Bauru é 37ª do País em desenvolvimento humano

0e2de0_07a9a188ad37405e8c545bac24a83fb5-220x162São considerados na avaliação: saúde, educação e renda. –

A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional.

Conforme publicação da Wikipédia, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede o progresso de uma nação a partir de três dimensões: renda, saúde e educação. O mesmo critério serve para avaliar estados e municípios, conforme Kenia Ribeiro/CNM/PNUD Brasil.

O objetivo da criação do Índice de Desenvolvimento Humano foi o de oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento.

Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Apesar de ampliar a perspectiva sobre o desenvolvimento humano, o IDH não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da “felicidade” das pessoas, nem indica “o melhor lugar no mundo para se viver”.

Democracia, participação, equidade, sustentabilidade são outros dos muitos aspectos do desenvolvimento humano que não são contemplados no IDH. O IDH tem o grande mérito de sintetizar a compreensão do tema e ampliar e fomentar o debate.

Desde 2010, quando o Relatório de Desenvolvimento Humano completou 20 anos, novas metodologias foram incorporadas para o cálculo do IDH. Atualmente, os três pilares que constituem o IDH (saúde, educação e renda) são mensurados da seguinte forma:

  • Uma vida longa e saudável (saúde) é medida pela expectativa de vida;
  • O acesso ao conhecimento (educação) é medido por: i) média de anos de educação de adultos, que é o número médio de anos de educação recebidos durante a vida por pessoas a partir de 25 anos; e ii) a expectativa de anos de escolaridade para crianças na idade de iniciar a vida escolar, que é o número total de anos de escolaridade que um criança na idade de iniciar a vida escolar pode esperar receber se os padrões prevalecentes de taxas de matrículas específicas por idade permanecerem os mesmos durante a vida da criança;
  • E o padrão de vida (renda) é medido pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita expressa em poder de paridade de compra (PPP) constante, em dólar, tendo 2005 como ano de referência.

Publicado pela primeira vez em 1990, o índice é calculado anualmente. Desde 2010, sua série histórica é recalculada devido ao movimento de entrada e saída de países e às adaptações metodológicas, o que possibilita uma análise de tendências.

Aos poucos, o IDH tornou-se referência mundial. É um índice-chave dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas e, no Brasil, tem sido utilizado pelo governo federal e por administrações regionais através do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M).

O IDH-M é um ajuste metodológico ao IDH Global, e foi publicado em 1998 (a partir dos dados do Censo de 1970, 1980, 1991) e em 2003 (a partir dos dados do Censo de 2000). O indicador pode ser consultado nas respectivas edições do Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil, que compreende um banco de dados eletrônico com informações socioeconômicas sobre todos os municípios e estados do país e Distrito Federal. Uma nova versão do Atlas, com dados do Censo 2010, foi produzida pelo PNUD e lançada no início de 2013, ora usado nesta publicação.

Indicadores complementares de desenvolvimento humano (IDH – IDHAD, IPM e IDG)

Índice de Desenvolvimento Humano Ajustado à Desigualdade (IDHAD)

O IDH é uma medida média das conquistas de desenvolvimento humano básico em um país. Como todas as médias, o IDH mascara a desigualdade na distribuição do desenvolvimento humano entre a população no nível de país. O IDH 2010 introduziu o IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD), que leva em consideração a desigualdade em todas as três dimensões do IDH “descontando” o valor médio de cada dimensão de acordo com seu nível de desigualdade.

Com a introdução do IDHAD, o IDH tradicional pode ser visto como um índice de desenvolvimento humano “potencial” e o IDHAD como um índice do desenvolvimento humano “real”. A “perda” no desenvolvimento humano potencial devido à desigualdade é dada pela diferença entre o IDH e o IDHAD e pode ser expressa por um percentual.

Índice de Desigualdade de Gênero (IDG)

O Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) reflete desigualdades com base no gênero em três dimensões – saúde reprodutiva, autonomia e atividade econômica. A saúde reprodutiva é medida pelas taxas de mortalidade materna e de fertilidade entre as adolescentes; a autonomia é medida pela proporção de assentos parlamentares ocupados por cada gênero e a obtenção de educação secundária ou superior por cada gênero; e a atividade econômica é medida pela taxa de participação no mercado de trabalho para cada gênero.

