Ação invade as telas dos cinemas de Bauru

Acompanhando lançamento nacional de altíssima divulgação, os cinemas de Bauru estão a exibir o tão aguardado A Vigilante do Amanhã: Ghost In The Shell.


O filme é de ação, ficção científica e tem no elenco Scarlett Johansson, Pilou Asbæk, Takeshi Kitano mais.

A trama passa num mundo pós 2029, onde cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Motoko Kusanagi, conhecida como Major, é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

Li no Omelete: “Conforme sinopse, em um mundo pós-2029, é bastante comum o aperfeiçoamento do corpo humano a partir de inserções tecnológicas. O ápice desta evolução é a Major Mira Killian (Scarlett Johansson), que teve seu cérebro transplantado para um corpo inteiramente construído pela Hanka Corporation. Considerada o futuro da empresa, Major logo é inserida no Section 9, um departamento da polícia local. Lá ela passa a combater o crime, sob o comando de Aramaki (Takeshi Kitano) e tendo Batou (Pilou Asbaek) como parceiro. Só que, em meio à investigação sobre o assassinato de executivos da Hanka, ela começa a perceber certas falhas em sua programação que a fazem ter vislumbres do passado quando era inteiramente humana.”

Major, uma agente de um grupo anti terrorista que luta contra ameaças não apenas físicas mas digitais, em um futuro no qual grande parte da população possui implantes robóticos e está sujeita a hackers tal qual computadores.

O G! diz que Scarlett Johansson faz bom trabalho como protagonista, em adaptação de mangá e animação clássicos que se complica ao utilizar ‘whitewashing’ na própria trama. “A vigilante do amanhã: Ghost in the shell” tem um exterior extremamente arrojado, é visualmente atraente e muito eficaz em momentos de ação, mas em seu interior parece faltar alguma coisa. O filme, que adapta a saga clássica criada por Masamune Shirow em 1989, estreia nesta quinta-feira (30) no Brasil (incluindo Bauru) enquanto enfrenta grandes expectativas e mais uma chuva de acusações de “embranquecimento” (ou “whitewashing”) de seus protagonistas.

Pincei do site Jovem Nerd (continue lendo ao clicar ao lado – link): ”

“Não somos definidos por nossas lembranças. O que fazemos é o que nos define”. O pensamento, enunciado em dois momentos distintos, resume o tema principal de A Vigilante do Amanhã: Ghost in the Shell — a motivação da protagonista ao longo de toda a trama é a busca pela identidade. E essa é, em muitos aspectos, uma questão importante para o próprio filme.

Lançado em 1995, o anime Ghost in the Shell, com roteiro de Kazunori Ito e direção de Mamoru Oshii, é tido como um dos mais influentes do gênero. Ainda assim, difere significativamente de sua fonte, o mangá homônimo de Masamune Shirow, publicado entre 1989 e 1990. As mudanças são justificáveis — seria impraticável comprimir o amplo espectro de assuntos abordados nos quadrinhos de Shirow em um longa-metragem, ao mesmo tempo que os interlúdios cômicos presentes no mangá dificilmente combinariam com a temática existencialista que Ito e Oshii decidiram explorar. Ora, se o anime pode ser analisado como obra distinta do material original, é justo tentar fazer o mesmo com a adaptação live-action dirigida por Rupert Sanders.

Egresso do mercado publicitário, o cineasta inglês se sai bem no aspecto visual. Sua ambientação de uma metrópole anônima em um futuro distópico ecoa Blade Runner (1982) e o anime Akira (1988) — algo natural, já que ambos são modelos da estética cyberpunk —, mas oferece algum frescor. O mesmo pode ser dito do design de personagens, em especial, as ameaçadoras gueixas-robôs. Já as sequências de ação, apesar de bem executadas tecnicamente, carecem desse toque de originalidade — uma exceção é a empolgante luta na boate (pole fighting?).”