Ocupação de APAS

Bauru passa a viver outro momento a partir de hoje, em razão de aprovação de lei que em tese para “destrava” a cidade, indo na direção de ocupação de solo até aqui tendo mato na superfície, com animais como o que ilustra a postagem forma de foto.

A aprovação cai em boa hora, mas para os especuladores de sempre, que não olham ou não querem olhar para nossa realidade, pois crescimento hoje em dia não implica no sentido físico e sim no sentido qualitativo.

Há quem diga que a aprovação na Câmara Municipal é mais uma das boas notícias e posturas avançadas que Bauru vem tendo nos últimos meses.

Pura miopia e quem estoura champagne nesse momento são os especuladores imobiliários de sempre, dos quais, alguns com processo em estado avançado já em segunda instância, por conta de desmatamentos irregulares.

O assunto preocupa na medida em que cimento passa a ocupar espaço até aqui de mata pura, mesmo em forma de cerrado, que é uma de nossas marcas.

À decisão permite concluir que houve forte influência de poderosos junto a quem concordou com a decisão na esfera pública. Tal medida atende investidores com glebas de terra na região leste da cidade, onde se concentra maior área de cerrado.

A Câmara Municipal aprovou ontem (24), Projeto de Lei que altera o Plano Diretor e permite a ocupação e uso sustentável de Áreas de Proteção Ambiental (APAs), que cobrem dois terços da zona urbana, o que nâo deixa de ser interessante e preocupante, na medida em que o projeto é de autoria do prefeito Clodoaldo Gazzetta, que acuado, partiu para a providência, indo na coerência do que dissera em campanha eleitoral nos idos de 2016.

O assunto mereceu ontem acirrada discussão, indo ao final com unanimidade dos vereadores dizendo sim à proposta (todos os 17).

A miopia se dá na medida em que temos uma cidade desocupada dentro de Bauru e, ao invés de fazerem valer o IPTU Progressivo, que atinge os poderosos, cederam às suas pressões, indo por fim na aprovação do projeto que merecerá. preocupação dentro de poucos anos.

Esperar pra valer.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista.

Mais pelo Vivendo Bauru.