O Rio Batalha

O rio que abastece 40ª da população de Bauru.
O abastecimento se dá por água conduzida à E.T.A., Estação de Tratamento de Esgoto e de lá saindo em plenas condições de consumo pela população de Bauru, mais alocada na zona sul da cidade.

Conheça da nascente até onde se desemboca o Rio Batalha.

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Rio Batalha
é um rio brasileiro do estado de São Paulo. Nasce no município de Agudos na localização geográfica: latitude 22º28’59” sul elongitude 49º03’58” oeste, passa por Piratininga e Bauru seguindo em direção noroeste passa por Avaí onde se desvia para norte e atravessaReginópolis até desaguar no rio Tietê próximo a Uru. Abastece de água a cidade de Bauru. Seu comprimento é 167 km.

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O fotógrafo Celso Melani dá sua contribuição, mandando imprimir fotos com características da vegetação junto a foz do Rio Batalha, dispondo também o formato “descansa tela”, onde se tem o calendário com a informação que precisam ser de conhecimento de todos.

Os prefeitos de Bauru, Piratininga e Agudos veem se encontrando com o fim de  discutir o futuro do Rio Batalha, manancial que abastece 40% da população bauruense, e nasce na Serra da Jacutinga, em Agudos, percorrendo trecho deste município e de Piratininga até chegar a Bauru, onde o Departamento de Água e Esgoto (D.A.E.) possui lagoa de captação. O rio é ainda limite natural em parte da divisa entre Bauru e Piratininga.

Um encontro realizado na Câmara Municipal de Bauru, articulado pelo vereador Markinho da Diversidade (PMDB-Bauru), líder do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) no Legislativo foi de suma importância e lá assim se manifestou: “Já havia manifestado essa intenção aos prefeitos de Piratininga e Agudos em outra ocasião, depois conversei com o Rodrigo e ele deu carta branca para agendarmos uma reunião como esta. Não adianta cada município ter ações isoladas se o rio passa pelo território das três até chegar à lagoa de captação de Bauru, que retira a água para a Estação de Tratamento (ETA)”, pontua Markinho.

Das três cidades, apenas Bauru capta água do Batalha para consumo da população. Em Piratininga e Agudos, a água tem utilização apenas rural. Após passar por Bauru, o rio banha ainda os municípios de Avaí, Reginópolis e Uru, com sua foz no Rio Tietê, percorrendo trajeto total de 167 quilômetros. A lagoa de captação de Bauru fica distante 22 quilômetros da nascente.

Rodrigo Agostinho (PMDB), lembra que o último grande encontro para debater o tema foi há 20 anos. “Aconteceu na época em que foi fundado o Fórum Pró-Batalha, e é de suma importância que a gente discuta o assunto e faça ações em conjunto para recuperar o rio. Agudos e Piratininga não dependem diretamente da água do Batalha para consumo das cidades, mas a utilizam na agropecuária, que são a base econômica dos dois municípios, e em Piratininga há ainda loteamentos na área de abrangência do rio, onde é preciso haver ações permanentes”, comenta.

Ao longo do tempo, mais no século passado, o Rio Batalha sofreu com o desmatamento de suas matas ciliares e o uso irracional da água. Ações de reflorestamento começaram a ganhar corpo a partir dos anos 1990, mas ainda há muitos trechos do manancial que precisam de recuperação. Em 2014, Bauru sofreu com rodízio de água por duas vezes, justamente devido ao baixo nível da represa de captação, que tem como profundidade ideal 2,60 metros, mas chegou a ter menos de um metro entre setembro e novembro do último ano.

Para evitar novos racionamentos, a prefeitura e o D.A.E. sabem que investimentos terão de ser feitos para reduzir o desperdício – a começar na própria E.T.A. – além de preservar o Rio Batalha, que possui apenas sete quilômetros de margem antes da Estação sob responsabilidade de Bauru. São 44 quilômetros se somadas as duas margens (Áreas de Proteção Permanente), nos 22 quilômetros da nascente, na Fazenda São Benedito, em Agudos, até a lagoa de captação. Os outros 37 quilômetros pertencem a Agudos e Piratininga, cidades que têm todo o abastecimento proveniente de águas subterrâneas, através de poços.

