Bauru – Wikipedia

Bauru é um município brasileiro do estado de São Paulo. O município tem elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M), classificado em 0,825 pontos, com destaque para o IDH-Educação (IDH-E), que atinge 0,906 pontos, um dos índices mais altos do Brasil. Fundada em 1896, a uma altitude de 526 m, a cidade é hoje centro de um território de 673,5 km², onde vivem 359 429 (estimativa feita em 2009) habitantes.

baurugeral
O lema do município, presente em seu brasão é a frase em latim “Custos vigilat”, que em português significa “Sentinela alerta”. No mesmo brasão aparece uma onça pintada, mamífero de porte médio que habitou a região mas que, no início do século XXI, localmente, é raro ser encontrado.

Bauru também é conhecida por um sanduíche que leva o mesmo nome, Bauru, criado pelo advogado Casimiro Pinto Neto em um bar no Largo do Paissandu, São Paulo, Ponto Chic, em 1934, quando era aluno da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e mais tarde impulsionado pelo “Zé do Esquinão”, durante décadas instalado no centro urbano de Bauru.

A receita do sanduíche Bauru, como se elabora na cidade, é originalmente a seguinte: pão francês, rosbife, fatias de tomate, rodelas finas de picles de pepino e queijo branco derretido na água.

A existência de um forte setor de serviços, a presença de vários campi de universidades, entre as quais a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), e a localização privilegiada em um grande entroncamento rodo-ferroviário fazem com que Bauru seja um dos principais pólos econômicos do Oeste Paulista.

Fundação/aniversário: 1 de agosto de 1896.

Após 1850, na procura de novas terras para ocupação e colonização, pioneiros paulistas e mineiros começam a explorar a vasta região situada entre a Serra de Botucatu, o Rio Tietê, o Rio Paranapanema e Rio Paraná, até então habitado por grupos de indígenas Kaingang. Em 1856 Felicíssimo Antônio Pereira, provindo de Minas Gerais, adquire terras e estabelece próximo ao atual centro de Bauru a Fazenda das Flores. Anos depois, em 1884, essa fazenda (também chamada de Campos Novos de Bauru) teria parte de sua área desmembrada para a formação do arraial de São Sebastião do Bauru.

O distrito progride, mesmo sujeito a ataques dos nativos Kaingang e relativamente isolado do resto do Estado, e torna-se distrito de Agudos em 1888. A chegada de migrantes oriundos do leste paulista e de Minas Gerais leva à emancipação do município em 1 de agosto de 1896. O novo município sobrevive do cultivo do café, mesmo tendo terras mais fracas e inférteis que o restante do estado. Em 1906 é escolhido como ponto de partida da ferrovia Noroeste do Brasil, ligando o município a Corumbá e à Bolívia.

Durante a primeira metade do século XX Bauru torna-se o principal polo econômico da vasta região compreendida pelo Oeste Paulista, Norte do Paraná e Mato Grosso do Sul. A base da população bauruense é de origem imigrante, provinda sobretudo de países da Europa do Sul, Europa Central e Ásia. Bauru recebeu nas primeiras décadas do século XX levas de imigrantes de várias partes do mundo, com destaque para os italianos, espanhóis, portugueses, austríacos, alemães e japoneses. O entroncamento rodo-ferroviário no qual se situa atraiu também levas de imigrantes libaneses, sírios, dinamarqueses, franceses, chineses e judeus de diversas nacionalidades. Mais recentemente, passou a receber bolivianos, argentinos, chilenos, palestinos e norte-americanos, tornando-se uma dos municípios mais cosmopolitas do Interior Paulista.

Este aspecto do cosmopolitismo bauruense é denotado pelas diversas instituições de origem imigrante existentes no município, entre elas a Associação Luso-Brasileira (AALB), o Clube Nipo-Brasileiro, a Associação Cultural Dante Alighieri, o antigo Cine Capri, a Associação Cultural Miguel de Cervantes, o Tenrikyo, o extinto Fuentes e o clube Luzitana, o hospital Beneficência Portuguesa de Bauru, a Festa das Nações e o próprio eixo urbanístico denominado Nações Unidas, integrado por avenidas, parques, lagos e anfiteatro, várias praças etc.

