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Zoológico Municipal

2 comentários
Zoológico Municipal

o Parque Zoológico Municipal de Bauru comemorou dia 24 de Agosto de 2010 seus 30 Anos!

Zoo de Bauru já é referência em genética de espécies raras internacionalmente.

Nada mais admirável do que poder observar de perto o colorido das araras nativas, a exuberância do tigre africano ou ainda toda a graça dos pinguins-de-magalhães. Quem vai ao Zoológico Municipal de Bauru tem a oportunidade de estabelecer contato direto com exemplares da fauna de diversos lugares do mundo, mas nem imagina que o local também é celeiro para a conservação de espécies, principalmente aquelas que estão sob ameaça de extinção.

Ao longo das últimas décadas, o zôo renovou seu perfil e, mais do que ser um mero local para acomodação e exposição de animais silvestres, se transformou em um espaço de estudos e reprodução de animais atualmente raros na Natureza. Por meio de permutas com outros zoológicos do Brasil e até do Exterior, uma das principais preocupações é garantir a geração de animais geneticamente fortes para que, no futuro, possam ser reinseridos em seu habitat natural.

“Quando se reproduzem, os animais ameaçados são encaminhados para outras instituições, assim como recebemos animais vindos de outros zoológicos, para que possamos manter um estoque com boa variabilidade genética. A ideia é que, em algum momento, eles possam ser utilizados em programas de reintrodução à Natureza”, explica o biólogo Luiz Antônio da Silva Pires, diretor do zôo de Bauru.


Segundo ele, infelizmente, o instituto ainda não tem condições de devolver animais mantidos em cativeiro a seus ambientes naturais, já que o processo é considerado bastante caro por conta dos estudos demandados. “Na verdade, praticamente nenhum zoológico brasileiro faz este trabalho. Já os zôos americanos e europeus dispõem de equipes que pesquisam muito para garantir que este animal reinserido terá condições de sobreviver em liberdade. No Brasil, o único caso concreto de reintrodução foi o que salvou o mico-leão-dourado da extinção, no Rio de Janeiro”, aponta o biólogo, que lamenta a inexistência de organizações governamentais ou não-governamentais capazes de realizar este levantamento em solo brasileiro.

Reprodução

Entre os animais ameaçados de extinção mantidos em Bauru estão fêmeas e machos de mico-leão-de-cara-dourada, mico-leão-dourado, ararajuba, arara-azul, lobo-guará e jaguatirica, entre outras espécies. Há três anos, inclusive, o zôo enviou dois filhotes de jaguatirica nascidas na instituição a um programa de reprodução e soltura de animais desenvolvido no sul dos Estados Unidos.

Além desta espécie de felino, o lobo-guará e os micos já se reproduziram em cativeiro. Já a arara-azul e a ararajuba, animais essencialmente monogâmicos, ainda não geraram filhotes.

Se por um lado o esforço para a reprodução precisa ser grande, por outro o zoológico mantém um rígido processo de controle de natalidade em relação a alguns animais. O leão, o tigre e o babuíno africano, por exemplo, foram submetidos a vasectomia. Já as onças machos e fêmeas precisam ser separadas em época de cio.

“A onça pintada, parda e preta estão na lista de animais em extinção, mas atualmente não há programa ou zoológico que necessite desses animais. Então, a gente não permite a reprodução, porque não teríamos como acomodá-las aqui”, observa Pires. A medida faz parte da nova filosofia já adotada ao menos pelos grandes zoológicos brasileiros, que começaram a rever seu papel em meados da década de 1980, em resposta a pressões de grupos de proteção de animais, órgãos de governo e visitantes sobre o tratamento dispensado aos bichos em cativeiro.

Por conta desta necessidade de readequação de espaço, o instituto também deixou de receber animais provenientes de apreensões ou doações. A partir da mudança de postura, em 30 anos, o zoológico de Bauru reduziu o número de animais de mais de mil para cerca de 880 exemplares, num total de 217 espécies.
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Ainda que o Zoológico Municipal tenha concentrado seus esforços para estudos que priorizem a conservação e reprodução das espécies, a conscientização ecológica voltada aos visitantes do local também continua recebendo a devida atenção. Uma das novidades é o projeto Bicho do Mês, lançado em junho do ano passado, em que as pessoas têm a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre a biologia, os hábitos e as curiosidades de um determinado animal.

“Todos os cativeiros também possuem placas informativas e este conhecimento e aproximação com os animais colabora para que as pessoas respeitem mais a Natureza. Também temos uma preocupação com a conscientização ambiental, com orientações sobre reutilização de materiais e destinação correta do lixo, por exemplo”, aponta Luiz Pires, diretor do zôo.

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Espaço abre portas a pesquisas

Para aprimorar as técnicas de conservação das espécies, os profissionais do Zoológico de Bauru precisam conhecer profundamente os hábitos dos animais que o espaço abriga. Por isso, o instituto mantém parcerias constantes com universidades e outras instituições para a realização de estudos científicos.

Apenas nos dois últimos anos, estima-se que cerca de 15 deles tenham sido realizados, tendo como alvo os animais, os visitantes ou o próprio trabalho realizado pelo zôo. “Há estudos sobre a genética, a biologia ou sobre o comportamento dos animais, o que com o nosso trabalho de conservação e também para aperfeiçoarmos o modo de exposição dos bichos”, aponta Luiz Pires, diretor do zôo, lembrando que, atualmente, as jaulas são construídas obedecendo critérios de conforto e saúde para o animal.

Recentemente, Pires ajudou a aprovar cerca de 150 trabalhos que foram apresentados em um congresso de zoológicos realizado em Gramado, no Rio Grande do Sul, no final do mês passado. Dois dos estudos tinham como foco o zôo de Bauru.

“A maior parte das pesquisas dentro do zoológico é realizada por universidades de outras cidades. Já tivemos estudos feitos pela Unesp de Rio Claro e de Assis, pela USP de Botucatu. Mas há trabalhos desenvolvidos também por instituições de Bauru ou mesmo por outros institutos, como, por exemplo, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e o Adolfo Lutz”, enumera.


Zoológico receberá sagüi em extinção

Em breve, o Zoológico Municipal de Bauru receberá uma fêmea da espécie sagui-bicolor, pequeno primata ameaçado de extinção. A intenção é que ela possa se reproduzir com o macho mantido pelo instituto e que os filhotes possam ser utilizados em programas internacionais de reintrodução de animais em vida livre.

Segundo o diretor do zôo, o biólogo Luiz Pires, o instituto chegou a abrigar uma fêmea e um filhote de sagui-bicolor, mas ambos morreram. A nova fêmea que fará companhia para o exemplar de Bauru será enviada pelo centro de triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) de Manaus (AM).

“O animal foi apreendido recentemente em uma fiscalização. Quando chegar aqui, passará por uma quarentena e, se estiver livre de qualquer enfermidade, será colocado em convivência com o macho que a gente tem aqui”, adianta.

Com informações de Tisa Moraes para o Jornal da Cidade

  1. Silvio says:

    Boa tarde. Moro em Londrina, norte do Paraná, e gostaria de receber fotos dos animais do zoo pois tenho intenção de visita-lo com a minha filinha em fevereiro.

    Grato pela gentileza.

  2. joaovitor marinho says:

    oi eu tenho 12 e queria saber se vocês asseitam outros animais

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