Bauru de 1.940 a 1.950

E Bauru continuou com seu destino de “Cidade de Sem Limites”.

Depois da narrativa a partir da metade do século XVIII até fim dos anos de 1.940, vamos em frente, já que conhecem bem história de nossa cidade desde o desbravar do sertão, com mato puro, fauna e flora, no hoje interior do estado de São Paulo.

Se não viu ainda, vamos a ela apenas clicando em Bauru, da Boca do Sertão até o Ano 2.000, já inserindo aqui o título do trabalho completo, que será transformado em livro nas versões digital e impressa.

Vamos em frente e atualizando em informação a nossa história, com fatos marcantes que fizeram com que a nossa Bauru viesse a ser o que é hoje. Ilustramos com fotos com autores assinando as mesmas e algumas sem que saibamos, porém buscando saber seus nomes.

Aquele período da década de 40 do século XX começou por um evento memorável que sacudiu a pacata Bauru. Deu-se a inauguração da Exposição-Feira, que se instalou em área a partir de onde temos hoje a Prefeitura Municipal e indo até a antiga sede do Bauru Atlético Clube, hoje tomada pelo Tauste Supermercado.

Foi de fato um evento de grandes proporções, lá sendo erguida uma verdadeira cidade de madeira. Tal megaevento ocorreu a partir do dia 16 de julho de 1940. Uma festa em dimensão do porte da Grand Expo de dias atuais, que merece um espaço adequado para sua realização anual.

Estandes foram montados por empresas bauruenses e de outras localidades para que o povo tivesse à sua disposição um cassino, onde se jogava roleta, baracat a outros mais, de forma liberada. Shows artísticos com os maiores nomes do rádio brasileiro da época e ainda um restaurante de categoria internacional estiveram à disposição de todos. Parque de diversão (um dos mais modernos para aqueles tempos) e atrações mais movimentaram a cidade por um período de noventa dias.

Pelé se muda para Bauru

Foi em 1.945 que Bauru foi inserida numa história de conhecimento internacional, pela chegada a nossa cidade de um menino,vindo do sul de Minhas Gerais, filho de dona Celeste Arantes e de João Ramos do Nascimento, conhecido futebolista alcunhado Dondinho.

O nome “Edison” foi escolhido pelo pai para fazer uma homenagem ao inventor Thomas Edison. Ainda criança manifestou sua vontade de ser futebolista.

A alcunha “Pelé” serviu para identificar o jogador considerado como o maior goleador de todos os tempos, vindo a ser o “Atleta do século” no século XX, marca que se situa entre as mais conhecidas de todos os continentes.

Em 1943 o pai de Pelé jogava no time mineiro do São Lourenço. Pelé, que então tinha três anos e ficava bastante impressionado com as defesas do goleiro da equipe do pai, e gritava: “Defende Bilé”. As pessoas próximas começaram a chamá-lo de “Bilé”. Muitas crianças colegas do garoto Edison tinham dificuldade em pronunciar “Bilé” e com o tempo o apelido veio: “Pelé”.

Com onze anos jogava em um time infanto-juvenil, o Canto do Rio, cuja idade mínima para participar era de treze anos. O pai então o estimulou a montar o seu próprio time: chamou-o Sete de Setembro. Para adquirir material, como bolas e uniformes, os garotos do time chegaram a furtar produtos nos vagões estacionados da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil para vender em entrada de cinema e praças.

Posteriormente viria a jogar no Baquinho, o time de maior referência da juventude do Pelé. O time principal era o Bauru Atlético Clube (BAC), da categoria principal da cidade e de onde derivou o nome do time juvenil. O BAC mandava os seus jogos na rua Rio Branco, onde hoje temos um hipermercado. O convite para jogar no Baquinho partiu do Antoninho “Bigode”, que oferecia até emprego para os jogadores.

Foi o Antoninho quem dirigiu o primeiro treino do time. Depois Waldemar de Brito, famoso jogador do passado e técnico dos profissionais, passou a treinar a equipe. Foi ele quem levou o Pelé para a equipe do Santos.

Sua história começa com uma promessa de craque não concretizada, o centro-avante do Fluminense João Ramos, ou Dondinho, como era mais conhecido (seu pai), que teve sua carreira interrompida por uma contusão. Há quem diga que a paixão é hereditária. O certo é que de seu casamento com Maria Celeste surgiu o maior ídolo do futebol, talvez do esporte em geral, de todos os tempos.

