O prédio do Centrinho é uma das maravilhas de Bauru

Hoje servindo-nos da bela arte mais abaixo, assinada pela artista plástica Sueli Dabus, para ilustrar uma das maravilha de Bauru (não necessariamente na ordem de importância ou beleza), chegamos ao Hospital do Centrinho.

11891133_448313292005452_5983041954548910252_nO Hospital foi construído para destinar às atividades voltadas à reabilitação de anomalias craniofaciais da Universidade de São Paulo, conhecido por “Centrinho”, credenciado pelo Ministério da Saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para oferecer tratamentos especializados em anomalias craniofaciais e deficiências auditivas, dedicando 100% de sua capacidade instalada a usuários do SUS.

Ainda sem uso, até que se defina melhor seu destino, o prédio está lá, embelezando uma parte nobre da cidade, ao lado do Anfiteatro Vitória Régia, numa obra assinada pelo arquiteto Jurandyr Bueno Filho. Fala-se muito em sua utilização como hospital (fechado), voltado à nossa futura e tão sonhada faculdade de medicina com ligação à USP.

O hospital é dividido em setores interdisciplinares e unidades de serviço que oferecem tratamento integral a seus pacientes. Tais instalações ocupam, ao todo, uma área construída de 19,7 mil metros quadrados em instalações que compreendem uma área verde de 36,3 mil metros quadrados.

Reconhecido como Hospital Universitário de Ensino pelos Ministérios da Saúde e da Educação, o Centrinho-USP tem nos programas de ensino de pós-graduação e nas pesquisas desenvolvidas por sua equipe balizadores que contribuem significativamente para a inserção do Hospital, e, por conseguinte, da Universidade, no cenário científico nacional e internacional.

O Hospital Centrinho, ou Hospital do Centrinho, como queiram, surgiu do idealismo de alguns professores da Faculdade de Odontologia de Bauru, que por fim quase atuou durante todos os últimos anos ou anos de existência, como seu mantenedor, até que o governo do estado, vendo da importância do “Centrinho”, decidiu dar-lhe independência financeira e administrativa.

Quase 50 anos depois de sua criação, Centrinho/USP guarda em seu acervo fotográfico momentos de  emoção e conquistas, sempre com foco nos pacientes…

* Por Marcos Paulo da Silva

A história começou a ser escrita há mais de 40 anos. Desde então, muitos desafios foram superados e conquistas alcançadas. Hoje, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP (Universidade de São Paulo), carinhosamente conhecido como Centrinho, está consolidado dentro e fora do país  como centro de referência no tratamento das anomalias craniofaciais congênitas e da deficiência auditiva. A procura pelo tratamento especializado, com a totalidade de seus 91 leitos dedicados ao SUS (Sistema Único de Saúde), vem de todo o território nacional, levando pessoas das mais diversas culturas, religiões e credos passarem pelas mãos dos profissionais da instituição.

Mas o Centrinho/USP nem sempre foi assim tão conhecido e “grande”. O hospital – como uma família – nasceu pequeno e humildemente foi crescendo, derrubando preconceitos e conquistando vitórias. Desde 1967, quando um corajoso grupo de sete professores partiu do resultado de uma pesquisa para começar a edificar o sonho do Centrinho/USP, dezenas de milhares de novos sorrisos passaram a ser vistos com rotina na instituição.

Em 2006, quase quatro décadas depois, o hospital atingiu a surpreendente marca dos 66 mil pacientes matriculados. Mais surpreendente ainda é a distribuição geográfica das pessoas atendidas no Centrinho/USP: há cerca de 4,9 mil cidades brasileiras cadastradas no hospital (o que corresponde a 88% dos municípios do país), além de outras 51 cidades do exterior.

Como hospital universitário de ensino, o Centrinho/USP também cumpre seu papel de mediador e difusor de conhecimento científico, graças ao oferecimento de cursos de pós-graduação. Atuante na área de ensino desde o início da década de 1990, a instituição iniciou seu programa de Pós-Graduação em 1995 com cursos de especialização,  mantidos até hoje. A partir de 1998 começam a ser oferecidos os cursos de mestrado e doutorado, que também atraem interessados de todo o país. Há, ainda, cursos de aperfeiçoamento e residência médica.

Para contar um pouco desta história de 39 anos, o Em Foco resgatou algumas fotografias históricas que estavam guardadas nos arquivos do Centrinho/USP. São imagens simples, singelas, que retratam momentos vividos no hospital ao longo destas décadas. São funcionários, dedicados, exercendo suas tarefas ainda na época da fotografia branco e preto. São crianças, pacientes que vieram de longe para aqui fazer brilhar seus sorrisos. São diferentes etapas da trabalhosa edificação da instituição.

 Entre as cenas, há a antiga piscina – hoje guardada na memória dos funcionários mais antigos e apresentada aos mais novos graças aos registros das lentes fotográficas. Há a imensidão de terra batida da época em que as inúmeras ruas que permeiam o Centrinho/USP ainda não conheciam o asfalto. Há crianças e mais crianças que graças ao tratamento recebido no hospital se tornaram anos depois profissionais bem sucedidos.

Hoje, enquanto aguardamos a conclusão do mais novo prédio do Centrinho/USP, que dobrará a capacidade de atendimento da instituição, apagamos as velas de 48 anos olhando com alegria nossa história… Uma história de homens e mulheres que lutaram em nome da saúde pública e construíram esta importante instituição internacionalmente conhecida pela eficiência de seus resultados.

Faculdade de Odontologia de Bauru

Criada em 1948, a FOB foi implantada efetivamente em 1962, e conta atualmente com cursos nas áreas de Odontologia e de Fonoaudiologia.

Os cursos de Odontologia e Fonoaudiologia proporcionam aos alunos uma fundamentação teórico-prática e científica integrada, com objetivo de formar profissionais altamente qualificados e oferece a oportunidade de se engajarem em programas de iniciação científica à pesquisa, através do PET – Programa de Educação Tutorial – CAPES/MEC, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, PIBIC – Programa Institucional de Bolsas de iniciação Científica-CNPq/USP e Bolsas de Iniciação Científica – FAPESP.

Constituída por 6 departamentos de ensino, a FOB conta com 118 docentes, a maioria em tempo integral, e 233 servidores administrativos, operacionais e técnicos que, juntamente com seus alunos de graduação e pós-graduação, são responsável pela alta qualificação no ensino, pesquisa e serviços prestados à comunidade, como demonstrado pelos índices de avaliação realizada pelos órgãos competentes.

Entre suas metas, a prioridade é a formação em nível de graduação de cirurgiões-dentistas e fonoaudiólogos, contando para isso com a motivação do nosso corpo docente. Em seguida, o aprimoramento das atividades de pós-graduação, ajustando-se o tempo de titulação e publicações oriundas dos trabalhos de dissertações e teses.

Para atingir essas metas, almeja-se sempre a obtenção e adequação de espaços físicos, como laboratórios e clínicas, que permitam a aplicação segura e eficiente dos três princípios básicos da Universidade, ou seja:

I) promover e desenvolver todas as formas de conhecimento, por meio do ensino e da pesquisa;

II) ministrar o ensino superior visando à formação de pessoas capacitadas ao exercício da investigação e do magistério em todas as áreas de conhecimento, bem como à qualificação para as atividades profissionais e

III) estender à sociedade serviços indissociáveis das atividades de ensino e pesquisa.

* Mais pelo Vivendo Bauru.