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03/08/2010 
Centrinho/USP: Bauru servindo ao Brasil
Dia do Desafio 26-07-2010 – A equipe do Serviço de Educação e Terapia Ocupacional agitou pacientes e funcionários
 
Mães de pacientes enquanto os filhos estão em cirurgia, combatem a ansiedade com arteterapia
Em 43 anos de atuação, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP (Universidade de São Paulo), conhecido como Centrinho, localizado na cidade de Bauru (a 326 quilômetros da capital paulista), se consolidou internacionalmente como centro de referência no tratamento das anomalias craniofaciais.

A procura pelo tratamento especializado, com a totalidade de seus 91 leitos dedicados ao SUS (Sistema Único de Saúde), vem de todo o território nacional, levando pessoas das mais diversas culturas, religiões e credos passarem pelas mãos dos profissionais da instituição.
Além de reabilitar pessoas com fissuras labiopalatinas e outras anomalias craniofaciais congênitas (de nascença), por meio de procedimentos cirúrgicos e ambulatoriais, o Centrinho-USP oferece tratamento completo na área da audição, integrando os pacientes à sociedade.

Na área de deficiência auditiva há programas que visam prevenir, educar, reabilitar e habilitar por meio de adaptações e atividades terapêuticas, com destaque para os programas de implante coclear (prótese de alta tecnologia que devolve a audição ao paciente).


A instituição se diferencia de muitas outras pelo seu caráter interdisciplinar e por sua filosofia de atendimento humanizado e tratamento integral. As estatísticas atuais do Centrinho-USP apontam para a ultrapassagem da casa dos 78 mil pacientes matriculados na instituição (50 mil pacientes com anomalias craniofaciais e 28 mil pacientes com deficiência auditiva). Há cerca de 4,9 mil cidades brasileiras cadastradas no hospital (o que corresponde a 88% dos municípios do país), além de outras 51 cidades do exterior.


A instituição apresenta ainda uma média mensal de 600 cirurgias na área de anomalias craniofaciais e realiza cerca de 10 implantes cocleares por mês. Desde 1990, já foram feitas mais de 850 cirurgias de implante coclear.

Ensino e pesquisa

Como hospital universitário (unidade complementar da USP), o Centrinho/USP também cumpre seu papel de mediador e difusor de conhecimento científico graças ao oferecimento de cursos de pós-graduação.

Atuante na área de ensino desde o início da década de 90, a instituição iniciou seu programa de pós-graduação em 1995 com cursos de especialização, mantidos até hoje. A partir de 1998 começaram a ser oferecidos os cursos de mestrado e doutorado (cursos nota cinco da Capes – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), que também atraem interessados de todo o país. Há ainda cursos de aperfeiçoamento e residência médica.

Em 2005, por meio de uma portaria interministerial, o Centrinho/USP passou a ser considerado também um hospital universitário de ensino, ratificando as atividades realizadas na instituição.
Um dado que comprova o comprometimento do Centrinho/USP com a produção científica é o número de projetos de pesquisa viabilizados em parceria com instituições estrangeiras, como a Universidade de Iowa e a Universidade da Flórida, ambas dos Estados Unidos, contando com recursos do NIH (National Institute of Health).

Dentre tais projetos pode ser destacado o Projeto Flórida. Parceria que já passa de uma década, o projeto consiste em uma parceria entre o Centrinho/USP e a Universidade da Flórida. Basicamente, o trabalho conjunto consiste na avaliação e comparação de duas técnicas cirúrgicas aplicadas a portadores de fissura labiopalatal.

O objetivo é identificar qual delas é a mais adequada e qual apresenta melhor resultado para a fala e audição no pós-operatório. Em períodos de seis meses são avaliados cerca de 750 pacientes.

História

A trajetória do Centrinho/USP tem início em meados da década de 60 com a iniciativa de um grupo de sete professores de realizar, em Bauru, uma pesquisa que detectou uma estatística até então não trabalhada: uma em cada 650 crianças nascidas apresentava malformação labiopalatal congênita.

Dentre os professores estavam o atual superintendente da instituição Dr. José Alberto de Souza Freitas, conhecido pelos pacientes e funcionários de Tio Gastão.
No início de 1967, impulsionados pelo resultado da pesquisa, profissionais da FOB (Faculdade de Odontologia de Bauru) passaram a dar atendimento por meio de um serviço integrado de ensino, pesquisa e assistência social.

Desta forma, funcionando nas dependências da própria faculdade, nasceu o Centro de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais.

Em 1973, o centro – já conhecido pelo diminutivo Centrinho – com o apoio dos professores Dr. Paulo de Toledo Artigas, então diretor da FOB, Dr. Luís Martins, vice-diretor da FOB, e do Reitor da USP (Universidade de São Paulo), Dr. Miguel Reale, foi institucionalizado como Centro Interdepartamental da FOB/USP. Em 1976, o Centrinho é transformado em Unidade Hospitalar Autônoma e passa a receber o nome de Hospital de Pesquisa e Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais, destacado como centro de excelência no atendimento pela USP e como referência mundial pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Na década de 80, o Centrinho/USP tornou-se o primeiro hospital universitário do Estado de São Paulo a ser conveniado com o Inamps (Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social) para prestar assistência especial e integral aos portadores de malformações faciais. Em 1985, foi firmado o primeiro convênio entre o hospital e a Funcraf (Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais), até hoje a principal parceira do Centrinho/USP.

Em 1998, o Centrinho recebeu nova denominação, em vigor até hoje: HRAC/USP (Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais), devido à ampliação do seu campo de atividade. Durante essas décadas, a instituição colecionou conquistas que lhe renderam premiações e o reconhecimento como centro de excelência dentro e fora do Brasil.

Localização

Localizado no campus de Bauru da USP, na Vila Universitária, onde também funciona a FOB (Faculdade de Odontologia de Bauru), o Centrinho/USP apresenta fácil acesso aos pacientes e pesquisadores. O hospital é dividido em diversos setores interdisciplinares e unidades de serviço que oferecem tratamento integral ao paciente.

Tais instalações ocupam, ao todo, uma área construída de 19,7 mil metros quadrados em instalações que compreendem uma área verde de 36,3 mil metros quadrados.

Parceria indispensável

Com mais de duas décadas de experiência, a Fundação para o Estudo e Tratamento das Deformidades Crânio-Faciais (Funcraf), com sede em Bauru (SP), desenvolve trabalhos nas áreas de saúde, pesquisa, educação e cidadania. Com o suporte de suas subsedes em Campo Grande-MS, São Bernardo do Campo-SP e Itapetininga-SP, atua em conjunto com o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo, o popular Centrinho de Bauru, para oferecer um modelo de atendimento integral e humanizado às anomalias craniofaciais congênitas e deficiências auditivas, sempre com o objetivo final de facilitar o acesso ao tratamento.

Contato

Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho/USP)
Universidade de São Paulo
Rua Silvio Marchione, 3-20
Vila Universitária
Caixa Postal 1501
Bauru-SP
CEP 17012-900
Telefone: (14) 3235-8000
Fax: (14) 3234-7818
Email: hrac@edu.usp.br
Site: www.centrinho.usp.br

Horário de funcionamento para recepção de pacientes:
de segunda a sexta-feira, das 06h45 às 19h.
Informações a pacientes: spp@centrinho.usp.br
Ouvidoria: 0800-101-988
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