Tudo sobre a Faculdade de Engenharia da UNESP

Faculdade de Engenharia de Bauru completa 50 anos e, conforme publicamos em outro espaço, ontem, dia 11 de abril, foi realizada uma solenidade comemorativa, com evento será realizado no Anfiteatro Guilhermão, nas dependências do campus.

A cidade de Bauru, que atualmente é conhecida na região como “cidade universitária”, recebeu suas primeiras instituições de ensino superior por volta dos anos 50, com a Faculdade de Odontologia – FOB/USP, a Faculdade de Direito – ITE e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do Sagrado Coração de Jesus – FAFIL.

A partir do desenvolvimento industrial da cidade, suscitado em grande parte pelo entroncamento ferroviário, a cidade passou a vislumbrar uma Faculdade de Engenharia. Nessa luta inicial destacam-se as ações do deputado bauruense Nicola Avalone Junior, que em 1959, apresentou o Projeto de Lei nº 221/1959, cuja ementa tratava da criação da Faculdade de Engenharia em Bauru.

Contudo, foi na década de 60 que o assunto ganhou força. A partir de uma mobilização popular pró-engenharia, apoiada pelo então prefeito municipal Nuno de Assis. Entre os envolvidos nos trabalhos pró-faculdade, podemos citar: Hecmet Farha, Dr. José Renato do Valle Gadelha, Elder Gadotti, Dr. Luiz Edmundo Coube, Dr. José da Silva Martha Filho, Dr. Abilio Pinheiro Chagas, Dr. Tadashi Tamachi e jornalista Nadyr do Nascimento Serra, além do deputado estadual Nicola Avalone Júnior, que atuou mais diretamente junto à Assembleia Legislativa.

A prefeitura municipal apoiou todo o processo de reivindicação popular e deu um grande passo na conquista da Faculdade de Engenharia, a partir da criação de uma fundação municipal: a Fundação Educacional de Bauru, que foi responsável pela implantação da faculdade.

Em 26 de dezembro de 1966 o prefeito Nuno de Assis sancionou e promulgou as leis nº 1276/1966 e 1277/1966, de criação da Fundação Educacional de Bauru e de criação da Faculdade de Engenharia de Bauru, respectivamente.

E em abril de 1967, foi publicado o decreto de autorização de funcionamento da Faculdade de Engenharia e do Colégio Técnico Industrial, ambos sob administração da Fundação Educacional de Bauru.

A aula inaugural da Engenharia foi realizada em 1º de maio de 1967, iniciando suas atividades com o curso de Engenharia Mecânica. No mesmo ano a faculdade obteve autorização de funcionamento de mais dois cursos: Engenharia Civil e Eletrotécnica (Engenharia Elétrica). Seu primeiro diretor foi o professor Elder Gadotti.

O local de instalação da faculdade foi um prédio localizado na Rua Castro Alves, na Vila Falcão, construído anos com o objetivo de abrigar um colégio industrial. A fundação municipal ampliou a quantidade de suas unidades e cursos, e por diversos anos, esse prédio que inicialmente abrigou a Faculdade de Engenharia e o Colégio Técnico Industrial, mais tarde contou com a instalação da Faculdade de Ciências, da Faculdade de Tecnologia e da Escola de Belas Artes.

A década de 70 marcou dois momentos importantes na história da fundação, que foram o início da construção do câmpus universitário e os primeiros estudos com objetivo de transformar suas unidades em universidade.

As primeiras construções foram um prédio que acolheu o IPMET (onde atualmente funciona o LEPEC da FC) e o prédio da oficina mecânica, do Curso de Engenharia Mecânica. Por um determinado período as atividades acadêmicas foram ministradas concomitantemente nos dois locais – antigo prédio na Vila Falcão e nas dependências do novo campus – até a definitiva transferência das Unidades para o novo local.

Quanto ao processo de transformação das unidades em universidade, esse se consolidou em 1985, conferindo um importante momento na história da fundação municipal, que foi a instalação da Universidade de Bauru.

A Universidade de Bauru teve como reitor o professor Pedro Walter de Pretto, que anteriormente havia dirigido a Faculdade de Engenharia.

Uma das grandes aspirações desde a concepção das unidades da fundação, era o oferecimento do ensino público e gratuito. Porém, isso só poderia ser conquistado com a federalização ou estadualização das unidades. E essa conquista veio em 1988, com o processo de incorporação das unidades da Universidade de Bauru pela Unesp, durante a gestão de Orestes Quércia no governo do estado e de Jorge Nagle na reitoria da Unesp . Nesse processo foi notável o empenho de Antônio Tidei de Lima, egresso da FEB, para consolidação da estadualização da universidade.

