Bauru, da Boca do Sertão a 1.960

A história de Bauru está atrelada a um movimento nacional que começou a partir da proposta de se ter uma travessia que cortasse todo o Estado de São Paulo mais o Mato Grosso e países vizinhos, permitindo a interligação dos oceanos Atlântico e Pacífico e tendo nossa cidade como entroncamento de pelo menos três estradas de ferro.

Nesta edição contamos a história de Bauru até 1.940, já no propósito de continuarmos nossa narrativa por décadas até chegarmos ao ano 2.000. O resultado desse trabalho será convertido em livro a ser editado no formato tradicional e na plataforma digital. Somos gratos a quem nos enviar informações importantes acerca de acontecimentos a partir da década de 40 e mesmo visando enriquecer o que publicamos a seguir.

Vamos começar do começo.

Vamos nos situar na capital paulista, a partir da qual se projetou o avançar rumo ao sertão (hoje interior do Estado), isso pelo idos de 1.820, quando começaram as conquistas do interior, daí os municípios mais próximos da capital paulista terem sido fundados antes de nossa Bauru. A seguir os desbravadores seguiram rumo à nossa região e assim indo à toda extensão centro-oeste. A fundação dos municípios do Estado de São Paulo e estados mais a oeste se deram na ordem cronológica, o que nos permite o avançar do desbravamento pelos chamados bandeirantes paulistas.

Se formos conferir a data de fundação de municípios próximos à nossa capital, nos situaremos no tempo e nos veremos invadindo o sertão, num desbravar que consistiu em derrubada de mata, confronto com os nativos (índios Caigangues) e todas as dificuldades próprias no enfrentamento de um bandeirante.

Século XVIII

Na Boca do Sertão vai surgindo nossa Bauru, com o avanço dos bandeirantes, enfrentando os índios e outras adversidades.

Depois de Botucatu e além da serra de Agudos, haviam as terras de Bauru, assim chamadas pelos índios Caigangues, que as defendiam valorosamente, em princípio e meados do século XVIII.

O nome Bauru merece, ao longo da história, várias teorias para explicação de sua origem, sendo uma das mais aceitas a defendida por Ismael Marinho Falcão, um engenheiro que conviveu durante muitos anos com os índios que habitavam a região. Segundo ele, a região era chamada “ubauru”, em razão da existência de grande quantidade de uma planta herbácea chamada ubá’, utilizada na confecção de cestos e balaios, e de uru’, ave rasteira da família das galináceas. Há quem defenda que o nome vem de mbai-yuru’, que significa cachoeiras, rio em forte declive; ou de ybá’ e uru’, cesta de frutas; ou ainda de bauruz’, como eram chamados os índios que habitavam às margens do rio Batalha.

Foi quando a política do governo imperial decidiu incentivar a ocupação do interior do território brasileiro, dando posse a quem requeresse em terras devolutas para desenvolver a produção, estimulando assim os aventureiros e colonos a se embrenharem pelos sertões, abrindo fazendas de gado e, no interior da província de São Paulo, plantando café, o ouro preto.

Entre os primeiros a enfrentar a resistência dos Caingangues estão Sebastião Pereira e Pedro Francisco Pinto, e mais tarde Mariano José da Costa e João Batista Monteiro. Isso nos idos de 1.830, quando penetraram a região de Bauru, seguindo pelo rio Batalha.

Porém o processo de ocupação mesmo começa a tomar força por volta de 1856, com a chegada de Felicíssimo Antonio de Souza Pereira e Antonio Teixeira Espírito Santo, que após conquistas ao longo da região mencionada, se estabelecerem nesta região e iniciaram um difícil trabalho que consistiu na derrubada das matas seculares, erguendo em seu lugar paliçadas rústicas e levantaram casebres para que pudessem alojar suas famílias.

Foi assim que se deu o começo da terra recém-conquistada, com o início de diferentes plantações. Para garantir sua propriedade, Felicíssimo Antônio de Souza Pereira se deslocou até Botucatu, numa viagem demorada, e lá registrou a posse, colocando no final do documento o seguinte teor: “Bauru, 15 de abril de 1856” e foi aí que pela primeira vez que o nome de Bauru, como povoado, aparecia em um documento oficial.

Começava desta maneira a surgir a Vila de Bauru, um lugarejo modesto, humilde, mas que tinha tudo para expandir e transformar-se na grande cidade que é hoje. Chegavam novos moradores, parentes e conhecidos daqueles dois desbravadores considerados os fundadores de nossa cidade.

