Músico Moçambicano vem ao Brasil pela primeira vez

Jimmy Dludlu um dos grandes expoentes do jazz de Moçambique
Realiza apresentação dia 20 de agosto no Festival Sesc Jazz & Blues

O guitarrista moçambicano Jimmy Dludlu vem ao Brasil pela primeira vez para um total de quatro apresentações. Um dos shows será no dia 20 de agosto, às 20h, no Festival Sesc Jazz & Blues, do Sesc Bauru, localizado à avenida Aureliano Cardia, 6-71 – Vila Cardia.

O público presente poderá conhecer a turnê “In the Groove”, que é baseada no recém lançado álbum homônimo do artista. No set list um apanhado de canções da carreira, como “Man who Lost his shadow”, do álbum Portrait, “Walk of life”, do Afocentric, bem como algumas do trabalho mais recente como “Greatness of Jesus” e “Saul”.

As datas das outras três apresentações, são: Sesc Sorocaba (17/08), Sesc Taubaté (18/08) e Sesc Pompéia – Festival Jazz na Fábrica (19/08).
“Estou muito ansioso para tocar e encantar o povo brasileiro. Sempre tive influência do Samba, da Bossa Nova nas minhas músicas e poder tocar para um público que em algum momento serviu-me de inspiração é muito excitante para mim”, explica Dludlu.

Mais Sobre Jimmy Dludlu:

Jimmy Dludlu nasceu em Moçambique. Quando tinha 13 anos de idade, ele pegou pela primeira vez a guitarra de um primo e começou a aprender sozinho a tocar imitando o jazz e a música moçambicana que ele ouvia no rádio. Suas primeiras apresentações foram em casamentos na cidade e festas particulares com seu primo.
Sua carreira decolou para valer em meados da década de 1980, quando ele trabalhou com várias bandas da África do Sul, incluindo Impandze da Suazilândia, com o cantor jamaicano Trevor Hall, Kalahari & Satari da Botswana, bem como Anansi, com o saxofonista ganês George Lee.

Um destaque deste período foi o seu desempenho com Anansi nas celebrações da Independência da Botswana, em 1986, ao lado de uma série de estrelas africanas, incluindo Thomas Mapfumo. Em Outubro de 1995, Jimmy e sua própria banda C-Base Collective dividiu o palco com o cantor e guitarrista senegalês Ismaël Lo, na African Reconnection Tour em Cape Town. Com C-Base Collective, Jimmy realizou 2 shows altamente aclamados ao lado de Courtney Pine no Arts Alive Festival 1996, em Joanesburgo, e ao final daquele ano assinou como artista de gravação da PolyGram.

Seu álbum de estréia na PolyGram, Echoes from the Past, foi lançado em Setembro de 1997 para uma platéia de grandes executivos da mídia. O álbum também foi bem recebido pela indústria, levando Jimmy a receber 2 prêmios FNB SAMA Awards como “Melhor Revelação” e “Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo”, em 1998. Pelo público em geral, os números de vendas em janeiro de 1999 indicou vendas superiores a 25 000 cópias. O álbum já foi lançado em nove países pelo selo Verve, incluindo Estados Unidos, Itália, Suíça, Suécia e Hungria.

Em Março de 2000, Jimmy foi ainda reconhecido pela indústria da música Sul Africana, vencendo a categoria de “Melhor Artista Masculino” com o álbum Essence of Rhythm, e o prémio “Melhor disco de Jazz Contemporâneo” no SAMA Music Awards.
O estilo de Jimmy Dludlu inclui influências amplas, combinando elementos tradicionais e modernos do jazz extraídas, entre outros, de Wes Montgomery, George Benson e Pat Metheny, com lendas da música Sul Africana como Miriam Makeba, Letta Mbulu, Hugh Masekela, Themba Mokwena e Allen Kwela. Ele é particularmente atraído pelos sons da África ocidental e central, assim como a América Latina, mas o jazz continua a ser sua primeira, influência. Suas numerosas composições originais caem dentro da tradição daquilo que foi vagamente denominado Afro-Jazz. Jimmy aperfeiçoou sua arte na Universidade da Cidade do Cabo, onde estudou jazz.Ao total lançou 8 álbuns: Echoes from the Past (1997), Essence of Rhythm (1999), Afrocentric (2002), Corners of my Soul (2006), Portrait (2007), Tonota (2011), Jimmy Dludlu Live (2015), In the Groove (2016)

Em sua discografia, conta com a participação de vários músicos internacionais como Bebe Winans, vencedor de 6 Grammy Awards; Angelique Kidjo, que este ano (2016)ganhou pela segunda vez o Grammy na categoria Álbum de World Music; Salif Keita,Hugh Masekela; Judith Sephuma, entre outros.
Já foi figura de cartaz em várias edições do Cape Town International Jazz Festival, um dos quatro melhores do mundo, esteve também no Lugano Jazz Festival, na Suíça, estave em Calabar Jazz Festival na Nigéria, a Safaricom Jazz Festival, no Quênia, e vários concertos ao redor de mundo.

Em 2016 lançou seu oitavo álbum pela Universal Music, “In the Groove” e foi premiado nas duas maiores premiações da indústria musical africana, nas categorias:

Serviço:
Jimmy Dludlu turnê In the Groove no Festival Sesc Jazz & Blues
Local: Sesc Bauru – avenida Aureliano Cardia, 6-71 – Vila Cardia.
Data: 20 de agosto de 2017 – Horário: 20h
Informação: (14) 3235-1750
Valores: R$40,00 inteira, R$20,00 meia e R$12,00 sócio Sesc

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