Com a incorporação da Unesp a Escola Superior de Tecnologia foi suprimida e seus cursos foram vinculados à Faculdade de Engenharia, que passou a denominar-se Faculdade de Engenharia e Tecnologia – FET. Anos mais tarde, com o encerramento no oferecimento dos cursos de tecnologia, o termo “Tecnologia” foi excluído do nome da faculdade, mantendo até os dias atuais, o nome de Faculdade de Engenharia de Bauru – FEB.

Após a encampação pela Unesp as melhorias estruturais, aliadas à ampliação na titulação docente, contribuíram para uma evolução nas atividades de ensino, pesquisa e extensão da FEB.

No ano 2000, o CTI passou a ser vinculado à faculdade de Engenharia. A vinculação do CTI de Bauru à FEB, fez parte de um projeto de descentralização da Reitoria, que começou a desvincular as unidades complementares da Administração Central, unindo-as às unidades universitárias do câmpus onde essas se localizavam.

Em 2003, a FEB passou a oferecer um novo curso de graduação, o curso de Engenharia de Produção.

Na área de pós-graduação, a Faculdade de Engenharia havia iniciado o oferecimento de cursos enquanto ainda era administrada pela fundação, com cursos de especialização do tipo lato sensu. Seu primeiro curso foi o “Curso de Especialização em Engenharia e Segurança do Trabalho – CEEST”, oferecido em 1975. E alguns anos após a estadualização, em 1996, a implantou seu primeiro programa de pós-graduação stricto sensu, com o curso de mestrado em Engenharia Mecânica. Posteriormente, foram criados novos programas de pós-graduação, que passaram a abranger as quatro áreas dos cursos de graduação da FEB.

Alguns anos mais tarde, seus programas passaram a oferecer o curso de doutorado. O primeiro curso de doutorado criado foi em Engenharia Mecânica, em 2013. Cerca de dois anos depois, em 2015, foram aprovados os cursos de doutorado em Engenharia Civil e Ambiental, Engenharia de Produção e Engenharia Elétrica.

Ao longo dos anos a FEB consolidou-se em uma importante instituição de ensino na área da engenharia no país. Com uma produção acadêmica relevante, através do desenvolvimento de projetos de pesquisa e de iniciação científica, conta ainda com convênios e parcerias com outras instituições e unidades universitárias, tanto nacionais como internacionais.

Atualmente desenvolve diversos projetos de extensão que contam com o envolvimento e a participação ativa de docentes, discentes e funcionários. As ações de extensão da FEB fazem parte de um processo educativo, cultural e científico, que articuladas ao ensino e à pesquisa, buscam viabilizar e fortalecer as relações entre a universidade e a sociedade.

Nos últimos anos houve uma ampliação nos programas de intercâmbio de alunos, que promove a mobilidade acadêmica de alunos do exterior para a realização de estágios na UNESP e permite ainda que os alunos da FEB realizem estágios em Universidades estrangeiras.

Todos os anos ingressam através do vestibular, 220 novos alunos, distribuídos nos cursos de Engenharia Civil, Elétrica e Mecânica e de Produção. Atualmente a FE tem cerca de 1315 alunos matriculados em nesses quatro cursos.

Na Pós-graduação, a FEB conta com 4 Programas de Pós-graduação Stricto Sensu, Cursos de Mestrado e Doutorado e 11 Cursos de Especialização Lato Sensu. Atualmente possui em torno de 400 alunos matriculados nesses cursos.

Nesse ano de 2017, em que a FEB completa 50 anos de atividades, com o apoio da Direção da faculdade, uma comissão está preparando uma série de atividades para marcar a data. O principal objetivo dessas atividades é homenagear a todas as pessoas, que de alguma forma fizeram parte da história da Faculdade de Engenharia de Bauru.

Fonte: 50 ANOS DA FEB: site “Memorial da FEB” (http://www.memorial.feb.unesp.br/): lançado em 2016, o site contém vídeos e fotos da história da FEB e ainda possibilita a interação da comunidade. Por meio do link: http://www.memorial.feb.unesp.br/mande-nos-sua-historia/ é possível o envio de sua experiência na história na FEB.

Ao longo desse ano, outras atividades e eventos serão realizados para marcar o Jubileu de Ouro da FEB.