Azarias Ferreira Leite, nascido na localidade de Lavras, Minas Gerais, no dia 8 de dezembro de 1866 aqui chegou pela primeira vez na segunda metade do século XVIII, tendo retornado em outras ocasiões para, em 1888, radicar-se definitivamente com sua mulher Vicentina, filha de outro influente pioneiro – João Batista de Araújo Leite – que com ele veio  (era tio e sogro de Azarias).

Novos colonos surgiram, atraídos pela fecundidade do sertão de Bauru para aventurar fortuna. A lavoura cresceu e onde anteriormente eram matagais, começava a surgir o verdor das plantações enfileiradas (café). Foi o início da marcha para as regiões central e oeste do Estado, no desabrochar de uma esperança. De diferentes pontos do território brasileiro chegavam homens destemidos e até mesmo representantes de outros povos que para o Brasil imigravam e para Bauru vinham e formando assim aquela mescla de raças que se alicerçava na pequenina localidade, sendo a base da miscigenação de nosso povo.

Nossa modesta vila era subordinada ao município de Fortaleza (próximo de Agudos), criado em 1887, cuja instalação aconteceu no dia 7 de janeiro de 1889.

Bauru progredia e as quatro léguas que separavam o lugarejo nascente da sede do município, eram um entrave ao seu progresso, principalmente quanto às dificuldades para a legalização de qualquer ato. Por esse motivo, um movimento emancipador começava a ganhar força, até que em 1888 a Câmara Municipal de Lençóis, a cujo município Bauru pertencia, por proposta que partiu do vereador Faustino Ribeiro da Silva, então presidente da edilidade daquela cidade, foi nomeado arruador para o patrimônio de Bauru o cidadão Vicente Ferreira de Faria.

A ele coube tomar as primeiras providências que diziam respeito à urbanização da vila, delineando ruas e determinando o alinhamento das casas. O trecho da estrada onde já existiam construções passou a ser chamado de rua principal. As primeiras casas se localizavam na altura dos quarteirões 4, 5, 6, 7 e 8 da rua Araújo Leite. Foi ali o centro comercial dos primórdios de Bauru.

Quanto à vida religiosa da terra bauruense, salientamos que foi ainda em 1888 que Faustino Ribeiro da Silva solicitou à Câmara Municipal de Lençóis um auxílio financeiro para o começo da construção de uma igreja, finalmente erguida sobre quatro vigas de aroeira. Foi quando nasceu o primeiro templo católico dedicado ao Espírito Santo, onde os bauruenses expressavam sua religiosidade.

A igrejinha estava entre a atual porta principal da hoje Catedral e o coreto, por onde posteriormente veio a passar a rua Batista de Carvalho, visto a demolição do lendário templo em 1913. Foi quando ocorreu aquilo que ficou para a história como “Bauru excomungada”, diante da reação do bispado ao qual a igreja católica se submetia, com sede em Botucatu (será alvo de comentário mais à frente).

É bom lembrar que o primeiro sinal de religiosidade da então vila de Bauru surgiu com o erguimento de uma cruz, nos idos de 1886, bem defronte à atual catedral, no então Largo Municipal ou Jardim Público, que a partir de 1923 recebeu a denominação mantida até hoje, ou seja, Praça Rui Barbosa, dando assim o início da história da Paróquia do Divino Espírito Santo. Daremos espaço para a história da praça.fc95 (4)Sempre lutando por Bauru, Araújo Leite e Azarias Leite viajaram para São Paulo em 1893 e lá procuraram os seus amigos de maior prestígio, quando demonstraram o desenvolvimento e as possibilidades da região de Bauru, pedindo que entrassem em contato com as autoridades a fim de que fosse criado um Distrito de Paz na cidade.

Apesar da séria oposição de Lençóis e Fortaleza, finalmente, no dia 30 de agosto de 1893, o Dr. Bernardino de Campos, presidente do Estado de São Paulo, promulgou a Lei nº 209, que criou um Distrito de Paz na povoação de Bauru, anexa ao município da vila de Fortaleza.

Aconteceram então as eleições para a escolha do primeiro Juiz de Paz bauruense e nada mais justo a preferência recair na pessoa de João Baptista de Araújo Leite, nome este sufragado por unanimidade.

A instalação do Distrito aconteceu festivamente no dia 6 de julho de 1894, numa das salas da residência de Manoel Jacynto Bastos, em frente ao cruzeiro que este ajudara a levantar na Praça Rui Barbosa, do lado da hoje Rua Gustavo Maciel.