Pelé nasceu em 1.940 na cidade mineira Três Corações.

Em Bauru o pequeno Edson Arantes do Nascimento, chamado por “Dico” pelos pais, então com seis anos de idade, começa despertar a atenção de quem o via brincando de bola na rua. Do quintal de sua casa, de qual colhia da laranjeira a bola para treinar suas embaixadas, a habilidosos dribles em adversários imaginários surgiram a condição inata de um atleta que se deu onde houvesse uma “pelada”, a princípio nas redondezas de onde morava e depois, diante da procura por apaixonados pelo esportes, nos quatro cantos de Bauru e mesmo na região..

Depois de ter sido ídolo do “7 de setembro”, levando já uma considerável torcida aos campos de terra, Pelé veste sua primeira camisa de time, quando passa a jogar pelo Ameriquinha, aos 12 anos de idade. Chegou a atuar ainda em outras equipes como: Canto do Rio, São Paulinho de Curuçá, Radium e Baquinho.

As peladas de Bauru passaram a ser disputadas com uma preocupação a mais, marcar Pelé. A maestria de seus dribles e a sua já espantosa visão de jogo levavam os adversários ao desespero e os torcedores ao delírio.

Mas foi no Bauru Atlético Clube, o Baquinho, que Pelé teve seu talento levado a sério. Com o projeto de formar uma equipe infanto-juvenil que revelasse novos talentos para o futebol, o clube trouxe o ex-craque da Seleção Brasileira (1934), Waldemar de Brito. No último jogo de Pelé no Baquinho, seu time aplicaria uma histórica goleada de 12 x 1 sobre o Flamenguinho. Neste jogo, que foi preliminar da final do Campeonato (2ª Divisão), em 1954, o pequeno gênio faria 7 gols e acabaria nos noticiários de São Paulo, já como promessa de craque.

Foi o suficiente para que o experiente Waldemar de Brito percebesse o nascimento de um fenômeno do futebol. O clube recebia uma proposta do Noroeste, também de Bauru, mas Waldemar de Brito sabia que a luz do futuro “deus do futebol” deveria brilhar em uma equipe de maior expressão nacional e possibilidade de mostrar ao resto do mundo a rara habilidade de Pelé. Mesmo com os protestos de Dna. Celeste, o ex-treinador do já extinto Baquinho embarca em um trem direto para o litoral do Estado.

No dia 8 de agosto de 1956 seria apresentado ao glorioso Santos Futebol Clube aquele que viria a ser o maior craque de sua história e o maior jogador de futebol que o mundo já viu. Edson Arantes do Nascimento, Pelé, assina o contrato com a equipe, enquanto Waldemar de Brito declara ao então presidente do clube, Athiê Jorge Couri, que “Este é o garoto que vai ser o maior jogador do mundo”. E foi.

Nem o mais otimista dos mortais poderia imaginar o que aquele garoto franzino faria pelo Santos em tão pouco tempo. Com o time comandado pelo “Rei”, o Santos, que antes do fenômeno ainda lutava para se firmar entre os grandes clubes do Brasil, entrou de vez para a galeria das maiores equipes não só do País como do mundo.
Nos anos da “Era Pelé”, como ficou conhecido o período em que ele jogou no Santos, de 1956 a 1974, o time da Vila não parou de conquistar títulos e encantar o mundo.

Confira a seguir os títulos conquistados pelo Santos quando Pelé defendia suas cores alvi-negras.
Os números de Pelé são impressionantes:

