A Vila Vicentina de Bauru

A Vila Vicentina Abrigo para Velhos atende hoje 49 idosos entre homens e mulheres, com moradia, alimentação, lazer, oficinas de artesanato entre outras atividades, e profissionais 24 horas que prestam todos os cuidados necessários para o bem-estar de casa idoso.

DSC_0001Atende, também, 20 idosos entre homens e mulheres no Centro Dia, que vem passar o dia na instituição, e recebem alimentação, participam de oficinas de artesanato, passeios, com profissionais que prestam todos os cuidados necessários.

Para qualquer informação de como o idoso pode ser acolhido ou participar do Centro Dia, procurar o CREAS na Rua Alfredo Maia, quadra 1, acompanhado do idoso para avaliação das Assistentes Sociais e se houver a necessidade fazem o encaminhamento para a Vila Vicentina, se houver vagas.

Centro Dia de Referência da Pessoa Idosa

O Centro Dia é um serviço da rede socioassistencial destinado à atenção diurna da pessoa idosa através do fortalecimento de vínculos, estimulo à autonomia, inclusão social, acolhida, escuta, orientações sobre autocuidado, apoio no desenvolvimento do convívio familiar, grupal e social, fortalecimento de redes comunitárias de apoio, identificação e acesso a tecnologias assistivas e informações aos cuidadores e/ou familiares com vistas a favorecer a autonomia e autoestima dos usuários.

Público Alvo

Idosos a partir de 60 anos, em situação de vulnerabilidade ou risco, abandono, isolamento social, e cuja condição requeira o auxilio de pessoas ou de equipamentos especiais para realização de atividade diária, tais como, alimentação, mobilidade, higiene, sem comprometimento cognitivo ou com alteração cognitiva controlada (graus de dependência I e II segundo ANVISA).

Meta de Atendimento

30 idosos

Abrigo

Detalhamento do Projeto

A Vila Vicentina vai além de ser apenas uma abrigo.
A instituição oferece cuidados nas áreas nutricional, médica, enfermagem, fisioterápica, recreativa, social e psicológica.

Realizamos atendimentos interventivos com orientações no que tangem direitos e deveres dos idosos e familiares, passeios para integração na comunidade, encaminhamentos para rede socioassistencial e busca ativa dos familiares com vínculos rompidos. Uma das dificuldades da entidade é com atendimento na rede pública de saúde, devido grande demanda de exames e atendimentos de urgência.

A evangelização fica por conta de missas e celebrações na Capela da Vila Vicentina, que recebe sacerdotes, pastorais e ministros da eucaristia para a realização da comunhão e orações junto aos idosos.

Meta de Atendimento

50 idosos

COMO SURGIU A SSVP?

A Sociedade São Vicente de Paulo foi fundada sob a inspiração de São Vicente de Paulo, por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, no ano de 1.833, em Paris. Esta Entidade, com o correr do tempo, se constituiu em uma fortaleza na defesa dos direitos humanos dos excluídos, zelando pelo restabelecimento do respeito contra as discriminações e violências, buscando evangelizar o homem, protestando contra as injustiças e atuando na salvaguarda da cidadania.

A SSVP acha-se aberta, ecumenicamente, a todas as pessoas de religião cristã desejosas de viver sua fé, testemunhando o amor de Cristo aos mais necessitados, por meio da evangelização e da disponibilidade de servir. Trata-se de uma organização internacional filiada à família vicentina que, no Brasil, está colocada sob a proteção da bem-aventurada Virgem Maria, buscando, através da oração e da ação, diminuir o sofrimento, independentemente de raça, sexo, nacionalidade, credo religioso ou convicção política.

