Bauru é a 20ª cidade para se viver no estado de São Paulo

O Sempre Família publicou o ranking das melhores cidades para se viver no estado de São Paulo, com base no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM).

Para a construção da lista, foram usados dados oficiais. A metodologia do índice foi adaptada do IDH Global pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pela Fundação João Pinheiro.

Basicamente, são levados em conta três itens: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda). A partir dos cálculos de cada um desses fatores, se chega ao índice geral de IDHM, organizado no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, divulgado em 2013.

Bauru

Com 364 mil habitantes, Bauru é o município mais populoso do centro-oeste paulista e tem IDHM de 0,801. A fundação da cidade, em 1896, fez parte do movimento chamado Marcha para o Oeste, criado pelo governo de Getúlio Vargas para incentivar a ocupação e o desenvolvimento da região central do país. O nome da cidade tem origem indígena, mas não há consenso quanto ao significado. Uma das hipóteses traduz o nome do tupi para “queda d’água”, outra explicação sugere que Bauru é uma variação da palavra que se refere à “cesta de frutas”.

Quais as melhores cidades do estado de São Paulo para se viver?

Conforme a publicação, a primeira cidade da lista é São Caetano do Sul.

O município da região chamada de ABC Paulista, com cerca de 150 mil habitantes, está no topo das cidades com melhor IDHm no estado de São Paulo. O bom resultado se deve principalmente à renda per capita, que é R$ 2.043,74. Além disso, os índices de longevidade e educação também são bons, o que coloca o município não apenas como o mais bem colocado em nível estadual, mas também como a cidade com o maior IDHm no país, superando todos os outros 5.564 municípios brasileiros.

Depois vem Águas de São Pedro, uma pequena cidade, de apenas 2.700 habitantes, que já havia ganho destaque no ranking das melhores pequenas cidades do Brasil para se viver, publicado pelo Sempre Família. Naquela lista, Águas de São Pedro ficou com o primeiro lugar. Quando se consideram todos os municípios paulistas, independentemente do tamanho da população, o índice de 0,854 garante à cidade uma ótima segunda posição, o que comprova a qualidade de vida de Águas de São Pedro.

A seguir temos Santos, com cerca de 420 mil habitantes, sendo a maior cidade do litoral paulista. A bela cidade tem IDHM de 0,840. De 2000 a 2010, o componente do índice no qual o município apresentou maior evolução foi a Educação, com crescimento de 0,093. Na Economia, Santos se destaca por abrigar o maior porto da América Latina, responsável por abastecer, principalmente, os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O turismo da cidade, naturalmente, também está vinculado às suas praias. Os jardins da orla de Santos formam o maior jardim frontal de praia em extensão do mundo.

Em quarto lugar vem Jundiaí, cidade a noroeste da capital paulista, com cerca de 370 mil habitantes, com um IDHM de 0,822 e dispondo de índices positivos em itens que vão além de renda, educação e longevidade. Em levantamento recente do Instituto Trata Brasil, a cidade ficou com o primeiro lugar no ranking de cidades paulistas com melhor saneamento básico entre municípios com mais de 300 mil habitantes e segundo lugar no ranking nacional, perdendo apenas para Uberlândia, em Minas Gerais.

Valinhos ocupa a quinta posição. Conhecida como Capital Nacional do Figo Roxo, a cidade de Valinhos, na região metropolitana de Campinas, também tem se destacado na agricultura pela produção de goiaba, sendo a maior produtora do país. Trata-se de um município jovem, fundado em 1953. Tem em torno de 107 mil habitantes e IDHM de 0,819.

Depois, em sexto lugar temos o município de Vinhedo, conhecido por abrigar um dos maiores parques de entretenimento do país, o Hopi Hari, Vinhedo tem IDHM de 0,817, índice puxado para cima, principalmente pelos índices educacionais. No ano passado a cidade recebeu o selo de cidade livre do analfabetismo. O município também se destaca pela produção de uva e pelos condomínios de alto padrão.

