História de Bauru agora no Facebook

A foto em destaque é da década de 1.930, tomando por base os veículos contidos na mesma.

Por mais que se conteste o que de ruim a internet proporciona, seu lado informativo e em especial como arquivo de conteúdo relevante, são de suma importância.
Pelo menos é o que se deduz das postagens em diversos grupos, como um só de enfermeiros de Bauru e região, que trocam informações técnicas e em benefício de nossa medicina.

Outros com o propósito de somar informações estão concorridos e o que está publicado na internet é pra sempre, tendo em vista a relevância e participação de povos de todo o mundo.

Com relação às páginas do Facebook, ainda há a vantagem de publicação em vários idiomas e, no caso de Bauru, assuntos importantes da cidade, desde seus primórdios, passam a ser de conhecimento de povos de todos os cantos, interessados em nossa história.

Mas há um grupo, História de Bauru, que está rendendo e somando mais adeptos a cada dia, com nítido sentimento de que todos querem saber algo de tempos atrás e curtindo tudo que é publicado.

O grupo avança em conteúdo e vai desde meados do século XVIII até dias de hoje, com maior destaque ao que ocorrera nos idos de 1.930, 40, 50 e até 1.960.

Dia desses foi pura satisfação por grande parte dos membros do grupo, quando se depararam com um trabalho histórico, assinado por Luciano Dias Pires, e publicado em 1.993. O rico trabalho estava empoeirado numa prateleira da Secretaria da Cultura e, depois de digitado e digitalizado, foi para o Face e lá está, ficando pra sempre. Talvez seja o trabalho mais completo que conta a história de nossa cidade desde muito antes de sua fundação. É um material rico em conteúdo e com detalhes até então de conhecimento de poucos, que tiveram acesso ao que fora publicado em forma de encarte, com tiragem pequena e, por isso mesmo, de posse de poucos privilegiados.

Agora não, fazendo parte do grupo (só clicar nas palavras em link acima e se oferecer a participar), tudo relativo á nossa história está à disposição, com abertura para comentários que sempre surgem e agregam. Quantas informações não foram somadas àquelas postadas originalmente.

Não há formalidade no grupo e todos podem postar, porém tendo as publicações que passar pelo crivo do administrador, que é rigoroso, no afã de não deixar que a proposta se desvirtue.

Tem história de clubes, de nosso comércio, muito sobre as ferrovias e aquele prazer quando postagens de festas dos idos passados são publicadas. Quantas informações novas estão sendo somadas ao que relataram nossos memorialistas! Quanta coisa nova que faz com que saibamos mais de nosso presente, para melhor nos situarmos no presente e pensarmos na Bauru do futuro. O nosso carnaval de rua? Tem informação lá de conhecimento de poucos, e começando nos idos de 1.956, se bem que há uma foto do carnaval na década de 1.930, tomando por base os carros que faziam parte do corso.

Quantos trabalhos acadêmicos, restrito às bibliotecas de nossas universidades, agora fazem parte do rol de conteúdo do grupo. Um rico material sobre a Praça Rui Barbosa estava perdido na internet em formato pdf e agora está lá, com ilustração e tudo mais e rende, dando prazer a quem curtiu aquela praça de tempos idos, com jacarés e tudo mais, naqueles espaços com água e fontes.

Nesse quesito, há que se questionar o porquê de nossas faculdades não publicarem na internet os trabalhos de nossos mestres, doutores, etc, que estão restritos ao âmbito universitário. Cumprindo com o dever que é de somar com a comunidade, há que haver um setor de divulgação dos trabalhos de defesa de tese em todos os níveis. Alguém discorda quando se afirma que o que é produzido nas universidades fica restrito aos mestres e alunos? Por que não democratizar mais e cumprir com uma das obrigações dos pilares universitários?

História como a Bauru excomungada está contada com riqueza de detalhe no grupo, e pondo a terra uma série de informações não verdadeiras a respeito. Quanto sobre as ferrovias e, como no grupo há muitos de famílias de ferroviários, o que se tem lá é a mais pura realidade, muito longe dos folclores surgidos a partir de seu final.

História dos clubes, dos imigrantes, das ruas de Bauru, de nosso traçado, do comércio, indústria e muito mais, estão contidos nas publicações.

Uma proposta que surgiu sem grandes pretensões, e que aos poucos mostra sua importância, precisando, por isso mesmo, de maior dedicação, atenção e participação dos que sabem da importância da preservação de nossa história.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

* Mais pelo Vivendo Bauru.