O Índice de Desenvolvimento Humano de Bauru

IDH Municipal: Pesquisa mostra o IDH-M levantado por município do país pelo Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado pelo PNUD, considerando indicadores de longevidade (saúde), renda e educação

A pesquisa foi elaborada a partir do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA e Fundação João Pinheiro – FJP, com dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010.

O IDH Municipal varia de 0 a 1 considerando indicadores de longevidade (saúde), renda e educação. Quanto mais próximo de 0, pior é o desenvolvimento humano do município. Quanto mais próximo de 1, mais alto é o desenvolvimento do município.

Veja como avaliar:

– De 0,000 até, 0,499 o município nessa condição tem IDH considerado muito baixo

– De 0,500 até, 0,599 o município nessa condição tem IDH considerado baixo

– De 0,600 até, 0,699 o município nessa condição tem IDH considerado médio

– De 0,700 até, 0,799 o município nessa condição tem IDH considerado alto

– De 0,800 até, 1,000 o município nessa condição tem IDH considerado muito alto

O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de Bauru está na classificação de 0,801, ou seja, na categoria de muito alto, , porém pouco acima do mínimo necessário para se posicionar na faixa.

O índice apresentado sem rodeios, sem edição e sem meias palavras é muito bom, na medida em que Bauru tem um orçamento anual comprometido, mas mesmo assim ocupa ótima posição em nível nacional, ou seja, na 37ª posição e, em nível estadual, na 20ª colocação. Bom bom não está, pois temos que avançar a ponto de ocupar melhor posição, decorrente da melhor qualidade de vida dos bauruenses.

Longevidade

No que diz respeito à longevidade, ou seja, média de idade dos cidadãos, encontramos um índice muito bom, levando em conta a saúde pública, que é como todos têm conhecimento. Aqui é levado em conta o aspecto saúde, com o que o governo proporciona aos cidadãos, levando-os a mais anos de vida.

Em nível nacional, em longevidade, Bauru ocupa a 581º colocação e em nível estadual a 143ª posição. Era para estar em melhor condição, não fossem os incontáveis problemas relacionados à saúde pública, com um triste passado, conforme é do conhecimento de todos e com tudo levado à mídia, culminando com aquela operação batizada de Odontoma, que levou vários dos então diretores do Hospital Estadual à prisão (respondem processo em liberdade em razão de recursos).

Renda

A renda média dos cidadãos também merece um olhar mais atento, na medida em que o município esboça um índice na ordem de 0,800, batendo na trave até chegar à condição de um município, no quesito, na faixa de muito bom (muito a melhorar). Aqui vale a pena nossos governantes promover um estudo rigoroso, buscando saber onde está o gargalo e que os empresários saibam do fato, pois, após essa publicação, o assunto passa a ser de domínio público. Vai uma indagação: teria a ver com o número excessivo de empregos em escritórios de cobrança e por conta de baixos salários pagos aos que atuam nas empresas do setor?

Nesse particular, Bauru ocupa a 52ª posição no País e a 18ª posição no Estado. Culpa da atual administração, das anteriores? Um pouco, mas temos o resultado de uma política pública que vem de anos e que precisa ser conferida, melhorando onde puder, visando o melhor a quem contribui na arrecadação de impostos e merecendo, na contrapartida, melhores resultados da administração. Política junto ao setor empresarial e promover ações no sentido de serem abertas novas frentes de trabalho. Não se pode supor se pelo setor primário, secundário ou terceário, mas que levemos em conta nossa vocação voltada à ciência e a posição geográfica, com condição de polo de atração regional de consumidores no setor comercial.

Educação

Está no aspecto educação o índice mais preocupante, pois conforme estudos que não podem ser desconsiderados, nossa Bauru apresenta o índice 0,752, na faixa de apenas com índice bom, quando poderia se situar na faixa de muito bom e aí vale a pena um olhar mais atento à pasta, até que se chegue à avaliação quanto as razões que levam nossa educação à condição considerada como preocupante. Mas, é bom lembrar que educação no Brasil é tema de somenos importância para os políticos de plantão, a começar pelos que se acomodam em Brasília. O IDH nacional em educação é de 0,786.

Nessa faixa se situam os municípios sem renda para que recursos sejam aplicados no setor mais importante com um olhar futurista. Importante levar em conta que, conforme manda a Lei de Responsabilidade Fiscal, 25% do orçamento municipal devem ser aplicados na educação.

Mesmo assim, nossa Bauru ocupa a 42ª posição no País e a 32ª no Estado no aspecto educação. Boa posição, mas não devemos nos contentar e precisamos avançar ainda mais, indo conferir em municípios melhor pontuados o que lá é feito para que o item educação se insira como na faixa de “muito bom”.

Se não se conforma com as informações aqui contidas e ou quer saber mais, até para comparar com outros municípios, pode chegar ao ranking de cidades pelo IDH-Municipal de Longevidade no Brasil, clicando em goo.gl/4nNQWg

Veja ranking de estados pelo Índice de Desenvolvimento Humano – IDH no Brasil, clicando em goo.gl/pXxWYg

Veja ranking de cidades pelo IDH-Municipal de Renda no Brasil, clicando em goo.gl/82fvhE

Entendemos, sem a menor pretensão de promover discórdias, que estamos a oferecer elementos para que se estude melhor Bauru e que sejam focadas áreas fundamentais, visando aumento considerável no aspecto IDH, que por sua vez vem a ser um retrato fiel da qualidade de vida dos cidadãos, com reflexo na longevidade e passando por áreas importantes como emprego, renda, educação e saúde.

O mapa que ilustra esse comentário é o retrato do IDH mundial e o Brasil se situa na faixa de país verde, ou seja com IDH bom, podendo chegar a muito bom (veja classificação no próprio mapa). Em outro momento faremos avaliação com esse critério com base em números de Bauru, a partir do orçamento em comparação com área territorial, história e população.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista.