O céu de Bauru é mais bonito!

Bauruenses já nem sabem mais como definir sua cidade, levando a conversa para o aspecto marketing, querendo “vendê-la” ao mundo da melhor forma possível.

Falar que aqui surgiu Pelé, o atleta do século XX, e que só agora pode estar sendo ameaçado no futebol por outro santista, o Neymar, é chover no molhado, porque até a Rainha da Inglaterra diz: “Pelé from Bauru”.

Dizer que a nossa Bauru já foi em bons tempos o maior centro rodo-ferroviário-hidroviário e energético do Brasil, é repetir o que foi dito também no século passado, até finais dos anos 80, porque “todos os caminhos convergiam a Bauru”, no estado de maior dinamismo do País.

Mas tem o sanduíche bauru, preferência de pelo menos cinco de cada dez consumidores de boa alimentação com ingredientes à base de picles, queijo derretido, rosbife e pão francês. Um único sanduíche com história contada no mundo, com direito a um site, pelo qual se informa a respeito e por onde se pede o credenciamento com direito a obter certificado pelo COMTUR, de ser um point que vende o tradicional, sugerido a partir do Ponto Chic em São Paulo, pelo então estudante de direito, Casimiro Pinto Neto. Aliás, visite o site do sanduíche bauru.

Poderíamos falar dos ícones do século XX da aviação no Brasil, Ozires Silva e Marcos Pontes. Ozires Silva, é bom que se saiba, o primeiro a ser sondado dos brasileiros a receber o prêmio Noblel do Brasil e só não foi indicado porque, conforme ouviu-se dos drs. da fundação que elegem os contemplados, que “no Brasil é comum brasileiros destruírem seus mitos”.

Muito a falar, para chegar, enfim, ao céu de Bauru, que não por acaso, é pano de fundo para o maior espetáculo da terra com aeronaves sem motores.

Não por acaso, Bauru foi escolhida para ser a capital nacional do planador. Tem toda uma história para ser contada a respeito, e o bom mesmo, para a melhor e completa informação, é se dirigir ao site do Aeroclube de Bauru.

A história do planador começa a partir das acrobacias em círculo, dadas pelos urubus, esse bicho que mais é lembrado por sua missão indigesta para nós de limpar o que não nos interessa como alimento, assim como a outros animais. Mas os planadores usam o mesmo princípio dos urubus, voando em razão das térmicas, daí pouco movimentar suas asas e deixar o contraste térmico promover aquele trajeto tranquilo e sereno, que para se ter noção do prazer, só mesmo viajando a bordo de um dos muitos modelos. Aliás, em Bauru, um dos melhores passeios turísticos, é voar de planador, a um custo pouco maior de R$ 100,00, cujo valor vai para um caixa que se direciona ao treinamento de novos pilotos e demais profissões ligadas à aviação.

Mas planadores no ar e no céu de Bauru promovem um espetáculo sem igual, mais mesmo aos finais de semana e quando o céu é de brigadeiro, conforme dizem os apaixonados pelo esporte e quase profissão, ou início de profissão visando pilotagem de aeronaves de todos os portes.

Voei de planador e me sentindo nos céus lá em cima, num dia muito especial, quando olhei para minha Bauru e vi a Cidade Sem Limites lá, tranquila e serena, como que o trânsito fluísse normalmente, sem congestionamentos, que hoje é o tema mais nítido das manchetes de jornais.

Uma sensação múltipla, pois podia olhar para minha Bauru, para o céu mais próximo, para outros planadores que “viajavam” pelas térmicas próximas e cheguei ao máximo de emoção.

Por acaso, e numa dessas coincidências da vida, era tempo de campeonato, e lá de baixo, com sua potente máquina fotográfica, a competente Luciana Gonçalves colhia os melhores momentos, de um desses eventos que quase anualmente acontecem em Bauru.

Lindas as fotos, a ponto de, movido pela emoção em razão do passeio recente e ainda com aquele barulho tranquilo do vento soprando em meu ouvido, provoquei minha veia inspiratória e deu no que deu, postado logo abaixo, gentilmente acomodado no Youtube por conta de um profissional de fotografia, design, e por acaso também piloto de planador, Alexandre Cruz Nicolas.

Aquela tranquilidade mesclada com a forte emoção, remeteu-me a uma melodia inesquecível, levada ao mundo por conta do filme Midnight Cowboy, em 1.969, tendo no elenco, o pai de Angelina Jolie, Jon Voight, com o incrível Dustin Hoffman. O filme ficou marcado e a música de Nilson alcançou muito sucesso, sendo para mim uma das mais belas e com um embalo que me remeteu ao movimento de um planador, pois a melodia se sobrasai numa evidência incrível e imaginei-a de pano de fundo às fotos, promovendo aquele embalo gostoso, que igual mesmo, só a bordo de um planador.

E me vi a bordo de um planador, com um assobiar de vento ao ouvido, com a bela melodia e deu no que deu, indo a seguir:

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.
* Mais pelo Vivendo Bauru.

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