Na sétima posição vamos encontrar Santo André, cidade do ABC Paulista, que apareceu em outra lista recentemente publicada pelo Sempre Família. Ela é a quinta melhor grande cidade do país para se criar os filhos e deve isso em parte ao seu bom IDHM de 0,815. Com 679 mil habitantes, Santo André viveu o auge da indústria automobilística na região, décadas atrás, mas, com a migração de várias montadoras para a o interior do estado, diversificou sua economia, apostando nos setores de comércio e serviços.

Em oitavo lugar está o município de Araraquara, que apresenta o mesmo IDHM de Santo André (0,815), mas fica um pouco atrás no item renda, o que coloca o município na oitava posição. A cidade está localizada na região central do estado, tem cerca de 224 mil habitantes e abriga um dos campus da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp). Há discordâncias quanto ao significado do nome da cidade. Uma versão o traduz do tupi com o significado “toca de arara”, mas há a hipótese de que a tradução mais precisa seja “morada do Sol”.

Na nova posição temos Santana de Parnaíba, com 0,814 de IDHM. O município, que pertence à Região Metropolitana de São Paulo, possui em torno de 123 mil habitantes. A fundação da cidade, em 1580, remonta ao início da colonização no Brasil, o que faz dela uma das mais antigas do estado. A longa história também deixou como herança um Centro Histórico bastante visitado, que reúne em torno de 200 casas e construções datadas dos séculos XVII e XVIII. Trata-se do maior conjunto colonial do estado.

Em décimo lugar está o município de Ilha Solteira. Estrategicamente construída para abrigar os trabalhadores da Hidrelétrica de Ilha Solteira, no fim dos anos 60, o município é exemplo de urbanização e oferece atendimento universal de água, energia elétrica e saneamento básico para seus 26 mil habitantes. A cidade também abriga um campus da Unesp no qual funciona um grande centro de pesquisa responsável pelo desenvolvimento de tecnologia elétrica. O IDH é de 0,812.

A seguir na 11ª posição vamos encontrar Americana, cidade pertencente à Região Metropolitana de Campinas. Americana faz parte do polo têxtil do estado, tem em torno de 212 mil habitantes e apresenta IDHM de 0,811. O nome da cidade faz referência à imigração de famílias norte-americanas que vieram para a cidade no século XIX, após o fim da Guerra Civil nos EUA.

Na 12ª posição está São José dos Campos.
Considerada a “capital” da região chamada de Vale do Paraíba, São José dos Campos fica à leste da capital paulista, tem cerca de 681 mil habitantes e apresenta IDHM de 0,807. No passado, o café foi o principal produto na economia local, mas, desde o início do século XX, grandes indústrias chegaram e mudaram o perfil do município. Hoje, estão instaladas lá fábricas como Johnson & Johnson, Philips, General Motors, Monsanto e Panasonic. A cidade também é o principal polo de tecnologia aeronáutica do país. Lá estão a sede da Embraer, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

13ª posição vai para Presidente Prudente, a principal cidade do oeste paulista com cerca de 220 mil habitantes. Prudente recebeu esse nome em homenagem ao ex-presidente da república Prudente de Morais (1841 – 1902), que também foi o primeiro governador do estado de São Paulo. A economia do município já esteve centrada na produção de algodão, mas hoje é o setor de serviços o principal responsável por geração de riqueza na cidade. A vida cultural é movimentada com grandes eventos sazonais como o Festival Nacional de Teatro, o Salão do Livro, o Sushi Fest e a Expo-Prudente. O IDHM é de 0,806.

Na 14ª posição encontramos São Paulo (capital).
A maior cidade de todo o Hemisfério Sul ficou com IDHM de 0,805. Fundada por padres jesuítas em 1554, a pequena vila foi crescendo gradativamente com o passar dos séculos, mas ganhou proporções gigantescas principalmente no século XX, devido à intensa industrialização. Calcula-se que 11,8 milhões de habitantes vivam nessa metrópole, quantidade superior à população de países como Grécia, Portugal, Uruguai ou Israel.