Outro fato importante para a vida bauruense estava por acontecer, visto que o modesto povoado iria realizar as suas primeiras eleições e no auge das discussões entre os políticos de Bauru e os de Fortaleza, uma composição foi proposta com os lideres de nossa cidade fingindo aceitar possibilidades para evitar confrontos mais sérios.

No Cartório de João Pedro de Oliveira funcionou a seção eleitoral do Distrito e o juiz de Paz, Araújo Leite, foi quem a presidiu sob os olhares rigorosos de uma fiscalização atenta de ambos os lados. E assim chegou-se ao final do pleito em 30 de julho de 1895, sem que houvesse um conflito.

Procedida a votação, seis bauruenses conseguem se eleger à Câmara Municipal, sendo eles: Manoel Jacynto Bastos, Domiciano Silva, João Antônio Gonçalves, José Alves de Lima, Joaquim Pedro da Silva e Francisco Pereira da Costa Ribeiro, promovendo protestos em reação pelos moradores da decadente vila de Fortaleza.
O Senado Estadual ordenou que a 7 de novembro fosse feita legalmente a apuração e a 7 de janeiro do ano seguinte os eleitos fossem empossados.

A justiça venceu e Bauru passou a comandar o domínio e a liderança no município com a conquista do legislativo. Com a eleição da Câmara Municipal bem como do intendente (prefeito) José Alves de Lima, ficaram definitivamente formados os dois poderes que iriam dirigir os destinos de Fortaleza e de Bauru.

No dia da posse outro acontecimento veio provocar reclamações dos políticos de Fortaleza, quando o edil bauruense João Antônio Gonçalves tirou do bolso um papel amarrotado com uma indicação histórica, propondo a mudança da sede do município de Fortaleza para Bauru.

Foi quando aquela Vila estava em completa decadência e total abandono, enquanto a futurosa Bauru prosperava, aumentando a sua população dia a dia, o que recomendava sua elevação a povoado, levando as autoridades a pedir para que o ato de aprovação do Estado, que ocorreu com a informação que desde este dia 7 de janeiro de 1896 se considerasse mudada para Bauru a sede da municipalidade, dando-se conhecimento ao Governo.

Após a transferência da sede, em todos os atos praticados pela Câmara Municipal figurava a denominação Município de Bauru, embora a situação ainda não contasse com a aprovação do Senado Estadual (hoje Assembléia Legislativa), que só foi concedida em 1º de agosto de 1896, depois de um trabalho constante da política e da campanha pela imprensa de São Paulo, principalmente os jornais o Estado e Correio Paulistano. Daí a data comemorativa de fundação de Bauru se dar em 1º de agosto.

Trabalharam pela aprovação no Senado Estadual o Dr. Ezequiel Ramos, que apresentou o projeto ao Dr. Cerqueira César, este então membro da Comissão Central do PRP e ao Dr. Júlio de Mesquita, do jornal Estado (hoje O Estado de São Paulo – grupo Mesquita).

Assim, naquele 1º de Agosto de 1896, o então presidente (governador) do Estado de São Paulo, Dr. Manoel Ferraz Campos Salles, sancionava a lei nº 428 do Congresso do Estado que era constituída do único e seguinte artigo: “O município de Espírito Santo de Fortaleza passa a denominar-se Bauru, mudando a sua sede para esta última povoação”.

A notícia do reconhecimento pelo Senado da situação criada pelos vereadores de Bauru foi recebida na localidade de Bom Jardim (perto de Agudos) por telegrama de José da Costa Ribeiro. O despacho foi trazido a Bauru pelo estafeta Domiciano, antigo escravo, e tinha os seguintes dizeres: “Senado aprovou a mudança da sede do município, decretando a lei de hoje, transferindo a sede”.

Transcorridos alguns anos, com Bauru sendo comandada pelo prefeito Francisco Gomes dos Santos, uma notícia iria revolucionar e transformar totalmente o destino da cidade: a construção de uma ferrovia que demandasse a Mato Grosso, ligando aquele imenso território à vida econômica da Nação. Iniciou-se aí a proposta de interligação dos oceanos Atlantico e Pacífico, que ainda hoje é sonho dos brasileiros e povo dos países vizinhos a oeste. Saliente-se que ainda nos últimos anos houve considerável investimento para a construção de uma estrada de ferro perpassando pela Bahia, tendo o porto de Ilhéus como ponto de partida, porém a obra paralisada.

