Bauru atinge 371.690 habitantes, conforme IBGE

A publicação reflete na vinda de mais recursos do Estado e União, que levam o dado demográfico em conta.

Bauru chega a 371.690 habitantes, segundo estimativa populacional divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Só nos últimos 12 meses, a cidade ganhou 2.322 novos moradores. No ano passado (2.016), conforme publicação do mesmo IBGE, o estudo havia apontado a existência de 369.368 habitantes no município.

A elevação no número de habitantes representa 0,63% em relação ao ano anterior, sendo praticamente a mesma taxa registrada ao longo dos últimos anos.

Em 2014, o índice foi de 0,69%; em 2015, de 0,66%; e, em 2016, de 0,65%.

Olhando para os índices acima, chegamos à conclusão de que há uma estabilização que, mesmo assim, tem trazido benefícios à cidade, que apareceu, neste ano, em 38.º lugar entre as melhores grandes cidades do Brasil para viver, em levantamento elaborado pela empresa de consultoria Macroplan.

Bauru foi classificada como 14.ª no ranking entre os municípios mais populosos com melhor estrutura para garantir qualidade de vida à Terceira Idade, conforme divulgação do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon e Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas.

A informação chega num ótimo momento, quando em nível nacional se vive um momento de crise, com as restrições orçamentárias que são uma consequência inevitável, por não ter havido explosão demográfica ao longo dos últimos anos, podendo estar aí um fator decisivo para a cidade aparecer em uma posição destacada quanto às condições de vida oferecidas à população.

“O crescimento gradativo contribui para o poder público planejar melhor a cidade no longo prazo e conseguir ampliar os serviços, como escolas, habitação e o atendimento de saúde, de acordo com a expansão do município”, pondera a respeito, o prefeito Clodoaldo Gazzetta.

Conforme aponta o chefe do Executivo, a cidade não tem registrado índices negativos, motivados por êxodo populacional, nos últimos anos. “É algo que poderia ter sido provocado pela redução do nível de emprego, embora esta seja realidade no País inteiro”, comenta.

“É evidente que, neste aspecto, há uma barreira a ser vencida e estamos trabalhando, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Renda, para capacitar os moradores que estão fora do mercado de trabalho para se tornarem mão de obra nas empresas que irão se instalar aqui no curto prazo”, detalha o prefeito.

O crescimento de Bauru entre 2016 e 2017 foi menor do que a taxa nacional, de 0,77%. O percentual registrado pela cidade também foi inferior ao de municípios de mesmo porte como Franca (0,73%), Piracicaba (0,74%), Rio Preto (0,90%) e Jundiaí (0,93%). Já na região (veja quadro acima), as variações oscilaram entre -0,9% (Uru) e 3,64% (Balbinos).

Conforme publicação, o economista Mauro Gallo avalia os aspectos positivos de Bauru não estar no topo do ranking entre as cidades que registram maior crescimento populacional. Ele lembra que, diante da crise econômica, os serviços públicos em saúde e educação já foram “naturalmente” sobrecarregados pela saída de moradores de escolas particulares e convênios médicos.

“E os municípios estão em dificuldades financeiras, com receitas em queda. Se o crescimento no número de habitantes fosse muito rápido, a situação para a população seria muito pior”, observa o economista, que lembra que, em um futuro não muito distante, a exemplo do que já ocorre em países mais antigos, como os europeus, o Brasil deverá começar a encolher e a população mais envelhecida, o que representará mais gente na dependência da previdência pública e privada e menor número de habitantes a produzir, decorrendo no PIB local. .

Este fenômeno – chamado tecnicamente de crescimento negativo – deverá ser verificado a partir de 2044, quando o País chegar ao limite de 228,3 milhões de habitantes. A estimativa divulgada ontem contabilizou 207,7 milhões de brasileiros.

Conforme Mauro Gallo, em publicação, Bauru reúne características que “contribuem para fixar moradores” dentro de um ritmo de crescimento estável. Além de ser cidade de médio porte, com boa gama de serviços e maior segurança na comparação com regiões metropolitanas, possui localização estratégica no mapa do Estado “e é também polo educacional”.

Vale levar em conta que pessoas de outras cidades que permanecem em Bauru por alguns anos para estudar não são contabilizadas nas estatísticas do IBGE. Mesmo assim, Gallo salienta que, justamente pelos atrativos oferecidos, muitas delas acabam se estabelecendo definitivamente na cidade. “É claro que não é a maioria, mas, considerando o número instituições de ensino em Bauru, não são poucas pessoas”, completa.

Pelo mapa que ilustra esta publicação, temos o atual número de habitantes de municípios da região (clique no mesmo para ampliar).

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(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista.

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