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Comércio
A história do comércio de Bauru tem origem em 1910.
O Comércio tem a maior participação na economia de Bauru. Claro que devemos destacar o setor de serviços que cresce muito e passa a ter ótima participação. A venda de conforto e de serviços tem apresentado um dos crescimentos mais expressivos na cidade.
Fazer compras nas ruas continua sendo um costume dos consumidores bauruenses e em especial da região.
Grande parte do comércio está concentrada no “Calçadão da Rua Batista de Carvalho”, que conta ainda com uma associaço própria de lojistas, a “Associação de Lojistas do Calçadão”.
A campanha de revitalização do Centro, coordenada pela Prefeitura Municipal, fez com que os proprietários dos imóveis da região central passassem a preservar o patrimônio histórico e ainda zelar pela conservação dos prédios. Louve-se, nesse aspecto, o trabalho conduzido pela Diretoria de Comércio e Turismo da Prefeitura Municipal, que conduziu uma comissão, presidida pelo então diretor, Rento Senis Cardoso, que redundou em lei que dá diretrizes para a revitalização da área central, com manutenção dos prédios históricos.
Associação dos Lojistas do Calçadão
Uma associação foi formada para “cuidar” do calçadão, em parceria com a Prefeitura Municipal. Anualmente são destinadas verbas para a associação, para as promoções em datas específicas, visando maior movimentação na área central.
Espera-se, com a mudança de parte da administração pública e a Câmara Municipal de bauru para a antiga sede da N.O.B., que haja completo reflexo em forma de movimentação na área central e que volte ela a ser um dos pontos de atração turística da cidade.
Bauru e Shoppings
Outro pólo de concentração comercial é o Bauru Shopping, que atualmente passou por reformas e ampliação com o objetivo de oferecer maior variedade de produtos no mesmo espaço. O Bauru Shopping também tem uma associação própria de lojistas. Cinco novos e modernos cinemas foram instalados nesse equipamento, que oferecem programações atualizadas, tendo até um cinema para projeção de filmes em 3D.
Pelo menos mais um shopping está em construção na cidade de Bauru, próximo a Estação Ferroviária, de grandes proporções, que certamente irá atrair consumidores de uma ampla região. Outro já está com seu projeto protocolado na Prefeitura Municipal, com proposta de ser construído na zona sul, em área já demarcada, em frente ao Villágio 5, na área esquerda da Bauru Ipauçú, com previsão de um ponte sobrepondo a rodovia. Trata-se de um belo projeto, também de grandes dimensões, direcionado a atender as classes ABC de bauru e região.
Na Zona Sul de Bauru a concentração comercial de lojas que vendem de veículos, roupas, jóias, cds, dvds, até vinhos e uísques importados das melhores marcas.
Esta nova nova realidade comercial surgiu na região Sul da cidade, que tinha um perfil mais residencial e segue expandindo com muita força.
O comércio avança pelas ruas Gustavo Maciel, Rio Branco, Antonio Alves – na altura do bairro Altos da Cidade. Na região são encontradas três galerias de comércio variado e outras estão em fase de projeção.
Bauru está próximo a contemplar mais dois shoppings de grande dimensão, com base nos dados levantados que indicam alta demanda, especialmente por consumidores da região. Um já está em fase de construção, na confluência da Avenida Nuno de Assis com Rodovia Marechal Rondon, e outro em plena Avenida Nações Unidas.
Para dar suporte ao setor como um todo, Bauru conta com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), órgão ligado a Câmara dos Diretores Lojistas (CDL).
O comércio de Bauru promove três grandes liquidações por ano. Nesta época, os lojistas do Calçadão costumam colocar os produtos em exposição nas calçadas como forma de chamar a atenção de quem passa pelo centro da cidade, além de apresentações de bandas, artistas plásticos e de teatro.
Não podemos ignorar a expansão de lojas comerciais aos bairros mais distantes e com vida própria, como é o caso do Mary Dotta, que tem uma gama muito grande de lojas.
Nos demais, mais habitados, já temos um mix completo que atende os moradores em suas necessidades de compra.
O pujante comércio de Bauru que se expande
Já diria Adam Smith que um País só progride se industriais e comerciantes prosperarem em suas atividades. Sábias palavras do filósofo e economista escocês.
Bauru, como em qualquer cidade, o desenvolvimento está intimamente ligado ao potencial de consumo. E o desenvolvimento de Bauru possui fortes relações com o comércio local.
Trata-se de uma história que teve início na cidade há mais de 100 anos e que ganhou importância fundamental na economia local. Em Bauru, o setor é representado em sua história por comerciantes que, ao compartilhar seus conhecimentos entre os familiares, possibilitaram a sucessão dos negócios até a quarta geração.