Assinale-se, ainda, a presença de um conjunto de parques urbanos e praças denominadas em homenagem a Portugal, Itália, Espanha, Alemanha, Líbano, Japão e Palestina, bem como a localização da Prefeitura Municipal na Praça das Cerejeiras, inaugurada na década de 1970 pelo então príncipe Akihito (que em 1989, tornou-se imperador do Japão), em homenagem à imigração japonesa para a região de Bauru.

A Praça das Cerejeiras foi desenhada como um tradicional jardim japonês, com lagos de carpas, pontes, fontes de água, canteiros de bonzais, lanternas orientais e uma plantação de árvores de cereja. A Prefeitura Municipal de Bauru, construída em estilo modernista, está localizada no centro desta praça, nos Altos da Cidade. A algumas quadras de distância tem início o Estoril, bairro residencial planejado em homenagem à comunidade portuguesa. Na entrada do Estoril fica o Santuário Nossa Senhora de Fátima. A principal concentração de imigrantes japoneses da cidade aglutina-se nas proximidades do Templo Tenrikyo, no Jardim Terra Branca.

É importante assinalar o fato de que o desbravamento dessa região do Estado de São Paulo ocorreu maciçamente na última década do século XIX e primeira década do século XX. A criação do município de Bauru é de 1896. As terras a oeste de Botucatu nunca abrigaram o sistema escravocrata, que vigorou em grande parte do Brasil até 1888, com consequências no plano da demografia e da composição étnica da população bauruense. Ou seja, ou contingente de negros e pardos no município é relativamente menor que em outras regiões paulistas, enquanto o componente de origem asiática é ali maior do que a média brasileira.

A ausência de um forte setor industrial em Bauru impediu que se constituísse um fluxo de migração interna, como por exemplo a migração nordestina que afluiu a partir da década de 1930 para a Grande São Paulo e a região Leste do Estado. Por sua vez, o extermínio dos grupos indígenas que ocupavam a região de Bauru, com destaque para os Kaingang, foi um dos episódios trágicos da incorporação regional ao território paulista. Tais aspectos acentuam a importância das migrações estrangeiras na composição demográfica atual de Bauru.

Automóvel Clube de Bauru.

Existem algumas hipóteses para explicar a origem do nome do município. Uma das mais aceitas foi proposta por Ismael Marinho Falcão, que viveu durante muitos anos com os índios Kaigang, que habitavam essa região. De acordo com Ismael, a região era conhecida como ubauru, devido à abundância de uma erva denominada ubá, usada para confeccionar cestas, e uru, uma ave parente da galinha.

Outras hipóteses dizem que o nome teria vindo de mbai-yuru, que quer dizer “queda de água” ou “rio de grande inclinação”, ou ybá-uru, que quer dizer “cesta de frutas”, ou bauruz, que era como os índios que habitavam as margens do rio Batalha eram conhecidos. Teodoro Sampaio dizia que Bauru é corrupção de “upaú-ru”, ou “upaú-r-y, designando rio da lagoa. Do Tupi: de “Upá” ou “Upaú”, lago, lagoa, água represada, e “U”, o mesmo que “I”, água corrente, rio, líquido, etc.

Segundo o historiador Correia das Neves, em seu livro “No velho Bauru”, o “r” entrou por eufonia, considerando esse o nome que melhor traduz e exprime a o significado da palavra Bauru na língua tupi.

Bauru é um município brasileiro do estado de São Paulo. O município tem elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M), classificado em 0,825 pontos, com destaque para o IDH-Educação (IDH-E), que atinge 0,906 pontos, um dos índices mais altos do Brasil.Fundada em 1896, a uma altitude de 526 m, a cidade é hoje centro de um território de 673,5 km², onde vivem 359 429 (estimativa feita em 2009) habitantes.
O lema do município, presente em seu brasão é a frase em latim “Custos vigilat”, que em português significa “Sentinela alerta”.