Em 15º lugar está São Carlos.
Com o mesmo IDHM da capital paulista, São Carlos só perde no quesito renda. Fica na região centro-leste do estado, tem população de aproximadamente 239 mil pessoas e tem na agropecuária uma de suas principais atividades econômicas, com destaque para a produção de cana de açúcar, laranja, leite e criação de frangos. Essa característica não impede, contudo, que grandes indústrias também funcionem na cidade, como a Faber-Castell, a Volkswagen e a Electrolux.

A seguir, na 16ª posição, temos São Bernardo do Campo.
Mais uma cidade do ABC Paulista no ranking. São Bernardo do Campo é o berço do forte movimento sindical que deu origem a influentes líderes políticos, como o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Desde a década de 50 a economia da cidade é movimentada principalmente pela indústria automotiva, como são exemplo as fábricas da Volkswagen, da Ford e da Mercedes-Benz.

17º lugar no ranking vai para Assis.
A cidade do oeste paulista com cerca de 101 mil habitantes também dispõe de um campus da Unesp, além de um campus de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). O nome da cidade faz referência ao fundador, o capitão Francisco de Assis Nogueira, que atuou como desbravador da região no início do século XX. O IDH do município empata com os de São Paulo, São Carlos e São Bernardo, mas a cidade é superada no quesito renda.

A seguir, na 18ª posição encontramos Campinas
Com 1,1 milhão de habitantes é o terceiro município mais populoso do estado, ficando atrás apenas da capital e de Guarulhos. Campinas é um centro econômico importante, mas ganha destaque ainda maior sua produção científica, graças à Unicamp, considerada por vários rankings como a segunda melhor universidade do país, sendo superada apenas pela USP. Embora não seja uma capital, tem sua própria região metropolitana, dada a influência que a cidade exerce nos 20 municípios que a circundam. Campinas possui o mesmo IDHM das outras quatro cidades citadas anteriormente, mas é superada nos itens educação e longevidade.

A seguir, na 19ª posição temos Rio Claro
Localizada na região centro-leste do estado, Rio Claro tem 198 mil habitantes e IDHM de 0,803. A cidade foi colocada recentemente num ranking curioso. A Amazon, gigante norte-americana que comercializa livros pela internet, elegeu Rio Claro como a cidade mais nerd do Brasil. Isso porque, proporcionalmente à sua população, é o município para o qual o site mais enviou livros relacionados à saga Star Wars.

Para analisar Bauru, com todo seu potencial, há um link que precisa ser acessado. Clique em goo.gl/ncJ7eC

O que é o IDHM?

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é uma medida composta de indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.

O IDHM brasileiro segue as mesmas três dimensões do IDH Global – longevidade, educação e renda, mas vai além: adequa a metodologia global ao contexto brasileiro e à disponibilidade de indicadores nacionais. Embora meçam os mesmos fenômenos, os indicadores levados em conta no IDHM são mais adequados para avaliar o desenvolvimento dos municípios brasileiros. Assim, o IDHM – incluindo seus três componentes, IDHM Longevidade, IDHM Educação e IDHM Renda – conta um pouco da história dos municípios em três importantes dimensões do desenvolvimento humano durantes duas décadas da história brasileira.

A metodologia de cálculo do IDHM

Como é calculado o IDHM

O IDHM é um índice composto que agrega 3 das mais importantes dimensões do desenvolvimento humano: a oportunidade de viver uma vida longa e saudável, de ter acesso ao conhecimento e ter um padrão de vida que garanta as necessidades básicas, representadas pela saúde, educação e renda.

Vida longa e saúdável é medida pela expectativa de vida ao nascer, calculada por método indireto a partir dos dados dos Censos Demográficos do IBGE. Esse indicador mostra o número médio de anos que as pessoas viveriam a partir do nascimento, mantidos os mesmos padrões de mortalidade observados no ano de referência.

