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Bauru emprega bem!

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Bauru emprega bem!

Bauru vai muito bem, obrigado, quanto ao emprego da grande maioria. Só no mês de outubro do ano passado (último que tenho acesso), a cidade criou 1.163 novos postos de trabalho com carteira assinada, o maior saldo de todos os meses de outubro desde 1999, quando o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho foi criado.
Isso representou um crescimento de 51,2% e, nos meses finais do ano, sabe-se ou sente-se que o desempenho foi melhor.
É que Bauru é uma cidade muito voltada ao setor de serviços, que em decorrência acabou criando uma espécie de blindagem contra a crise internacional que ainda provoca reflexos na economia brasileira. Quem comenta é o economista Reinaldo Cafeo. “O quadro de funcionários de empresas como as de recuperação de crédito, escritórios contábeis, da área de saúde e educação não é afetado diretamente em situações de crise, ao contrário do que ocorre com a indústria, que é a primeira a demitir. São serviços que não deixam de ser demandados pela população”, pondera.
O comércio empregou muito no final do ano e a construção civil pode ser citada como responsáveis pela boa performance da cidade. “É uma situação antagônica, porque o setor de serviços e comércio são os que pagam os menores salários. Mas, em tempos de crise, conseguem garantir por mais tempo o emprego dos trabalhadores”, comenta.
No começo do ano, aí sim seguindo a tendência nacional com relação ao comércio, houve uma queda, mas assim mesmo sente-se que o nível de desemprego é muito baixo.
Bauru está na hora e na vez do dinamismo, sendo o que muitos chamam de “bola da vez” e pelo menos dois megaempreendimentos estão para ser anunciados e aí sim, haverá emprego para todo mundo.
Em breve nossa Bauru irá receber de presente um novo shopping (Shopping Nações) que irá proporcionar muitas novas oportunidades de emprego e de sobra irá posicionar nossa Bauru ainda mais como polo regional.
Há em torno de dez mil empregados nos escritórios voltados à cobrança bancária pelo chamado telemarketing e isso faz de Bauru uma cidade que dá oportunidade aos jovens em fase de estudo, com foco maior aos universitários.
A construção civil deu uma acalmada no início do ano, até pelo excesso de imóveis direcionados às classes cde em disponibilidade, nos levando a concluir que houve mais construção do que demanda, mas nada que pouco tempo não resolva, ou mesmo uma medida governamental que se espera, para escoar o que está aí disponível no mercado.
Uma verdade precisa ser deixada claro: o setor do agronegócio deu uma encolhida, levando em conta a sentida diminuição de propriedades rurais voltadas à pecuária e isso vem impactando na ponta de abate, deixando os frigoríficos da região em situação delicada em termos financeiros.
Também o setor automotivo deixou seu status de entusiasmo e sente-se uma quietação no mercado.
A indústria continua no seu ritmo, não podendo contar com a exportação na escala que alenta, em razão da cotação do dólar, mas de qualquer forma está com sua escala de produção no ponto de manter o quadro de funcionários.
O comércio tem um janeiro um pouco quieto mas sente-se que a região não tem como deixar de vir a Bauru para suas compras. Bauru mais do que nunca passou a ser considerada uma cidade polo de região de um raio de ao menos cem quilômetros.
Não temos do que reclamar.

Foto em destaque de André Timex.

(*) Renato Cardoso, o autor, é publicitário e bacharel em direito.

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