• tricampeão mundial (58, 62 e 70) pela Seleção Brasileira (único jogador na história) em quatro Mundiais disputados;
• bicampeão da Taça Libertadores da América e do mundo pelo Santos (62 e 63);
• pentacampeão da Taça Brasil (61 a 65);
• campeão da Taça Roberto Gomes Pedrosa – Taça de Prata (1968);
• 5 vezes campeão do Torneio Rio-São Paulo (59, 63, 64, 66 e 68);
• 10 vezes campeão paulista (58, 60, 61, 62, 64, 65, 67, 68, 69 e 73);
• 1.284 gols em 1.375 partidas (média de 0,93 por jogo);
• campeão norte-americano pelo Cosmos (77);
• 95 gols em 115 jogos pela Seleção Brasileira;
• mais jovem campeão e bicampeão mundial de seleções (17 anos em 58, e 21 anos em 62, respectivamente);
• mais jovem artilheiro do Campeonato Paulista (17 gols em 57 – iniciou a competição com 16 e terminou com 17 anos);
• maior artilheiro em uma única temporada no Campeonato Paulista (58 gols, em 1958), competição em que foi o goleador 11 vezes (8 delas consecutivas);
• artilheiro da Libertadores (em 63, com 11 gols);
• 4 vezes goleador do Torneio Rio-São Paulo (61, 63, 64 e 65) e duas da Taça Brasil (61 e 63);
• maior número de gols em uma única temporada (127 gols em 59);
• 12 gols em Copas do Mundo em 14 jogos disputados;
• 59 títulos nos 21 anos de carreira…

Mais sobre Pelé na Wikipédia.

Uma performance inesquecível para os torcedores que dificilmente voltarão a ver um jogador como ele comandar uma “máquina” de jogar futebol como aquela.

Jornais em circulação no período

No dia 11 de julho de 1941 aconteceu a primeira edição de uma competição contemplando diversos eventos esportivos, envolvendo atletas dos clubes da época. As disputas contra outras localidades deram início a uma série da promoções que por vários anos foram bastante prestigiadas pelos bauruenses. Foi lá que ocorreu a Corrida da fogueira, organizada pelo Correio da Noroeste, do jornalista José Fernandes, junto ao esportista Nelson Miranda.

No dia 13 de janeiro de 1942 faleceu Domiciano Silva, uma das mais expressivas figuras do passado bauruense, que  além de prefeito, foi fundador de um dos primeiros jornais locais, O Bauru.
Ele chegou à nossa cidade em 1896, mas antes havia desenvolvido as suas atividades profissionais no Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Minas Gerais e Espírito Santo de Fortaleza.

Aí o nosso Aeroclube de Bauru era cheio de atividades, vindo a ser um dos mais importantes centros de prática de voos por planadores, indo a seguir sediar escolas voltadas a profissionais da aviação. Pela foto abaixo, propomos uma avaliação quanto a localização (distante da área urbana ocupada), podendo permitir que, em lugar da estrada, pode ter surgido a Alameda Pinheiro Brisolla (história oral).

O equipamento que até hoje é marcante em nossa atividade, mereceu em sua fase de construção pleno apoio da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, por conta de seu diretor Marinho Lutz. Sua arquitetura contempla madeira, muito assemelhada à usada em vagões.

fc107-1 (1)O dia 9 de março de 1942 ficou marcado na história de Bauru. Nesse dia, bauruenses brevetados em nosso Aeroclube foram a São Paulo e, no Campo de Marte, receberam os certificados de reserva aérea.

Entre eles estavam: Mário Trabalhi, Silvio Franciscatto, Nacib Salmen, Gilberto Leite Ribeiro, Luiz Gonzaga Bevilacqua, Luiz Ramos Castro, Jorge Pieroni, José Gonçalves de Oliveira, Luiz Zuiani, Geraldo Bacelar, Antônio Simonetti, Siqueirinha, Paulo Gama, Wolney Carranca, Paulo Cruz Romão, Arnaldo (Dongue) Vissoto, Jaime Ramaciotti e Hilário Pereira Guedes.

11 (1)Um feito extraordinário foi registrado em 15 de abril de 1942, até pela imprensa nacional: a chegada do primeiro avião de pequeno porte à cidade de Corumbá-MS, pilotado pelo bauruense Nacib Salmen (foto). Uma ousadia para a época, merecendo comentário no sentido de “uma autêntica façanha aérea”.

A viagem se deu do Rio de Janeiro a Corumbá, numa verdadeira aventura com nosso bauruense percorrendo 1.600 quilômetros em um monomotor. O feito mereceu muita festa em Corumbá e depois em Bauru, no regresso do piloto.

No dia 19 de abril de 1942, com grande festa, deu-se a inauguração do novo serviço de água de Bauru, com sede onde por algum tempo funcionou o Museu Morgado de Matheus, na avenida comendador José da Silva Martha, hoje Estação de Tratamento de Água (ETA).