Enfim, os membros da SSVP formam um grupo social que privilegia a defesa dos direitos do homem e o respeito à dignidade, permanecendo alerta às discriminações e violência, buscando sempre aos parâmetros ideais de justiça e solidariedade, imbuídos do espírito de simplicidade e do apostolado cristão, facilitadores da relação fraterna com os irmãos que se encontram em adversidade.

historiafoto da vila antiga
Antiga Foto Aérea da Vila Vicentina

HISTÓRIA DA VILA VICENTINA – BAURU

Reuniram-se os vicentinos, (pouco mais de 40 na época) e dirigiram um MANIFESTO APELO A POPULAÇÃO DE BAURU, manifesto este assinado por todas as Autoridades Religiosas, Civis e Militares e desse Manifesto destacamos o seguinte:
Foi organizada uma comissão a fim de arrecadar fundos para a construção da Vila Vicentina. Conseguiram Cr. $ 12.100,00, e dessa semente brotou a frondosa árvore que hoje acolhe 80 idosos. Outras campanhas foram feitas, mas onde e quem daria o terreno necessário? Com o crescimento de Bauru, os terrenos se valorizavam, mas almas caridosas em auxílio dos vicentinos. E na região lesta da cidade, um lindo terreno com mais de 3 alqueires foram doados pelos beneméritos, Diogenes Garcia, Antônio Galvão de Castro e Benedicta Cardoso Madureira.

Terreno este, onde foi construído 2 pavilhões femininos, 2 pavilhões masculinos e 1 enfermaria, além do pátio, cozinha, lavanderia, escritório e demais dependências.

O atendimento prestado pelo Abrigo vai muito além do residencial e alimentar, atualmente os idosos são atendidos na área de saúde: na área médica e medicamentosa, fisioterapêutica, odontológica; psicológica; social; recreação/lazer/ descontração; Religioso, graças a colaboração das irmãs da congregação do Sagrado Coração de Jesus, que desde o início de nossas atividades são grandes parceiras da comunidade vicentina de Bauru.

A data exata de fundação do Abrigo foi dia 01/03/1940, sendo que hoje é administrada por uma diretoria composta de 25 membros, todos vicentinos, realizando voluntariamente suas atividades.

Também conta com a colaboração de 04 irmãs da Congregação do Sagrado Coração de Jesus, que auxilia na coordenação das atividades da vida diária.

Conta ainda com 02 médicos voluntários, e ainda uma parceria com a Universidade de sagrado Coração de Jesus e Centrinho, que mantém profissionais e estagiários no Abrigo da área de fisioterapia e odontologia, sendo que tais iniciativas levaram à um aumento da qualidade de vida dos idosos atendidos.

CAPELA DA VILA VICENTINA

No início as atividades religiosas eram realizadas em um altar improvisado no salão de refeitório, o que era difícil reunir os idosos e a comunidade.

Para solucionar este problema, a diretoria de 1957-1961, organizou uma rifa de um carro, arrecadando o dinheiro para a construção da nova capela, com este dinheiro, foi construída a nova Igreja de São Vicente, na Vila Vicentina e inaugurada festivamente no dia 9 de maio de 1.961, celebrando a 1.ª missa o Revdo. Frei Elias Huppe, as imagens e decorações foram adquiridas todas através de doações.

1º CHURRASCO DA VILA VICENTINA

Esse churrasco foi servido no único salão de refeitório, o espetinho como churrasco, um pãozinho e um cálice de batida custavam Cr. $ 10,00. Iniciado às 14 horas, às 17 horas, não tinha mais ninguém na Vila vicentina e sobrou muita carne, nesse mesmo dia, foi inaugurado o salão principal.

O resultado foi pequeno, mas o fim principal tinha sido alcançado, levar o povo para conhecer a Vila Vicentina, a experiência valeu, tanto que no 1.º Churrasco foi abatido um boi, e em 1.980 foram 45 bois.

Os doadores de bois tem sido formidáveis, o comércio, a indústria e o povo em geral, foram aumentando suas contribuições, e a Vila Vicentina, tornou-se conhecida.

Atualmente não se abate mais bois, mas no churrasco tradicional, são consumidas 3.000 kg. de carne, além de doces, salgados e bebidas, tornando-se um evento tradicional e que faz parte do calendário turístico do Estado.

20140720_105812 (1)O evento é prestigiado por toda a região de Bauru e o movimento promove a ida de próximo a 40 mil pessoas ao local, quer para comer ou levar pra casa o delicioso churrasco (foto acima de voluntários).

