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Bauruenses ilustres
Por Renato Cardoso (*)
Escrever sobre o tema é o mesmo que se arriscar em pecar por falhas, mas que prevaleça a intenção.
O começo é sempre o mesmo e não poderia ser diferente, porque Pelé nasceu em Bauru, mesmo que Edson Arantes do Nascimento tenha nascido em Três Corações. Ele mesmo disse isso e Benedito Ruy Barbosa repete no livro que conta de novo a vida do eterno rei do futebol. Pelé, um orgulho para os bauruenses (foto de quando em Bauru, com os companheiros de B.A.C., time que lhe rendeu a carreira).
A partir dele, para errar menos, ou pecar menos pela omissão de nomes famosos de bauruenses, só mesmo por temas, ou de forma pontual, como queiram.
O ideal será começando pelas crianças e com uma pequena dose de dúvida, embora o muito que já se escrevera a respeito. A referência vai à Mônica, que se insiste em dizer que teria nascido numa prancheta do Diário de Bauru, em período em que Maurício de Souza passara pela cidade e se projetado para a comunicação via cartuns e criação de personagens infantis, que hoje formam a turma.
Na música fica absolutamente fácil, pois nada melhor e nítido, e justo, mencionar os irmãos Godoy, de Hamilton a Adilson, passando por Amilson. Hamilton é o líder do Zimbo Trio, que dentre outros predicados, assinou vários arranjos para Ellis Regina, que acompanhou por anos, talvez em sua faze mais áurea. Tem mais, muito mais a respeito dos irmãos Godoy e ainda me lembro daquela de Adylson Godoy “novo dia, novo amor, amanheceu”, cantada na antiga Capristor (coisa de maluco!), que só nos dois lembramos.
Na música posso afirmar que nasce uma estrela, e por um cd que será lançado em dezembro, Neusa Maria, que merecerá comentário em tempo.
No teatro, de pronto podemos nos reportar a Mauro Rasi (precisa mais?). Maurinho começou na Rua Bandeirantes, ele e mãe Pérola, que rendeu título à importante peça teatral, com direito às tias, que cruzam com todos em eventos culturais. Ao lado de Maurinho surgiu Baby Garroux, de sucesso na televisão, no teatro e também no jornalismo.
Quer mais? Serve Edson Celulare, urgido das mãos de Celina de Lourdes Alves Neves e forjado pelas mãos operárias de Paulo Neves, o filho, apaixonado e mais agora, pelo teatro?
Na arquitetura possos citar Jurandyr Bueno Filho, que sentou-se ao lado de Chico Buarque na faculdade e aprendeu um pouco de música, mas muito de arquitetura e urbanismo e é nome cravado na história por suas muitas obras. Muitas, que aos poucos começam a ser de conhecimento de todos.
No jornalismo, aí fica difícil citar todos, mas de pronto chegamos a Amaury Soares, “first man” da Globo Internacional e por acaso casado com Patrícia Poeta, com quem forma uma linda família. Amaury fez jornalismo na UNESP Bauru e começou sua carreira como estagiário pela Globo Bauru, hoje afiliada da rede dos Marinho.
Mas antes de Amaury Soares, outros nomes marcaram e marcam no jornalismo internacional, como Luiz Malavolta (do núcleo central de jornalismo da Rede Record), Luiz Carlos Azenha, que por anos foi âncora da Globo em várias partes do planeta e hoje com produção independente. No Sportv temos outras duas, Beth Ferreira e Kity Baleeiro. Quer Luciano Pires, homem de jornalismo e marketing, respeitado nacionalmente?
Mas antes, bem antes, um nome representou Bauru no setor e respeitabilíssimo no meio: Adilson Laranjeira, que entre outras atividades, iniciou carreira pela revista semanal chamada “Sétima Arte”, que circulava nos cinco cinemas existentes em Bauru e hoje é o nome respeitado que todos temos conhecimento – líder classista do jornalismo.
Uma vez procurei escrever sobre o bauruense mais ilustre e quase peco pela omissão e procurei desviar o assunto para qualquer bauruense, pois todos são ilustres. Veja em o bauruense mais ilustre.
Ainda no jornalismo, como não falar de Reali Júnior, um bauruense ilustre, que morreu no último dia 09 de abril de 2.011.
Elpídio Reali Júnior, mais conhecido como Reali Júnior, foi um jornalista brasileiro de renome internacional, que passou pelo O Estado de S. Paulo e pai da atriz Cristiana Reali (também grande promessa).