O prefeito de Agudos, Everton Octaviani (PMDB), destaca que mesmo sem usar diretamente a água do Batalha, pretende intensificar a preservação. “Temos algumas ações em andamento, como o plantio frequente de mudas na área da nascente e na mata ciliar. Sabemos da importância do rio para toda a região, e com a nascente em nosso município, temos esta parcela de responsabilidade. É necessário ações conjuntas com as demais cidades também”, explica (atendidas pela Sabesp).

O prefeito de Piratininga, Sandro Bola (PSDB), acredita que também pode colaborar. “Tratamos 100% do nosso esgoto, e o aterro sanitário fica longe do rio, pois a gente envia a um aterro privado da CGS, em outro local do município. Fazemos ações constantes junto à Sabesp para conscientização ambiental e recolhimento de óleo também. Estamos abertos a novas propostas para melhorar a preservação”, aponta.

Mudas

Por meio do titular, Chico Maia, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, conseguiu no ano passado R$ 700 mil junto à Agência Nacional de Águas (ANA) para recuperação de mil hectares da Bacia do Rio Batalha. A secretária de Meio Ambiente, Lázara Gazzetta, reitera que 100 mil mudas serão plantadas em breve nos sete quilômetros de margem do rio que estão no município de Bauru.

“Por meio de parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura é que vamos ter estas mudas, mas só na APP de Bauru. Por isso a necessidade de ações integradas com Piratininga e Agudos, pois não podemos fazer projetos em áreas de outros municípios, e se houver esta integração, é possível conseguir recursos para melhorar a nascente e as margens que estão nas outras cidades”, salienta Lázara.

Precupação

O Águas Virtuosas, pertencente a Bauru, é uma constante preocupação, poir próximo à vertente do Batalha e que pode tornar-se foco de contaminação. A Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) tem participado de reuniões para desenvolver ações sócio-ambientais junto aos moradores do Águas Virtuosas, na tentativa de conscientizá-los sobre a destinação adequada de resíduos.

Filetes de água

No segundo semestre do ano passado, encomendado pelo DAE, foi elaborado o Plano Diretor de Águas, que concluído mostrou uma situação preocupante. Erosões, falta de mata ciliar, entre outros, refletindo a situação degradante do manancial que abastece quase 40% da população bauruense. Em alguns trechos, o Rio Batalha tem apenas ‘filetes’ de água, bem como seus 17 afluentes entre a nascente e a lagoa de captação do D.A.E.

A maior parte da jurisdição do rio entre a nascente a captação é do município de Agudos, que apesar de não ter ocupação de loteamentos, possui áreas desmatadas para agricultura e pecuária, com assoreamento de nascentes. Já em Piratininga, a ocupação das margens, inclusive com loteamentos residenciais, foi apontado como fator de risco ao Rio Batalha.

Mais próximos da realidade, aproximadamente 38% da população de Bauru é abastecida pelo Rio Batalha, que nasce na Serra da Jacutinga, no município de Agudos/SP, e deságua no Rio Tietê, no município de Uru. Pertence à Bacia Hidrográfica do Médio-Tietê e faz parte do Comitê de Bacias Tietê-Batalha.

De acordo com a legislação de controle da poluição do meio ambiente, Lei Estadual nº 997/76, aprovada pelo Decreto nº 8.468/76, o Rio Batalha é classificado de acordo com as seguintes características:

Classe 2: águas destinadas ao abastecimento doméstico, após tratamento convencional, à irrigação de hortaliças ou plantas frutíferas e à recreação de contato primário (natação, esqui-aquático e mergulho)”.

O Rio Batalha tem sofrido durante anos a degradação de sua mata ciliar e o mau uso do solo, pela falta de planejamento em suas margens. Isso levou às erosões, o que tem influenciado no nível de reservação da captação, principalmente nas épocas de estiagem. Todo o material que as chuvas carreiam das erosões chega à captação, provocando o assoreamento da represa.

Em 2003 o DAE construiu, com recursos materiais e humanos próprios, uma barcaça para dragar o rio na época das chuvas, para que na estiagem o mesmo tenha um nível de água melhor por mais tempo.

Com a retirada das taboas que obstruíam o leito do rio e a drenagem da areia, o nível conseguido neste mesmo ano (estiagem), possibilitou maior tempo para que houvesse um reflexo da falta de água no abastecimento da cidade. Em 2004 o DAE ampliou a lagoa de captação em largura, para ter uma extensão maior de represamento da água e para conseguir armazenar por mais tempo a água no período de estiagem.