No mesmo brasão aparece uma onça pintada, mamífero de porte médio que habitou a região mas que, no início do século XXI, localmente, é raro ser encontrado.

Bauru também é conhecida por um sanduíche que leva o mesmo nome, Bauru, criado pelo advogado Casimiro Pinto Neto em um bar no Largo do Paissandu, São Paulo, Ponto Chic, em 1934, quando era aluno da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e mais tarde impulsionado pelo “Zé do Esquinão”, durante décadas instalado no centro urbano de Bauru. A receita do sanduíche Bauru, como se elabora na cidade, é originalmente a seguinte: pão francês, rosbife, fatias de tomate, rodelas finas de picles de pepino e queijo branco derretido na água.
A existência de um forte setor de serviços, a presença de vários campi de universidades, entre as quais a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), e a localização privilegiada em um grande entroncamento rodo-ferroviário fazem com que Bauru seja um dos principais pólos econômicos do Oeste Paulista.

Fundação/aniversário: 1 de agosto de 1896.

Após 1850, na procura de novas terras para ocupação e colonização, pioneiros paulistas e mineiros começam a explorar a vasta região situada entre a Serra de Botucatu, o Rio Tietê, o Rio Paranapanema e Rio Paraná, até então habitado por grupos de indígenas Kaingang.Em 1856 Felicíssimo Antônio Pereira, provindo de Minas Gerais, adquire terras e estabelece próximo ao atual centro de Bauru a Fazenda das Flores. Anos depois, em 1884, essa fazenda (também chamada de Campos Novos de Bauru) teria parte de sua área desmembrada para a formação do arraial de São Sebastião do Bauru.

O distrito progride, mesmo sujeito a ataques dos nativos Kaingang e relativamente isolado do resto do Estado, e torna-se distrito de Agudos em 1888. A chegada de migrantes oriundos do leste paulista e de Minas Gerais leva à emancipação do município em 1 de agosto de 1896.O novo município sobrevive do cultivo do café, mesmo tendo terras mais fracas e inférteis que o restante do estado. Em 1906 é escolhido como ponto de partida da ferrovia Noroeste do Brasil, ligando o município a Corumbá e à Bolívia. Durante a primeira metade do século XX Bauru torna-se o principal polo econômico da vasta região compreendida pelo Oeste Paulista, Norte do Paraná e Mato Grosso do Sul.

A base da população bauruense é de origem imigrante, provinda sobretudo de países da Europa do Sul, Europa Central e Ásia. Bauru recebeu nas primeiras décadas do século XX levas de imigrantes de várias partes do mundo, com destaque para os italianos, espanhóis, portugueses, austríacos, alemães e japoneses. O entroncamento rodo-ferroviário no qual se situa atraiu também levas de imigrantes libaneses, sírios, dinamarqueses, franceses, chineses e judeus de diversas nacionalidades. Mais recentemente, passou a receber bolivianos, argentinos, chilenos, palestinos e norte-americanos, tornando-se uma dos municípios mais cosmopolitas do Interior Paulista.

Este aspecto do cosmopolitismo bauruense é denotado pelas diversas instituições de origem imigrante existentes no município, entre elas a Associação Luso-Brasileira (AALB), o Clube Nipo-Brasileiro, a Associação Cultural Dante Alighieri, o antigo Cine Capri, a Associação Cultural Miguel de Cervantes, o Tenrikyo, o extinto Fuentes e o clube Luzitana, o hospital Beneficência Portuguesa de Bauru, a Festa das Nações e o próprio eixo urbanístico denominado Nações Unidas, integrado por avenidas, parques, lagos e anfiteatro, várias praças etc.Assinale-se, ainda, a presença de um conjunto de parques urbanos e praças denominadas em homenagem a Portugal, Itália, Espanha, Alemanha, Líbano, Japão e Palestina, bem como a localização da Prefeitura Municipal na Praça das Cerejeiras, inaugurada na década de 1970 pelo então príncipe Akihito (que em 1989, tornou-se imperador do Japão), em homenagem à imigração japonesa para a região de Bauru.

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