Governo posiciona Câmara sobre possível solução para impasses na ETE

Reunião com gestores do contrato se deu após pronunciamento do presidente da Comissão de Obras, vereador Mané Losila, na Tribuna Parlamentar

Os vereadores de Bauru receberam, durante o intervalo da Sessão Legislativa desta segunda-feira (02/10), o presidente do DAE, Eric Fabris, e com o secretário de Obras, Ricardo Olivatto.

No encontro, os representantes do governo posicionaram a Câmara Municipal sobre o desenrolar dos impasses e possíveis soluções para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

A reunião se deu em razão do pronunciamento do vereador Mané Losila (PDT), que preside a Comissão de Obras da Casa, e, na Tribuna Parlamentar, cobrou respostas da administração sobre o assunto.

Isso porque, na última sexta-feira (29/09), ele, junto ao vereador Luiz Carlos Bastazini (PV), esteve no canteiro de obras da ETE e verificou a persistência de imbróglios tratados em Audiência Pública realizada no dia 17 de agosto, na Câmara Municipal.

Na ocasião, Eric Fabris disse que o DAE contrataria um novo projeto para sanar omissões e inconsistências do projeto executivo.

Também foi anunciado, à época, que a autarquia acionaria judicialmente a empresa holandesa Arcadis Logos, responsável pelo projeto executivo, contratado pelo DAE por R$ 1,9 milhão junto à Etep, que, posteriormente, foi incorporada pela multinacional.

Mudanças

Na reunião desta segunda-feira, contudo, os gestores informaram que, após o anúncio das medidas na audiência, houve uma mudança de postura por parte da Arcadis Logos, que se comprometeu a dar a devida assistência ao projeto e, assim, liberar a execução das obras de engenharia restantes (38% do total).

Fabris informou que os primeiros projetos complementares já foram entregues pela multinacional e serão repassados à COM Engenharia, responsável pela construção da estação. Uma reunião com a projetista, inclusive com representantes da antiga Etep, está marcada para esta quarta-feira (02/10).

Aos vereadores, o presidente do DAE e o secretário de Obras defenderam que, diante do comprometimento da projetista, essa foi a saída mais adequada para não atrasar ainda mais o cronograma dos trabalhos. Pelo contrato original, a ETE deveria ter sido concluída em setembro de 2016.

Além da projetista e da construtora, também está envolvido no processo de construção da ETE o consórcio SGS-Enger JHE, responsável pelo gerenciamento das atividades.

O custo total da obra, inicialmente previsto em R$ 129 milhões, já ultrapassa os R$ 144 milhões, em razão de reajustes anuais e aditivos.

Demissões?

Na última visita ao canteiro da estação, o vereador Mané Losila foi informado sobre a iminente demissão de funcionários contratados pela COM Engenharia, em função da inexistência de frentes de trabalho possíveis por conta dos problemas no projeto executivo.

Aos parlamentares, Eric Fabris pontuou que acredita na breve retomada do ritmo dos trabalhos, mas ponderou que, com o avanço das obras civis, a tendência é de redução no número de funcionários ligados à construtora.