O IDG substitui os anteriores Índice de Desenvolvimento relacionado ao Gênero e Índice de Autonomia de Gênero. Ele mostra a perda no desenvolvimento humano devido à desigualdade entre as conquistas femininas e masculinas nas três dimensões do IDG.

Índice de Pobreza Multidimensional (IPM)

O IDH 2010 introduziu o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que identifica privações múltiplas em educação, saúde e padrão de vida nos mesmos domicílios. As dimensões de educação e saúde se baseiam em dois indicadores cada, enquanto a dimensão do padrão de vida se baseia em seis indicadores. Todos os indicadores necessários para elaborar o IPM para um domicílio são obtidos pela mesma pesquisa domiciliar.

Os indicadores são ponderados e os níveis de privação são computados para cada domicílio na pesquisa. Um corte de 33,3%, que equivale a um terço dos indicadores ponderados, é usado para distinguir entre os pobres e os não pobres. Se o nível de privação domiciliar for 33,3% ou maior, esse domicílio (e todos nele) é multidimensionalmente pobre. Os domicílios com um nível de privação maior que ou igual a 20%, mas menor que 33,3%, são vulneráveis ou estão em risco de se tornarem multidimensionalmente pobres.

O IPM é um indicador complementar de acompanhamento do desenvolvimento humano e tem como objetivo acompanhar a pobreza que vai além da pobreza de renda, medida pelo percentual da população que vive abaixo de PPP US$1,25 por dia. Ela mostra que a pobreza de renda relata apenas uma parte da história.

Mapa de municípios do Brasil por IDH.

Este anexo é uma lista dos municípios brasileiros com os melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de acordo com os dados divulgados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

O IDH é uma medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de “desenvolvimento humano” e para separar os países desenvolvidos (elevado desenvolvimento humano), em desenvolvimento (desenvolvimento humano médio) e subdesenvolvidos (desenvolvimento humano baixo).

A estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos a nível nacional. Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. O IDH também é usado por organizações locais ou empresas para medir o desenvolvimento de entidades subnacionais como estados, cidades, aldeias, etc.

O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no seu relatório anual.”

Critérios

A partir do relatório de 2010, o IDH combina três dimensões:

Grau de escolaridade: média de anos de estudo da população adulta e expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada;

Renda: Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra dos habitantes. Esse item tinha por base o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, no entanto, a partir de 2010, ele foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que avalia praticamente os mesmos aspectos que o PIB, no entanto, a RNB também considera os recursos financeiros oriundos do exterior;

Nível de saúde: baseia-se na expectativa de vida da população, reflete as condições de saúde e dos serviços de saneamento ambiental.

Escala de IDH

  • 0,800 a 1,000 Muito Alto
  • 0,700 a 0,799 Alto
  • 0,600 a 0,699 Médio
  • 0,500 a 0,599 Baixo
  • 0,000 a 0,499 Muito Baixo

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Lista dos cem maiores IDH Municipais (IDHM)

São Caetano do Sul, no estado de São Paulo é a cidade com melhorIDHM do Brasil.

 Águas de São Pedro, também no estado de São Paulo, possui o segundo melhor IDHM do Brasil.

 Florianópolis, capital de Santa Catarina, a cidade com o terceiro maior IDHM das cidades e o primeiro entre as Capitais Estaduais do Brasil.

 Balneário Camboriú, em Santa Catarina, aparece em quarto lugar.

 Vitória, capital capixaba, ocupa a quarta posição.

 Santos, em São Paulo, ficou na sexta colocação.

 Niterói possui o maior IDH do Estado do Rio de Janeiro.

 Joaçaba, em Santa Catarina, é a oitava melhor colocada.

 Curitiba, capital do Paraná, ocupa a décima colocação.

 Jundiaí, em São Paulo, aparece na décima primeira colocação.