13524349_506743712864735_5931045243156187932_nVoluntários sempre presentes dando sentido de vida aos idosos

REVOADA VICENTINA

Foi o saudoso confrade, prof. José de Moraes de Pacheco, o idealizador e organizador da primeira Revoada Vicentina. A vila Vicentina, no inicio, com grande dificuldade, levantava as paredes do salão principal e o dinheiro do caixa tinha se esgotado. Era necessário arrumar um jeito de pagar o material e os pedreiros, e não se sabia como fazer. O povo de Bauru e mesmo muitos vicentinos viam, com pessimismo, o surgimento desta obra tão distante da cidade e numa época de dificuldades.

Depois de uma reunião realizada na Vila Vicentina, vinham diversos vicentinos, inclusive o prof. José de Moraes de Pacheco, quando este parou e disse triunfante, como se provesse o sucesso que tal idéia provocaria para resolver a crise que assustava a todos o vicentinos;

– Faremos uma revoada vicentina, imitaremos uma revoada de pombos. Sairemos do pombal, que será a minha casa, e daí visitaremos casa por casa de Bauru para recolher donativos.

No dia seguinte, começou a propaganda pelas ondas da PRG-8 e pelos jornais. Senhoras da nossa sociedade e alguns vicentinos incentivavam o povo para cooperar com a Vila Vicentina Abrigo Para Velhos. Cada orador levantava uma frase titular . “Não decepcione os vicentinos. – A Vila Vicentina é uma obra necessária em nossa cidade. À prova mais de uma vez a caridade do povo bauruense. – Dê ao menos o valor de um tijolo. – Quem tiver mais, dê mais. Quem tiver menos, dê menos. Etc.

Depois da propaganda feita pela PRG-8 e os jornais, no dia marcado mais de 100 vicentinos se postavam em frente á casa do prof. Pacheco. Cada um escolheu o seu setor e seus companheiros. Houve uma verdadeira porfia-caridosa, e á tarde os vicentinos voltaram com o resultado da coleta, ouvindo-se muitas perguntas:

– Quanto você recolheu? Só dois contos e duzentos! E você?

O saudoso confrade Manoel Domingos de Oliveira, todo eufórico, com um largo sorriso nos lábios e com a sua voz macia, repetiu diversas vezes. “A minha Vila Falcão rendeu quatro contos e trezentos!”

O total recolhido na primeira campanha vicentina foi de Cr$ 17.621,59. Era pouco, mas estava plantada a árvore que seria e é até hoje uma das principais fontes de renda para a manutenção da Vila Vicentina.

Hoje ela está bem organizada, todos os setores da cidade são visitados e o povo já se acostumou com a tradicional campanha dos vicentinos e contribui generosamente. Este povo sabe que os 92 velhinhos ali internados em grande parte dependem de sua ajuda.

Atualmente estamos na 54ª Revoada Vicentina e esta campanha é realizada tradicionalmente em Outubro de cada ano.

TELEMARKETING

A Vila Vicentina, está em funcionamento desde 01/03/1940 e de lá pra cá, todas as Campanhas realizadas à princípio foram para a construção dos prédios e atualmente vem sendo para garantir os serviços prestados aos idosos assistidos.

Porém, hoje, após 62 anos de atividade, estamos passando por modificações, onde contratamos enfermeiros, assistente social e funcionários para melhorar o atendimento.

Além disso, necessitamos de reformas e adquirir equipamentos com ambulância, para assim, efetivar a melhoria de vida dos idosos residentes no Abrigo.

Dessa maneira, iniciamos o serviço de Telemarketing, com o objetivo de arrecadar donativos mensalmente e assim investir em reformas e ampliação do nosso atendimento.

O Telemarketing iniciou no dia 14/05/2001, com 12 funcionários.

Diante o exposto, percebemos o quanto os vicentinos vem se esforçando desde 1.940, para assegurar aos seus idosos assistidos, dignidade, respeito e qualidade de vida.

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