalharam. Foi um homem otimista, o sacerdote zeloso e religioso comprometido com sua comunidade. Um pastor que cumpriu sua missão e seu lema “Vim para servir” (Mt 20,28).

Dom Aloyxio e Bauru

Sua passagem por Bauru durou exatos dez anos.

Marcantes dez anos que foram suficientes para deixar seu nome para sempre entre os religiosos e amigos que conquistou em toda a sociedade, em todas as camadas sociais.
Dom Aloysio Leal Penna tinha um jeitão meio carioca, até por ter residido no Rio, e mais um que chegou a Bauru para promover esse mix tão interessante que dá um diferencial à cidade do interior paulista com uma miscigenação única.

Aliás, bauruenses são um pouco influenciados por cariocas, que vieram para a região desde tempos da construção da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil e aqui se somaram a outros de outras regiões e mesmo países e formaram esse povo amável e doce, cativante e sincero, com muito de interiorano, que pode ser pelo que restou dos nativos.

Mas em 1988 Bauru ganhou de presente Dom Aloysio Leal Penna, que para nossa cidade veio a convite do então Bispo Diocesano Dom Cândido Padim, para assumir a condição de Bispo Coadjutor de Bauru. Isso em 10 de abril de 1988.

Veio para daí dois anos substituir o bispo mais conhecido no País por seu engajamento político e o que melhor expressou o sentimento da igreja católica nos momentos mais difíceis de nossa política, em razão do regime militar.

Bauru, quanto ao aspecto, pode se sentir privilegiada, pois teve um bispo altamente respeitado por seu engajamento político, por seu conhecimento profundo de temas correlatos à política e sociedade, a ponto de se impor até mesmo junto aos militares, em tempos em que o diálogo era difícil e a força falava mais alto, tendo sido como aquele que melhor representou o pensamento da igreja católica naqueles tempos de confronto de ideologias e mesmo de forças.

Se por um lado Dom Cândido Padim era destemido politicamente falando e ousado como era preciso, durante o regime militar, impondo o pensamento da igreja e sempre em defesa das minorias, depois de tudo passado e o País vivendo um momento mais calmo, foi sucedido por Dom Aloysio, e a partir de então, em se misturando à população, passou ele a ser mais um bauruense como todos somos, sempre presente em momentos de importância relevante para a sociedade.

Dom Aloysio era uma pessoa calma, muito bem humorada, afável e que também marcou com seu estilo, por sua facilidade de fazer amigos.
Mas não apenas por esse aspecto Dom Aloysio será para sempre lembrado pelos bauruenses.
Nos exatos dez anos em que aqui residiu, fez muito e avançou com o projeto de evangelização e conquista de mais fiéis para o segmento religioso ligado ao catolicismo.

Avançou muito, até pela contaminação natural que promoveu junto aos padres e seguidores pastorais, tanto por seu estilo, como pelo seu foco determinado no sentido de identificar o quadro que contemplava a comunidade da época e buscando saber o quanto o projeto do catolicismo podia avançar… também onde e como.

A propósito, participou de muitas iniciativas em nível local, como aquela, à frente do Procompar (Projeto Comunhão e Participação) que, com o apoio da USC e outras instituições, fez um diagnóstico da Diocese de Bauru e de suas principais necessidades. A pesquisa ouviu 36 mil pessoas de todos os segmentos sociais e produziu 1 milhão de dados. O resultado foi o 6º Plano Diocesano de Pastoral, que destacava como prioridade, entre outros pontos, a juventude e a ação social.

O padre Enedir Gonçalves Moreira, reitor do Santuário Diocesano, define o bispo que Bauru amava, como uma liderança autêntica, que acreditava na transformação social.
Dom Aloysio foi bispo de Bauru de 1.990 a 2.000 e ficou conhecido pela habilidade em conciliar a atuação religiosa com a social. Dava os seus recados políticos sem confrontar diretamente a hierarquia conservadora. Era comunicativo e acessível.
Nascido em Lorena, no Vale do Paraíba, entrou para a Companhia de Jesus em Nova Friburgo (RJ).

No Rio também estudou filosia e história. Nos anos de formação passou por São Leopoldo (RS), Paraty-Le-Monial (França) e Roma (Itália).

Ordenado bispo em junho de 1984, chegou a Bauru como coadjutor em 1988, após trabalhar na Diocese de Paulo Afonso, na Bahia. Durante dois anos atuou ao lado de Dom Cândido Padim. Tomou posse como terceiro bispo da Diocese de Bauru em setembro de 1990. Em 2000, foi nomeado arcebispo de Botucatu e ficou na função até 2009, quando passou para arcebispo emérito, por causa da idade.

Seus dez anos de atuação renderam vários frutos: ordenação de 14 padres, criação da Paróquia Universitária do Sagrado Coração e outras 13 paróquias, valorização da participação dos leigos e realização do Projeto Comunhão e Participação, que fez um diagnóstico sobre as principais necessidades da diocese.

Dom Aloysio também ficou conhecido pela forte presença na CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Ele coordenou as pastorais da Família, da Educação e da Juventude. Foi um dos fundadores da Pastoral da Pessoa Idosa, em 2004. Organizou a pastoral ao lado da médica Zilda Arns, conhecida pela defesa das crianças.