Para o evento Bauru recebeu a visita do então interventor do Estado de São Paulo, Dr. Fernando Costa. Na época Ernesto Monte era prefeito de Bauru.

Nossa cidade promoveu uma série de comemorações em torno da data natalícia de Getúlio Vargas, como  a inauguração da primeira sede da 6ª Circunscrição do Serviço Militar, na avenida Rodrigues Alves, esquina com a rua Antônio Alves. Para comandar a importante unidade foi designado o coronel Cyro Vidal, que assumiu o cargo no dia 10 de abril de 1942.

Nomeado para dirigir os destinos da comarca de Bauru, em 1942 aqui chegou o dr. Ulysses Dória, um jovem juiz com excelente bagagem jurídica e muito apreço à literatura. Com o apoio de demais bauruenses fundou, em 15 de maio de 1942, o Centro Cultural de Bauru. Presenças marcantes para a iniciativa foram: Ernesto Monte, João Maringoni, João Batista Ramos, Antônio Cristino Cabral, João Silveira e Mário Cintra.

fc89A vida religiosa de Bauru foi marcada pela inauguração da antiga capela de Nossa Senhora Aparecida, até hoje atendendo adeptos do segmento católico, na Rua Araújo Leite.

A primeira capela foi inaugurada em 1898 e edificada, naquela oportunidade em terreno de propriedade de José Lopes de Souza, paroquiano da freguesia de Bauru, que fez a doação de uma área para a construção do templo.

A primeira capela permaneceu naquele local durante quarenta e quatro anos, até a sua demolição, que aconteceu em 18 de maio de 1942, dando lugar ao belo templo onde os católicos celebram sua fé em Cristo (foto ao lado).

No setor esportivo os bauruenses foram em busca de uma redenção, pois ainda traumatizados com a derrota sofrida em Taubaté, por sete gols a zero, quando deixaram de ser campeões do Interior, título esse depois alcançado em 1946.

No dia 22 de novembro de 1942 o então Lusitana F.C. (depois BAC – Bauru Atlético Clube) convidou a seleção de Mato Grosso para um jogo em Bauru. Foi quando o time bauruense ganhou de goleada (10 a 1). O time local foi formado por: Zinho, Oswaldinho e Gino Bacci. Telemaco, Pedrinho e Batata. Luizinho (Toledo), Ditinho, Alceste, Albérico e Nico. O árbitro foi José Custódio Corrêa. Abaixo foto do Bauru Atlético Clube.
estadioantoniogarcio_pele_gcom_95-2Em 11 de dezembro de 1942 os bauruenses foram até o aeroporto (Aeroclube) para recepcionar o professor Mello de Moraes, na época secretário da Agricultura, que veio presidir a cerimônia de lançamento da pedra fundamental da I Exposição Pecuária e da Estação Zootécnica de Bauru. Foi hóspede do saudoso pecuarista Plínio Ferraz – ele e comitiva. Em decorrência, o empresário e fazendeiro bauruense cedeu uma área para a construção de um recinto para eventos do gênero, vindo a ser o Recinto Mello Moraes, onde se realizam as edições da Grand Expo atualmente. A cessão se deu na condição de lá ser destinado apenas para eventos de cunho agropecuário, hoje de propriedade da prefeitura e gerida pela ARCO (Associação Regional do Centro Oeste).

Uma das maiores conquistas do E.C.Noroeste no futebol aconteceu em 1943, no dia 10 de novembro, quando sagrou-se campeão do interior, após enfrentar por duas vezes o Guarani de Campinas em jogos realizados no Pacaembu, vencendo o primeiro jogo por 1 a zero (gol de Fontes) e empatando o segundo sem abertura de contagem. Os noroestinos compuseram o seguinte time: Amélio, Xandu e Irineu. Chocolate, Sérgio e Balbino. Lamônica, Crisanto, Adolfrises, Cirilo e Fontes.