 Vinhedo, em São Paulo, ocupa a décima terceira posição.

Depois de mencionados os treze primeiros municípios, com fotos de ilustração, seguem os municípios que participam de uma lista contendo os melhores índices, conforme critérios aqui comentados.

Conforme vemos, São Paulo abriga o maior número de municípios bem ranqueados (37), e seguido por Santa Catarina, que se destaca por ter 24 municípios constando da relação.

Bauru na 37ª posição

Bauru_2013

Bauru, muito embora constando na 37ª posição do ranking, apresenta índices tidos como muito altos, que são os situados entre os de 0,800 a 1,000.

O IDH de Bauru, conforme levantamento, é de 0,801.

Apenas a título de comparação, São Caetano do Sul, melhor ranqueada no Brasil, apresenta um IDHM de 0,862, com dados subtraídos da pesquisa realizada em 2.010 e levada ao público em forma de avaliação com critérios em questão, apenas em 2.013.

Vai a seguir a lista dos 100 municípios com melhores índices, destacando-se, ratificando, ser a grande maioria do Estado de São Paulo, merecendo olhar aos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

# Município UF IDHM (2010)
1 São Caetano do Sul  São Paulo 0,862
2 Águas de São Pedro  São Paulo 0,854
3 Florianópolis  Santa Catarina 0,847
4 Balneário Camboriú  Santa Catarina 0,845
4 Vitória  Espírito Santo 0,845
6 Santos  São Paulo 0,840
7 Niterói  Rio de Janeiro 0,837
8 Joaçaba  Santa Catarina 0,827
9 Brasília  Distrito Federal 0,824
10 Curitiba  Paraná 0,823
11 Jundiaí  São Paulo 0,822
12 Valinhos  São Paulo 0,819
13 Vinhedo  São Paulo 0,817
14 Santo André  São Paulo 0,815
15 Araraquara  São Paulo 0,815
16 Santana de Parnaíba  São Paulo 0,814
17 Nova Lima  Minas Gerais 0,813
18 Ilha Solteira  São Paulo 0,812
19 Americana  São Paulo 0,811
20 Belo Horizonte  Minas Gerais 0,810
21 São José  Santa Catarina 0,809
21 Joinville  Santa Catarina 0,809
23 Maringá  Paraná 0,808
24 São José dos Campos  São Paulo 0,807
25 Blumenau  Santa Catarina 0,806
25 Presidente Prudente  São Paulo 0,806
25 Rio Fortuna  Santa Catarina 0,806
28 São Paulo  São Paulo 0,805
28 Assis  São Paulo 0,805
28 Campinas  São Paulo 0,805
28 São Bernardo do Campo  São Paulo 0,805
28 Porto Alegre  Rio Grande do Sul 0,805
28 São Carlos  São Paulo 0,805
34 Rio Claro  São Paulo 0,803
34 Jaraguá do Sul  Santa Catarina 0,803
36 Rio do Sul  Santa Catarina 0,802
37 Bauru  São Paulo 0,801
37 São Miguel do Oeste  Santa Catarina 0,801
37 Pirassununga  São Paulo 0,801
40 Concórdia  Santa Catarina 0,800
40 Vila Velha  Espírito Santo 0,800
40 Taubaté  São Paulo 0,800
40 Ribeirão Preto  São Paulo 0,800
40 Botucatu  São Paulo 0,800
45 Goiânia  Goiás 0,799
45 Rio de Janeiro  Rio de Janeiro 0,799
47 Marília  São Paulo 0,798
47 Sorocaba  São Paulo 0,798
47 Guaratinguetá  São Paulo 0,798
50 São João da Boa Vista  São Paulo 0,797
50 São José do Rio Preto  São Paulo 0,797
50 Fernandópolis  São Paulo 0,797
53 Carlos Barbosa  Rio Grande do Sul 0,796
53 Itapema  Santa Catarina 0,796
53 Tubarão  Santa Catarina 0,796
56 Brusque  Santa Catarina 0,795
56 Iomerê  Santa Catarina 0,795
56 Paulínia  São Paulo 0,795
56 Treze Tílias  Santa Catarina 0,795
56 Itajaí  Santa Catarina 0,795
61 Holambra  São Paulo 0,793
62 Quatro Pontes  Paraná 0,791
62 Três Arroios  Rio Grande do Sul 0,791
62 Nova Odessa  São Paulo 0,791
62 Ipiranga do Sul  Rio Grande do Sul 0,791
62 Saltinho  São Paulo 0,791
67 Votuporanga  São Paulo 0,790
67 Santa Cruz da Conceição  São Paulo 0,790
67 Adamantina  São Paulo 0,790
67 Chapecó  Santa Catarina 0,790
71 Cândido Rodrigues  São Paulo 0,789
71 Uberlândia  Minas Gerais 0,789
71 Barretos  São Paulo 0,789
71 Luzerna  Santa Catarina 0,789
71 Lagoa dos Três Cantos  Rio Grande do Sul 0,789
76 Fernando de Noronha  Pernambuco 0,788
76 Palmas  Tocantins 0,788
76 Araçatuba  São Paulo 0,788
76 Barra Bonita  São Paulo 0,788
76 Caçapava  São Paulo 0,788
76 Cruzeiro  São Paulo 0,788
76 Indaiatuba  São Paulo 0,788
76 Mairiporã  São Paulo 0,788
76 Criciúma  Santa Catarina 0,788
85 Itajubá  Minas Gerais 0,787
85 Espírito Santo do Pinhal  São Paulo 0,787
87 Barueri  São Paulo 0,786
87 Lins  São Paulo 0,786
87 Pompéia  São Paulo 0,786
87 Porto União  Santa Catarina 0,786
87 Garibaldi  Rio Grande do Sul 0,786
92 Amparo  São Paulo 0,785
92 Catanduva  São Paulo 0,785
92 Monte Aprazível  São Paulo 0,785
92 Piracicaba  São Paulo 0,785
92 Tremembé  São Paulo 0,785
92 Casca  Rio Grande do Sul 0,785
92 Nova Araçá  Rio Grande do Sul 0,785
92 Cuiabá  Mato Grosso 0,785
100 Arujá  São Paulo 0,784
100 Jaguariúna  São Paulo 0,784
100 Moji Mirim  São Paulo 0,784
100 Ribeirão Pires  São Paulo 0,784
100 Santa Fé do Sul  São Paulo 0,784
100 Salto Veloso  Santa Catarina 0,784
100 Timbó  Santa Catarina 0,784
100 Ivoti  Rio Grande do Sul 0,784
100 Santa Maria  Rio Grande do Sul 0,784
100 Campo Grande  Mato Grosso do Sul 0,784