Padrão de vida é medido pela renda municipal per capita, ou seja, a renda média de cada residente de determinado município. É a soma da renda de todos os residentes, dividida pelo número de pessoas que moram no município – inclusive crianças e pessoas sem registro de renda. Os dados são do Censo Demográfico do IBGE.

Os três componentes acima são agrupados por meio da média geométrica, resultando no IDHM.

Um detalhamento do cálculo do IDHM está disponível na seção Metodologia, no Atlas do Desenvolvimento Humano.

Desenvolvimento Humano, IDH e IDHM

O que é Desenvolvimento Humano?
Difundido no primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano Global do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 1990, pelo economista paquistanês Mahbub ul Haq, o conceito de desenvolvimento humano inspira-se nos trabalhos do prêmio Nobel de Economia Amartya Sen e reforça a ideia de que as pessoas são a verdadeira “riqueza das nações”. Nessa concepção, desenvolvimento humano é definido como o processo de ampliação das escolhas e liberdades das pessoas para que elas tenham capacidades e oportunidades para serem aquilo que desejam ser. Diferentemente da perspectiva do crescimento econômico, que vê o bem-estar de uma sociedade apenas pelos recursos ou pela renda que ela pode gerar, a abordagem de desenvolvimento humano coloca no centro da discussão as pessoas e suas oportunidades e capacidades. O que é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)?

O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida composta de indicadores de saúde, educação e renda. O IDH foi criado em 1990, para o Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a partir da perspectiva de Amartya Sen e Mahbub ul Haq de que as pessoas são a verdadeira “riqueza das nações”, criando uma alternativa às avaliações puramente econômicas de progresso nacional, como o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O fator inovador do IDH foi a criação de um índice sintético com o objetivo de servir como uma referência para o nível de desenvolvimento humano de uma determinada localidade. O índice varia entre 0 (valor mínimo) e 1 (valor máximo). A composição do IDH compreende indicadores de saúde, educação e renda, pois assume que, para viver vidas que desejam, as pessoas precisam pelo menos ter a possibilidade de levar uma vida longa e saudável, acesso a conhecimento e a oportunidade de desfrutar de um padrão de vida digno. O que é o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM)?

O Brasil foi um dos países pioneiros ao adaptar e calcular o IDH para todos os municípios brasileiros, criando o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em 1998. O IDHM ajusta o IDH para a realidade dos municípios e regiões metropolitanas e reflete as especificidades e desafios regionais no alcance do desenvolvimento humano no Brasil. Para aferir o nível de desenvolvimento humano das unidades federativas (UF), municípios, regiões metropolitanas e Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH), as dimensões são as mesmas do IDH Global – saúde, educação e renda –, mas alguns dos indicadores usados são diferentes. O IDHM também varia entre 0 (valor mínimo) e 1 (valor máximo). Para que serve o IDHM?

O IDHM é um índice que permite conhecer a realidade do desenvolvimento humano do território brasileiro. Populariza a ideia de que desenvolvimento não se resume à perspectiva do crescimento econômico, mas sim facilita a comparação entre localidades, conduz a um diálogo mais informado na discussão de políticas e estimula a busca por melhores desempenhos socioeconômicos entre os municípios e regiões metropolitanas brasileiras. O índice não abrange todos os aspectos de desenvolvimento humano e não é uma representação da “felicidade” das pessoas, nem indica “o melhor lugar no mundo para se viver”, mas sintetiza três das mais importantes dimensões do desenvolvimento humano. Amplia e fomenta o debate, instrumentalizando a sociedade sobre o estado da qualidade de vida nas unidades federativas, municípios, regiões metropolitanas e UDHs brasileiras, estimulando a concertação de atores de forma a protagonizar atividades e políticas inovadoras para a superação dos desafios locais rumo ao desenvolvimento humano.

* Fonte: Sempre Família e Atlas Brasil.

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