O serviço Centralizado de Interior da Secretaria da Fazenda, depois Delegacia Regional Tributária, que hoje funciona em prédio próprio na Vila Quaggio, ao lado do Fórum, teve sua sede instalada em Bauru no dia 18 de janeiro de 1945, funcionando primeiramente na confluência da Rua lº de Agosto com Rua Antônio Alves, posteriormente transferindo-se para o Edifício Sampieri. Depois na Fundação Educacional, e após desenvolvendo suas atividades no Edifício Paulistana (rua Batista de Carvalho), foi para a Avenida Rodrigues Alves, até que merecesse prédio apropriado, onde funciona até hoje.

Na foto abaixo temos o General Américo Marinho Lutz ao lado do Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, durante a solenidade de inauguração das novas instalações do Aeroclube de Bauru, em 1945.  A foto é de antes da solenidade de inauguração das novas instalações do então aeroporto principal da cidade. Também veio a Bauru, para a solenidade, o Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, além de muitas outras personalidades.

18Foi quando Bauru viveu momentos de intensa vibração. Foram inaugurados: a sede, suas oficinas mecânicas, prolongamento da pista e outras melhorias que colocaram nosso clube e escola como um dos mais modernos do interior.  Desde as primeiras horas da manhã Bauru vivia um aspecto festivo, pois além das solenidades que iriam acontecer, imponente recepção foi preparada para o titular do Ministério da Aeronáutica.

Na foto abaixo temos o Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, fazendo um discurso durante o banquete em comemoração, tendo a sua esposa à sua direita, depois o Príncipe João de Orleans e Bragança e senhora, o General Américo Marinho Lutz e à sua esquerda o Embaixador da Bolívia, com esposa.20Com denominação de 7º Grupo Escolar foi criada por decreto assinado em 10 de julho de 1945 e instalada no dia 17 do mesmo mês, a atual EEPG Mercedes Paz Bueno, que começou a funcionar com quatro classes em prédio cedido, na Vila Cardia. Depois passou a atuar na Escola Paroquial Santa Maria, anexa à Igreja de São Sebastião, também em Vila Cardia. Por fim transferiu-se para as atuais instalações.
Seu primeiro corpo docente foi assim formado: Aracy Santinho Barbieri, Dalila Baptistela Rocha, Deborah de Pádua Melo Neves, Haidée de Souza (depois Nascimento), Oriene Graziani, Sebastiana Rodrigues e a servente era Genebra Paschoal.

Dentro das comemorações de mais um aniversário de Bauru, um evento esportivo de grande repercussão aconteceu no dia 5 de agosto de 1945, quando foi formada uma seleção entre os jogadores do Esporte Clube Noroeste e do então Lusitana F.C. (depois B.A.C.), para enfrentar o poderoso São Paulo F.C.
O time bauruense jogou assim: Amélio, Borracha, e Irineu. Chocolate, Pedrinho e Godê. Ferreirinha, Crisanto (Clóvis), Adolfrises, Vicente e Nico. O São Paulo veio com King, Renga e Castanheira. Armando, Zarzur e Jacob. Ministro, Luizinho, André, Américo e Pardal. A vitória foi do time paulistano por 2 a 1.

Na década de quarenta Bauru também vivia em função das iniciativas particulares quanto a um maior incentivo ao esporte amador nas diferentes modalidades, em especial por conta de Antonio Garcia, empresário do setor comercial.

Em 12 de agosto de 1945 a cidade viveu momentos festivos, com a inauguração de uma moderna quadra para a prática do basquete, iniciativa que veio dar maior impulso a esse esporte em nossa cidade.. Deu-se nas instalações da Piscina Recreio, da família Arenas.

O retorno de bauruenses da 2ª guerra

fc87 (2)No dia 7 de setembro de 1945 aconteceram em Bauru as solenidades dedicadas aos pracinhas bauruenses que lutaram nos campos de batalha da Itália, por ocasião da II Grande Guerra, transcorrida de 1.939 a 1.945.

Às 17 horas teve início um desfile, quando os sinos de todas as Igrejas foram acionados, com sirenes e apitos das nossas indústrias promovendo o barulho comemorativo. À noite houve uma marcha luminosa na Avenida Rodrigues Alves, culminando com um belíssimo espetáculo pirotécnico (foto acima).