Nossa Bauru e sua realidade, que faz dela a 37ª do País em Índice de Desenvolvimento Humano.

Bauru é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, sendo o município mais populoso do centro-oeste paulista. Pertence à Mesorregião e Microrregião de Bauru, localizando-se a noroeste da capital do estado, distando desta cerca de 326 km.

Ocupa uma área de 673,488 km², sendo que 68,9769 km² estão em perímetro urbano e os 604,51 km² restantes constituem a zona rural. Em 2015 sua população foi estimada pelo IBGE em 366 992 habitantes, sendo que em 2014 era o 18º mais populoso de São Paulo.

A sede tem uma temperatura média anual de 22,6 °C e na vegetação original do município predomina o cerrado.

Com 98,5% de seus habitantes vivendo na zona urbana, o município contava em 2009 com 149 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,801, considerando-se assim como muito elevado em relação ao país, sendo o 20º maior do estado. Várias rodovias ligam Bauru a diversos municípios paulistas, tais como a Marechal Rondon, a Comandante João Ribeiro de Barros, a Cesário José de Carvalho e a Engenheiro João Batista Cabral Renno, sendo que o município encontra-se no meio de um importante entroncamento aéreo, rodoviário e ferroviário.

Continue lendo a respeito pela Wikipédia, base de todas as informações aqui prestadas.

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