Novas discussões no sentido estão na pauta do dia e pode ocorrer daquele sonho do início do século ser resgatado por conta da necessidade de adequação logística no mundo moderno, até para exportação de grãos produzidos no vizinho Mato Grosso e demais produtos dos estados envolvidos, com foco no porto de Santos (o mais apropriado e estruturado do País). Não será surpreso da história se repetir e nossa Bauru voltar a ser o maior entrocamento rodo-ferroviário e pluvial do País. Já temos a antiga NOB sendo conduzida por um grupo ligado à Cosan e por ironia do destino, tendo como presidente um neto de Marinho Lutz (o retorno).

Uma sugestão aconteceu primeiramente em 1852 e o estudo foi desenvolvido por meio de inúmeros projetos. Aceitando naquela oportunidade ponderações de Paulo de Frontin, em nome do Clube de Engenharia, o Governo baixou o Decreto nº 5349, de 18 de outubro de 1904, estabelecendo que a Companhia de Estradas de Ferro Noroeste do Brasil, com seu traçado definitivamente aprovado, se daria a partir da vila de Bauru, que era localizada na chamada Boca do Sertão, ou onde fosse mais conveniente no prolongamento da Estrada de Ferro Sorocabana.

fc102 (2)Depois de vários estudos, a alta direção da Companhia enviou para Bauru o engenheiro Machado de Mello, formado na Bélgica, a fim de ser iniciada imediatamente a localização da nova estrada de ferro. Ele cede seu no nome à praça defronte à estação ferroviária (foto acima).

Daí para frente uma incomum movimentação tomou conta do modesto lugarejo, visto as obras da ferrovia que tinham certa prioridade quanto ao seu término.
Mesmo tendo terras mais fracas e inférteis com relação ao resto do estado, Bauru, novo município, passou a sobreviver do cultivo do café.

Começo do século XXfc78-1 (2)Em 1906 Bauru foi escolhida como ponto de partida da ferrovia Noroeste do Brasil, ligando a cidade à Corumbá e à Bolívia e foi o suficiente então para que nossa cidade passasse a ser uma das mais pujantes, importantes e  diferenciadas de todo o País.

Nas primeiras décadas do século XX Bauru recebeu imigrantes de várias partes do mundo, com destaque para os italianos, espanhóis, portugueses e japoneses. O entroncamento rodo-ferroviário de Bauru atraiu e ainda atrai imigrantes sírios, libaneses, alemães, franceses, chineses, japoneses e outros, oriundos de diversas nacionalidades.

fc70 (3)A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi aberta em 1906, seguindo a partir de Bauru até Presidente Alves. A Sorocabana havia chegado a Bauru em 1905.

Em janeiro de 1907 atingia Lauro Müller, em 1908 Araçatuba e em 1910 atingia as margens do rio Paraná, em Jupiá, de onde atravessaria o rio, no início por balsas e depois pela ponte, visando chegar a Corumbá, na divisa com a Bolívia.

Enquanto era construída a lendária N.O.B., os trilhos da Estrada de Ferro Sorocabana chegavam a Bauru em julho de 1905, num acontecimento marcante, pois a nossa cidade finalmente estava ligada a São Paulo por uma ferrovia. A pequena vila recebeu com muita festa o importante acontecimento.

Enquanto isso, no ano seguinte, no dia 27 de setembro de 1906, a Noroeste inaugurava o seu primeiro trecho entre Bauru e Jacutinga (hoje Avaí). E a sua construção jamais sofreu solução de continuidade, apesar dos problemas com os índios que quase chegaram a paralisar as obras da influente ferrovia.

Outro fato ligado ao sistema ferroviário veio transformar Bauru em um dos mais importantes entroncamentos ferroviários da América do Sul, ou seja, a chegada, em 1910, da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
fc83 (3)Estava assim formado aquele trinômio alicerçado nas paralelas de aço (trilhos), que foi responsável pelo impressionante progresso da Sem Limites, vindo a ser o que é hoje. Pena o seu fim ocorrido de forma irresponsável e pouco republicana, que enfim será alvo de narrativa quando no momento adequado, na sequência deste trabalho que, conforme dito, será transformado em livro.

Em outros setores Bauru ganhava influentes benefícios. Foi fundada a Sociedade Dante Alighieri em 1906 e nesse mesmo ano surgiu o jornal “O Bauru”, de propriedade de Domiciano Silva, homem público que foi o segundo prefeito bauruense. Aconteceu, em 1908 a inauguração do serviço telefônico. Também em 1908 o presidente da República, Dr. Afonso Pena visitou Bauru para inaugurar mais um trecho da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Ainda em 1908, além de a Câmara Municipal inaugurar o seu prédio próprio em frente a área que viria ser a praça Rui Barbosa, a cidade ganhou o Cemitério da Saudade.