“Foi um grande conselheiro familiar, junto a Dom Cândido. Nos atendia em todos os momentos de dúvidas, angústias, dificuldades, aflições e incertezas”, disse nesta terça-feira José Alberto de Souza Freitas, o Tio Gastão, ex-superintendente do Centrinho (Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais).
“Não foi apenas o bispo que tomou posse em 1990. Tomou posse dos corações de suas ovelhas porque abraçou Bauru com suas virtudes e suas penas”, lembrou a Irmã Jacinta Turolo Garcia, que chama Dom Aloysio de irmáo querido.

Dois momentos inesquecíveis estão marcados, e tendo o querido Dom Aloysio, acompanhado pelo Padre Enedir Moreira, por suas visitas semanais à Multicanal, que à época estava em fase de implantação e trazendo para Bauru o que de mais atual tinha no planeta em termos de comunicação televisiva.

Naqueles anos dourados, a Multicanal trazia canais da França, Espanha, Portugal, muitos dos Estados Unidos e até de Dubai, mas também abria espaço para os canais locais de televisão, dentre os quais, a Rede Vida, então canal fechado e que mereceu, por intermédio de Dom Aloysio e Padre Enedir, atenção especial e pautando Bauru como a primeira cidade do Brasil a inserir no line up de programação o que hoje de forma tão abrangente a emissora exibe por sinal aberto, contemplando de missas a palestras, testemunhos a um rica programação cultural e de forma tão presente na vida dos brasileiros.

Coisa de Deus, pois quando concluiu o diagnóstico sobre as principais necessidades da diocese e detectou a juventude como importante foco da sociedade a ser contemplado por ações de evangelização, antevendo que o mundo moderno começava a inserir no dia a dia da moçada hábitos que hoje preocupam, vislumbrou uma Paróquia Universitária, indo à reitoria da USC mostrar sua preocupação e encontrando lá um projeto pronto para ser levado adiante, arquitetônico, e assinado por Jurandyr Bueno Filho.
Os próximos ao querido Bispo acompanharam o entusiasmo de Dom Aloysio, que foi o ponta pé inicial para vislumbrar o projeto que passaria para fase de construção e enfim hoje sendo oferecido aos jovens de todas as idades que passam a ter uma paróquia para chamar de sua.

Foi quando a Multicanal de novo se fez palco de um momento inusitado, tendo o querido e já saudoso Bispo exibindo o projeto majestoso sem ser suntuoso, com aquele entusiasmo que somente ele, que de pronto contaminou os presentes ao marcante momento, ouvindo: ”mas é majestoso, isso não pode só ficar no papel!”. Foi quando o querido Dom Aloysio se manifestou: “é por isso que estamos aqui, para discutirmos o começo”.

Qual não foi a surpresa de Dom Aloysio quando alguém fez a primeira sugestão: “vamos mostrar à imprensa e num local especial e por um café da manhã… sua residência!”
– Minha? respondeu perguntando o Bispo, alegando que residia num local muito simples.

Enfim o café da manhã ocorreu para toda imprensa bauruense e a partir de então a contaminação foi plena na sociedade, resultando na Paróquia do Sagrado Coração, que está a um passo de ser concluída e cumprindo com seu papel de palco de evangelização e encontro de ovelhas de todas as idades que se misturam, contaminando os jovens em foco pela proposta original, pois finalmente têm um templo religioso a mais que se soma aos demais, para a propagação da palavra de Cristo.

Dom Aloysio desde pequeno sentiu o desejo para o sacerdócio e foi conquistando cada vez mais os corações dos fiéis”, disseram seus familiares, em agradecimento às homenagens que estão sendo prestadas.

Ele nasceu em 7 de fevereiro de 1933, em Lorena, no Vale do Paraíba, onde cursou os primeiros anos de ensino. Depois seguiu para o Rio, onde adquiriu não só o sotaque, como o jeito bem brasileiro, muito macio dos cariocas, característica marcante para a facilidade de seu relacionamento com os bauruenses e com todos que fizeram parte de seu propósito, em seu profícuo caminho para a propagação do bem.
Em 1963 foi ordenado sacerdote por Dom Hélder Câmara e em 15 de agosto de 1966 fez os últimos votos na França.

Foi ordenado bispo em 22 de julho de 1984, vindo a tomar posse como terceiro bispo da Diocese de Bauru, em 05 de setembro de 1.990, depois de dois anos como Bispo Coadjutor.

Sua posse como Bispo da Diocese de Bauru se deu em 5 de setembro de 1990 e em maio de 2000, foi nomeado Arcebispo de Botucatu.
Em 2009 foi nomeado arcebispo emérito mas, infelizmente, no mesmo ano sofreu uma queda durante a celebração de uma missa e teve um traumatismo cranial.
Dom Aloysio Leal Penna veio a falecer em 19 de junho de 2012, em Belo Horizonte, onde estava internado por causa dos problemas de saúde dos últimos anos.

Bauru e toda a comunidade católica, assim como todos que o conheceram, todos os assistidos, convertidos, ordenados e mesmo os que apenas tomaram conhecimento de seu exemplo de vida, sentem com comoção a perda, mas se sentem confortados, pois já está ele a caminho do Pai, para se abrigar em sua morada, que fez por merecer, deixando um exemplo de vida que bauruenses e brasileiros e toda comunidade católica jamais irão esquecer.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.