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Visando colaborar com a cidade e preocupado com as questões de preservação do manancial que abastece 40% da população de Bauru, o D.A.E. implantou o Centro Ambiental – Rio Batalha, onde possibilita a aquisição de conhecimentos, habilidades e formação de atitudes para a prática da cidadania, garantindo uma sociedade sustentável.

O Centro Ambiental está situado em espaço contíguo à área de captação das águas do Rio Batalha, localizado na divisa dos municípios de Bauru e Piratininga, a cerca de 10 km da zona urbana de Bauru. O local é composto por vários elementos naturais que podem despertar a curiosidade e ilustrar diferentes discussões sobre diversas questões ambientais.

O Centro Ambiental – Rio Batalha foi inaugurado no dia 19/09/2004 e fica localizado ao lado da Captação Batalha do DAE.

Mapa de localização


O Centro Ambiental dispõe de uma área de 217 m2 e foi planejado com uma sede para receber os visitantes, com sala de treinamento, onde são ministrados cursos de conhecimentos na área da educação ambiental, e onde as crianças recebem as informações através de projeção de vídeos sobre a captação, tratamento e distribuição da água na cidade de Bauru, além de informações sobre como aprender a não desperdiçar a água.

O Centro Ambiental está implantando a Biblioteca do Meio Ambiente, onde as crianças poderão ter acesso à literatura infantil sobre educação ambiental, preservação dos recursos hídricos, espécies nativas do Batalha, coleta seletiva de lixo com reciclagem de papel e sua adequada destinação, compostagem e material orientando contra o desperdício de água, e como reutilizá-la.

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As crianças e visitantes podem conhecer um viveiro de mudas, com espécies nativas da nossa região e que fazem parte da mata ciliar do Rio Batalha. Podem também ver como se faz uma muda, as etapas de crescimento e seu plantio.

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O bosque do servidor foi formado com mudas nativas, onde cada servidor do DAE plantou uma espécie que no futuro representará a conscientização da preservação do meio ambiente e do Rio Batalha, formada dentro do Departamento de Água e Esgoto de Bauru.

O local apresenta um lago artificial que oferece o conhecimento de sistema alternativo para irrigação com a opção de geração de energia elétrica através de roda d?água, que pode ser uma vantagem, principalmente no meio rural.

Plantio de mudas pelos servidores e ajuda dos alunos

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Além de ser um ambiente agradável, amplo e de intenso verde, também está presente na área a represa da captação de água, que tem uma de suas margens cercada por vegetação nativa da região.

Para que as crianças e visitantes possam visualizar o sistema de captação, tratamento e distribuição da água na cidade de Bauru, foi confeccionada uma maquete, onde é mostrada toda a operação deste sistema pelo DAE e todo o Centro Ambiental.

Para se ter um esclarecimento do tipo de processo do tratamento de água feito para 40% do abastecimento da cidade pelo Rio Batalha, se confeccionou uma maquete, com garrafas pets, simulando todo o processo, onde o visitante vê desde a entrada de água bruta no sistema da ETA até a filtração.

Vista geral da maquete

Maquete do Centro Ambiental

Maquete da ETA

O Museu Casa da Memória resgata dados e o conjunto motor bomba da primeira captação de água de Bauru, nas margens do Córrego Vargem Limpa em 1921. Também mostra aos visitantes equipamentos antigos usados na operação e no laboratório de análise de água da ETA, e equipamentos de uso pelos serviços operacionais do DAE. Expõe também fotos de diversas obras de poços, adutoras e reservatórios, construídos ao longo dos anos pelo Departamento.

Está previsto como novo projeto, a implantação de um sistema de tratamento de esgotos por alagado, construído para tratar os lançamentos das casas dos servidores que moram na captação do Rio Batalha e do Centro Ambiental, onde os visitantes e as crianças poderão ver de perto como funciona o processo de tratamento de esgotos.

Será feito o projeto de reúso de água do efluente tratado e da água de chuva captada no Centro Ambiental, para utilização na irrigação das mudas do plantio de mata ciliar e do Bosque do Servidor. Este elemento poderá ser ricamente utilizado para ilustrar a necessidade, possibilidades e vantagens de reúso, do ponto de vista do uso sustentável deste recurso natural.

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Referências
Proposta de um Programa de Educação Ambiental para o Centro de Educação Ambiental do Rio Batalha – DAE/Bauru(SP), Heliene R. R. Zanelli e Jandira Liria B Talamoni. Faculdade de Ciências-Depto Ciências Biológicas- UNESP- Campus Bauru(SP), 2006.

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