História de Bauru é toda recontada

O grupo História de Bauru cumpre o papel e quer mais é prestar homenagem aos memorialistas e historiadores que trazem até nós a nossa querida cidade desde antes de 1.889.

Há comentários com fotos no grupo de 1.834 e, além das informações que se imagina ser de conhecimento de grande parte da população, quer por uma série de matérias assinadas por Luciano Dias Pires, em 1.992, quer pelas entrevistas concedidas por Gabriel Ruiz Pelegrina, ou pelos artigos escritos por Irineu de Azevedo Bastos e seus livros que são requisitados, além do que nos deixa João Tidei de Lima e todos os demais que fatalmente fazem com que incidamos em omissão, porém não proposital. Importante papel desempenha a professora pela Unesp, Lucia Helena Sant´Agostinho Ferraz.

Mas algo novo e adequado à internet soma-se a todo trabalho desenvolvido pelas importantes figuras, lembrando que em uma aldeia indígena, os mais velhos são mais valorizados, porque trazem em suas memórias a história da tribo.

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Com o advento da internet, começaram surgir fotos até então jamais publicadas e sem conhecimento do público, como esta, um primor, da nossa Bauru dos anos de 1.920/1.930, que só mesmo os mais atentos ou informados a respeito de nosso história podem comentar.

Não sei se o termo é correto, em termos didáticos, mas a história oral entra com tudo e esclarece mesmo o que se passou há anos, como o que vemos nas fotos e avalia-se tratar-se dos anos mencionados, pelos carros expostos (Ford de Bigode – possivelmente de 1.924) e pelas roupas que trajavam os senhores e senhoras da época. Não deixa de ser uma prova de história oral, pois os comentários (oralmente ou em forma de postagens no grupo História de Bauru – clique para participar),  sempre são acompanhados de complementos por outros participantes do grupo, até que se chegue a um consenso e, quando aí, fica como definido, por exemplo, como no caso da foto: é dos anos 20 ou 30 do século passado e resta saber em que local e se possível em que momento, mas isso os membros do grupo acabarão por descobrir.

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Olhem esta foto (acima), da Esplanada da NOB, de Bauru, do começo da década de 20. A princípio a dúvida; porém com os comentários, toma-se conhecimento de que se trata da rua que desce do alto e é a atual Rua Monsenhor Claro, com o “terrenão” implantado que fora comprado pela família de Gino Bacci, que construiu no local o Hotel Avenida, que ainda está lá. O comentário é de Helder Ferreira, que complementa que subindo tinha a charutaria e a tabacaria. Douglas Ruzon comenta: “O sobrado da Machado de Mello está no mesmo terreno, onde aparece um monte de árvores, na foto”. Localizaram-se?

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Tem mais: conforme comentário de Helder Ferreira a respeito da cópia de uma página do jornal Correio de Bauru (ao lado), com data ilegível : “Em 1.955,,, O Capital José Gomes Duarte, que tinha o apelido de Juquinha e foi prefeito de Bauru designado no dia 12/10/1929,  sucedendo Eduardo Vergueiro de Lorena, antes sendo eleito com mandato de 22/1/1926/ ate junho de 1929, foi assassinado no dia 11/6/1929, na Rua Batista de Carvalho, por volta das 14,30 horas. Ele desembarcava de seu  automovel, defronte a CASA LUSITANA, quando covardemente apareceu uma pessoa de nome Moacir de Almeida, propriertario das terras de Anhumas (Jaú) e lhe deu dois tiros à queima roupa, pegando um no torax e outro na cabeça. Almeida foi preso na hora e disse ao delegado que esses tiros eram pelas disputas de terras com ele há tempos”. O Capitão Gomes Duarte foi levado às pressas para a Santa Casa de Bauru, mais não resistiu e morreu no mesmo dia. É um triste episodio na história de Bauru, que foi noticia em jornais de todo o  Brasil, mas com certeza muitos só agora tomam conhecimento. Mas sabemos que tem a Rua Capitão Gomes Duarte em Bauru e quando passarem por lá se lembrarão da história.

A história pelo Facebook e demais mídias sociais

Há mais grupos com a mesma proposta no Facebook e os resultados obtidos em razão das postagens são de altíssimo valor, a ponto daquele período, exatamente entre 1.930 a 1.950, ser melhor esclarecido agora e com mais gente tomando conhecimento de nossa Bauru em sua trajetória, em sua fase de maior movimentação, por acaso em tempos de Getúlio Vargas, que tinha Bauru como sua base e a lhe representar o Major (a princípio), Américo Marinho Lutz, diretor da N.O.B., que diante do belo trabalho desenvolvido, saiu daqui general.

O interesse é geral e diariamente são mais de 20 pessoas querendo participar do grupo História de Bauru e há toda uma estratégia para torná-lo agradável, mesclando fotos com vídeos de antigamente, com fotos e músicas de tempos em que se frequentava cinemas na região central de Bauru e se curtia sucessos de então tocados ou em rádios ou em vitrolas.

A propósito, se imagine vendo fotos como as expostas acima e do nada surgir uma música como esta, que naqueles tempos era o máximo e punha todo mundo a dançar:

Tem sido uma loucura, não fosse tão saudosista. Venha participar do time do História de Bauru (só clicar na palavra em link e se convidar a tal.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

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