Bauru na década de 1.910 a 1.920

Em 1910 um grupo de ferroviários fundou o Esporte Clube Noroeste e naquele ano nasceu o nosso primeiro estabelecimento bancário, o Banco de Custeio Rural e foi quando aconteceu o assassinato de Azarias Leite, homem que simboliza o pioneirismo da terra bauruense. Ele batalhou para conseguir incontáveis benefícios para a cidade, inclusive a criação da Comarca, que foi uma de suas principais metas. Porém quis o destino que ele, em vida, não pudesse comemorar a conquista. Precisou ser assassinado para que a Comarca fosse um fato concreto, tendo sido criada logo depois da morte de Azarias Leite, ou seja, no dia 17 de dezembro de 1910. Sua instalação aconteceu no dia 09 de março de 1911 com a posse de nosso primeiro juiz de Direito, Rodrigo Romeiro e do primeiro promotor público, Benjamin Pinheiro.

Ainda em 1911 outro melhoramento que deu um maior impulso à cidade foi a inauguração da iluminação pública. Assim, com a conclusão dos prédios para a usina e a chegada do maquinário, no dia 16 de março de 1911 Bauru festejou o advento da iluminação. Salva de tiros, queima de fogos, execução de músicas por toda a cidade e bailes marcaram o importante acontecimento.

Gérson França, um dos vultos da política de Bauru, foi vereador e prefeito de 7 de janeiro de 1905 a 15 de janeiro de 1909. Depois de deixar a vida pública e aqui encerrar as suas atividades profissionais (era farmacêutico), mudou-se para São Paulo, onde veio a falecer em 14 de abril daquele ano.

Santa Casa e a paz no sertão da Noroeste entre índios e brancos (1912), cadeia em prédio próprio e a criação do nosso primeiro grupo escolar (1913), que recebeu a denominação de Rodrigues de Abreu, logo após a fundação da Beneficência Portuguesa em 1914. Depois houve a instalação do Banco do Brasil em 1918 e do Banco Comércio e Indústria em 1922. Houve o início de funcionamento do tradicional estabelecimento de ensino dos irmãos Guedes de Azevedo e a chegada das religiosas do Sagrado Coração de Jesus, que para cá vieram em 1926 para dar um impulso ao então Externato São José, fundado em 1922 pelo padre Francisco Wan der Mass.

Em 1912, na gestão do prefeito José Carlos de Freire Figueiredo foi implantado o primeiro serviço de abastecimento de água com obras planejadas pelo engenheiro Saint Martin. A empresa tinha a denominação de Cia. de Água e Esgotos de Bauru, hoje Departamento de Água e Esgoto, o DAE.

A história da terra bauruense é repleta de lances emocionantes e se hoje vivemos numa cidade tranquila e hospitaleira, devemos isso aos pioneiros, homens que se sacrificaram para que pudéssemos desfrutar de tudo que temos aí. Desde a década dos anos 20 até fins dos anos 30 do século passado, nossa Bauru viveu uma fase das mais importantes, com implantação de incontáveis benefícios que serviram para alicerçar o progresso sempre contagiante da “Sem Limites”.

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Década de 1.020 a 1.930

Em 1923 as nossas autoridades começaram a pensar seriamente no início do serviço, cujo benefício aconteceu a partir de 1924, face a aprovação no Legislativo, no dia 29 de outubro de 1923, da autorização do prefeito José (Juquinha) Gomes Duarte, para publicar o edital de concorrência do “sarjeteamento” e calçamento das principais ruas bauruenses (acima apenas como referência, sendo os primeiros quarteirões da Rua Araújo Leite, mencionados no início desta narrativa).

Foi no dia primeiro de agosto de 1926 que a comissão organizadora do Bauru Tênis Clube realizou uma Assembléia Geral para eleger a primeira diretoria, que teve como o seu primeiro presidente o médico Gerônimo de Cunto Júnior.

No dia 6 de setembro de 1927 aconteceu a criação do então 4º Batalhão de Caçadores (hoje 4º B.P.M.I.), que passou a colaborar com os poderes constituídos da cidade em prol da ordem e disciplina. Foi em 1927 que Bauru prestou as derradeiras homenagens ao poeta Rodrigues de Abreu, que veio a falecer no dia 24 de novembro daquele ano. Nascido na cidade de Capivari, deixou seu legado ao escrever em Bauru os seus mais belos poemas.