Reali Júnior foi um dos maiores correspondentes do Brasil no exterior, homem de muita credibilidade e grandes coberturas internacionais, como a queda do avião da Varig em Paris em 1973, Guerra Irã-Iraque, Revolução dos Cravos em Portugal, morte do Caudilho Franco na Espanha, crises do petróleo, queda do muro de Berlim, assassinato do presidente Sadat do Egito, morte da Lady Diana, e outras mais.
Sua casa era tida como uma embaixada não-oficial do Brasil em Paris, sempre visitada por exilados na ditadura e brasileiros a passeio na Europa. Ele e sua esposa Amélia sempre abriram as portas de sua casa para todos que precisavam e precisam de um ombro amigo em Paris.
Então, aqui por certo peco por omissão de outros nomes famosos do jornalismo, mas prometo me redimir e completar o que ora insisto em informar.
Se mergulharmos na pesquisa científica, aí só mesmo por um tratado, começando pela longa, triste e corajosa história dos pesquisadores do hoje Lauro de Souza Lima, ontem Hospital e Abrigo Aymorés, com muitos nomes, que podem ser representados por um, Diltor V de Araújo Opromolola, que dedicou uma vida à pesquisa pela cura da hanseníase. Saiba tudo pela TV Morhan, do Tvisões. Se chegarmos ao Centrinho, com o belo trabalho que cumpre há décadas a partir de Bauru, e hoje presente em várias localidades do Brasil, teremos nomes importantes, que podem ser destacados na pessoa do querido Tio Gastão.
No direito, muitos podem não ter nascido em Bauru, mas grandes nomes passaram pela Instituição Toledo de Ensino e são nomes respeitados em todas as esferas do direito, de Damásio Evangelista de Jesus a Fernando da Costa Tourinho Filho, passando por José Fernando da Silva Lopes, autores de livros adotados na maioria das boas faculdades de direito.
Deixo por último, mas não menos importante (e nem mais), Ozires Silva, um bauruense que orgulhosamente aprendi a admirar e cada vez mais no trabalho a mim incumbido de pesquisar sua vida, a partir de Bauru, onde nascera.
Menos importante, mas o bauruense de destaque este ano, quando completa 80 anos e vê a data sendo comemorada em todo o País, por sua trajetória marcante e quase toda ela ligada à aviação.
Ozires Silva está em Bauru, aquecendo as turbinas do coração para enfrentar a série de homenagens a ele preparadas por todos os bauruenses e com ponto ápice da série de reverências pela noite de autógrafos ao livro escrito por Décio Fischetti, programada para a próxima terça-feira, 29 de novembro, na Assenag (Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru).
Toda cidade se prepara para o momento, com envolvimento da Prefeitura Municipal, Câmara Municipal, Academia Bauruense de Letras, Aeroclube de Bauru, Rotary Club e outras entidades respeitadas que se juntam na organização do megaevento.
Diante da importância da data, a EMBRAER envia a Bauru uma exposição, tendo o bauruense ilustre como tema. A noite promete.
O livro, Ozires Silva, um líder da inovação está sendo aguardado em Bauru com muito interesse e carinho, pois retrata a vida de um menino simples que sonhou em construir avião, um dia… e chegou lá.
O sonho de Ozires Silva representa para o Brasil, hoje, a posição de terceira colocada na indústria aeronáutica e impacta positivamente no P.I.B., por colocar nosso País entre os 3 maiores fornecedores de aviões para países de todo o planeta, incluindo os Estados Unidos.
O livro conta um pouco de sua história, não daria para contar tudo, mas dá bem uma ideia de quem é esse bauruense ilustre, respeitado em todo o planeta, tendo sido chamado, dentre outras oportunidades, para discutir a China do futuro pelo atual governo.
Momentos como este fazem parte do currículo do bauruense ilustre, que um dia questionou os mentores do Prêmio Nobel do porque não haver, no rol de premiados, um único brasileiro.
Ouviu dos responsáveis pela indicação do título: é que no Brasil, é comum destruir-se a imagem de seus heróis. Talvez tenhamos perdido aí a oportunidade de termos o primeiro Nobel da criação: o próprio Ozires Silva.
Quando em fase de doutorado nos Estado Unidos, o reitor ouviu do bauruense: “Dr. tenho que fazer meu doutorado em um ano e não em dois. Ao que ouviu em resposta: como, se o programa foi elaborado para dois anos? Mas qual o motivo para tanta pressa?
É que preciso voltar ao Brasil para construir um avião!”
E assim foi feito, e assim surgiu o Bandeirante, primeiro da série de produções da Embraer.
(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.