Se hoje temos o Centro do Professorado Paulista, com uma regional em Bauru, lembremos que na década de quarenta, mais precisamente no dia 26 de maio de 1946, houve importante reunião no então Grupo Escolar Rodrigues de Abreu, quando foi fundada a Associação Bauruense dos Professores, entidade que congregava mestres dos diversos setores de ensino. A comissão que estudou a constituição do órgão estava assim formada: Elias D’Anunzziatta, Clemente II Pinho, Carlos Correia Vianna, José Ranieri e Germano Barreto Melchert.

Em 1946, por ocasião do cinquentenário de Bauru, surge  a ideia para a formação de um orfeão, surgindo a indicação da professora Terezinha Bortone Correia para conduzir e permanecendo à frente do mesmo por muitos anos.

Foi assim que despontou o Orfeão Guedes de Azevedo, cuja primeira apresentação aconteceu no dia 1º de agosto de 1946. A partir daquela data, sempre no dia 22 de novembro (dia de Santa Cecília – a padroeira da música), o grupo passou a se apresentar para o público, com memoráveis audições.

No campeonato de futebol de 1946, no dia 9 de fevereiro de 1947, houve um jogão, com Bauru enfrentando o Cruzeiro, da cidade do mesmo nome (Vale do Paraíba). O ex-Lusitana conquistou o título de campeão do Interior, derrotando o seu adversário por 4 a 1.

O time do BAC, naquela partida, foi assim formado: Zinho, Borracha e Gino Bacci, Biguá, Pedrinho e Dinho. Ditinho, Serrano, Dondinho, Vicente e demais. Posteriormente o BAC derrotou e empatou com o SAMS (2 a zero e 2 a 2), alcançando o título de campeão amador (semi-profissionalismo) do Estado.

fc52 (5)Em 1947 a diretoria do Automóvel Clube preparava uma série de solenidades para inaugurar as várias reformas que haviam sido introduzidas no “Palácio Encantado”. O artista Antônio Ponce Paz teve a ideia de criar uma entidade que congregasse todos os artistas plásticos da cidade. No dia 13 de maio daquele ano era fundada a União Bauruense de Artes Plásticas, que diante sua atuação, em 24 de agosto de 1948, o prefeito Octávio Pinheiro Brisolla instituiu o Salão Oficial de Belas Artes, que anualmente passou acontecer sempre a partir de 1º de agosto, data do aniversário da cidade, no Automóvel Clube.

No dia 15 de junho de 1947 a nossa cidade recebeu a primeira composição da Companhia Paulista de Estrada de Ferro, trafegando por bitola larga. Muitas comemorações aconteceram, inclusive banquete, e até para comemorar dez anos daquela viagem histórica (1937), quando uma comitiva de bauruenses e pessoas da região foram a São Paulo solicitar para que o importante melhoramento chegasse a Bauru, visando ligação entre Bauru e São Paulo por ferrovia. A comitiva bauruense, naquela oportunidade, foi capitaneada por José da Silva Martha.

No dia 9 de novembro de 1947 Bauru viveu um momento histórico, com realização da primeira eleição municipal, após a queda de Getúlio Vargas e do seu Estado Novo, implantado em 1937. Foi quando Bauru chegou a ser notícia nacional, porque sete candidatos pleitearam o cargo de Prefeito, que disputaram votos de 10.643 eleitores (houve uma abstenção de 25%.) Venceu o advogado Octávio Pinheiro Brisolla, que já havia sido o prefeito de 1918 a 1921, com um total de 2.261 votos. Pela ordem vieram: João Simonetti (2.068 votos), José Rodrigues Gonçalves (1.750 votos), Breno Ribas (1.718), Darcy César Improta (1.403), José Lemos de Almeida (677) e Jurandir Bueno (321 votos).

O dia 21 de abril de 1949 foi dos mais festivos no campo esportivo, porque o E.C. Noroeste inaugurou a iluminação do seu estádio. Para comemorar, o alvirrubro enfrentou o Sport Club Corinthians Paulista, que venceu o time bauruense por 4 a 2. Esse importante melhoramento demonstrou a força de Bauru, pois poucas eram as agremiações do Interior que possuíam os seus campos de futebol iluminados.

Leia a obra que contempla o período compreendido entre a Boca do Sertão até os anos 1.940, clicando aqui.

Vamos à década compreendida entre 1.950 a 1.960. Clique aqui para chegar lá.

(*) Por Renato Cardoso, que é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

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