É o caso da família Carvalho, que há 84 anos, mais precisamente em 1924, o avô de Cássio Carvalho deu início a um negócio que se transformou em um dos estabelecimentos comerciais mais tradicionais da cidade. Atualmente, o bisneto do fundador participa da administração das lojas e conta com nada menos que quatro unidades de muita expressividade.
Na época, a expansão da alfaiataria ocorreu em razão da demanda, que era maior do que a produção, até então. “A partir daí, ele começou a colocar à venda produtos de fornecedores diferentes. Foi quando surgiu a Casa Carvalho no conceito de hoje”, diz.
Dedicação
Segundo Carvalho, uma das principais características de um bom comerciante é tornar o ambiente agradável para os clientes, além de oferecer produtos de qualidade. Para os iniciantes no ramo, ele afirma que vários fatores são determinantes para o sucesso do empreendimento. “Você tem que saber qual público quer atingir e de que maneira, a faixa etária, sexo, classe social…”, ensina o experiente comerciante, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) e da Associação dos Lojistas do Bauru Shopping Center (ALBSC).
Assim como em vários outros ramos, o dia-a-dia da profissão é cansativo, principalmente em lojas com poucos funcionários, onde a presença do gerente ou até mesmo proprietário é fundamental para o bom andamento dos negócios.
Segundo Cássio Carvalho, as principais mudanças da época em que iniciou sua carreira, no final da década de 70, até os dias atuais, passam principalmente pelos produtos. “Antigamente, os produtos eram mais delimitados. Hoje você tem uma gama de mercadorias muito grande”, relata.
Ele se recorda de que, antigamente, não existia a modalidade do crediário. Tudo era marcado na caderneta. “E hoje o crediário está acabando, pois o que está entrando na moda é o cartão de crédito, que é o ‘dinheiro de plástico’”.
E as mudanças não param por aí. “Hoje temos treinamento pessoal para os funcionários saberem como abordar as pessoas, e isso vem evoluindo muito”, observa.
Quanto aos negócios, as perspectivas para os próximos meses são animadoras, embora o fantasma da inflação se faça presente. “Vamos esperar para que volte ao patamar do ano passado”, espera. “Agora o período é de cautela.”
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Homenagem
A lei 2.048, de 26 de outubro de 1953, instituiu o Dia do Comerciante, celebrado anualmente em 16 de julho sem prejuízo ao trabalho normal se recair em dia útil.
A data é uma homenagem ao Visconde de Cayru José da Silva Lisboa, considerado um dos responsáveis pela abertura dos portos brasileiros para o comércio com as nações amigas, em 1808, embora a abertura já estivesse decidida pela “Convenção Secreta de Londres”.
História tem origem em 1910
Gabriel Ottoboni para o Jornal da Cidade
De acordo com o atual presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Benedito Luiz da Silva, a origem do comércio bauruense deu-se no início da rua Araújo Leite, “subindo” até atingir a praça Rui Barbosa, na década de 1910, através de um comércio de subsistência com secos e molhados, ferramentaria e roupas.
“Com a chegada da estrada de ferro, o comércio passou a ter o centro principal na região da estação ferroviária, na Batista de Carvalho e na Primeiro de Agosto”, explica. “Até nos anos 80, o comércio ficou basicamente instalado na região central da cidade. A partir daí, passou a ter uma distribuição, com comércio muito forte em bairros como Vila Falcão, Parque Vista Alegre e Jardim Bela Vista, além do Redentor”, lembra.
A última “divisão” do comércio de Bauru ocorreu em meados da década de 90, com a expansão do setor na zona sul da cidade, onde o desenvolvimento chega a 40% ao ano em pontos comerciais. Silva lembra ainda o término da construção do Bauru Shopping, que impulsionou o comércio nas redondezas do local em 1980.
A profissionalização das empresas não tirou o tom “caseiro” de muitas lojas, cujas famílias estão há décadas à frente dos negócios. “O nome comercial passa a ser sobrenome, ou o sobrenome passa a ser nome”, observa o comerciante e presidente da Acib.
Em sua opinião, estabelecer normas para a tributação é o maior desafio do comércio varejista atualmente. Silva também espera o apoio do poder público em iniciativas para impulsionar o setor. “A renda de Bauru gira em torno do comércio.”
A receita para um bom comerciante? “Isso é uma receita que não vem pronta. Ser comerciante não é só ‘fazer o caixa’. Cerca de 60% dos pequenos negócios fecham antes dos cincos anos (de atividades), pois faltam estudos, dedicação e viabilidade econômica”, aponta.
Fonte: Jornal da Cidade com fotos de Celso Melani.


