Em primeiro de janeiro de 1928, graças à chamada Lei Eloy Chaves, foi instalada a Caixa dos Ferroviários da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, entidade que prestou relevantes serviços aos funcionários daquela via férrea (hoje integrante da RFFSA).

O ano de 1928 foi um dos mais influentes para os bauruenses, face a inauguração naquele ano do hospital Sociedade Beneficência Portuguesa, acontecimento esse que trouxe incontáveis benefícios para o setor da saúde para habitantes de Bauru e toda região.

A vida política bauruense foi sacudida no dia 5 de abril de 1929, quando da visita do então presidente do Estado de São Paulo, Júlio Prestes de Albuquerque, que em 1930 venceu as eleições para presidente do Brasil mas foi impedido de tomar posse por conta de Getúlio Vargas, que naquele mesmo ano assumiu o poder através de uma vitoriosa revolução, na condição de ditador, ficando frente aos destinos do Brasil de 1930 a 1945, quando então foi deposto e depois concorrendo na primeira eleição e vencendo, não concluindo mandato em razão de seu suicídio.

Ainda em 1929 a nossa gente sofreu um rude golpe, ou seja, o assassinato do prefeito José (Juquinha) Gomes Duarte, em plena Rua Batista de Carvalho. Por duas vezes ele dirigiu os destinos de Bauru e em sua homenagem uma das vias públicas da “Sem Limites” tem o seu nome (Rua Capitão Gomes Duarte).

Quanto ao lazer, em 2 de outubro de 1929 Bauru ganhava mais um cinema, o Cine Brasil, que funcionou durante algum tempo na quadra sete da Rua Primeiro de Agosto, quase defronte o Banco do Brasil.

Década de 1.930

Nos primeiros meses de 1930 os bauruenses receberam a notícia sobre a inauguração oficial da primeira ligação telefônica interurbana de Bauru para São Paulo, que foi feita no dia 2 de abril de 1930.

Em 24 de outubro de 1930 a nossa população assistiu a dois trágicos acontecimentos: o empastelamento de dois jornais, o “Correio de Bauru”, que funcionava na esquina das ruas 1º de Agosto com Virgílio Malta, e o “Diário da Noroeste”, que se localizava na Rodrigues Alves, confluência com a Rua Rio Branco. Esses dois jornais, durante a Revolução de 30, foram contrários a Getúlio Vargas, razão pela qual os seus adeptos tomaram tal decisão, quando ao final daquele movimento revolucionário.

Na vida esportiva a cidade ganhava, em 21 de julho de 1931, um importante benefício, que foi o nascimento da Federação Bauruense de Futebol, recebendo posteriormente a denominação de Liga Bauruense de Esportes, que é hoje a Liga Bauruense de Futebol Amador.

No dia 2 de abril de 1931 foi fundada a Associação Comercial, hoje também Industrial (ACIB).

Em 17 de outubro de 1931 teve início a construção da igreja de Santa Teresinha por iniciativa do padre João Van der Hulst, vigário da cidade. Mesmo sem apoio das autoridades ligadas ao esporte, vários jovens tomaram a iniciativa de fundar o Clube Atlético Bauruense, entidade voltada unicamente ao atletismo, cuja primeira apresentação aconteceu no dia 24 de outubro de 1931.

No setor musical os bauruenses montaram a Orquestra Sinfônica, que fez a sua estréia em 3 de novembro de 1931, sob a direção do maestro Guilherme Barberi. 33 músicos formavam a orquestra que mereceu aplausos do grande público que prestigiou sua noite festiva de lançamento.

Em 08 de dezembro de 1.930 nascia Ozires Silva, figura das mais importantes nos campos político e da aviação. Um detalhe, seu registro se deu em 11 de janeiro de 1.931, por ordem de Getúlio Vargas no sentido de se promover registro de todas as crianças brasileiras. 7d88c4_9b21063421974fd6b160ed29fce4a7deOzires Silva merece sua vida contada em livro, “Um líder da inovação” (foto do lançamento).

Em 1931 o jornalista-historiador José Fernandes fundou o “Correio da Noroeste“, jornal que teve presença marcante para o desenvolvimento de nossa cidade. Foi sem dúvida um dos baluartes da imprensa da antiga Capital da Terra Branca, com inúmeras iniciativas e campanhas que trouxeram muitos benefícios ao nosso povo.

No campo hospitalar, Bauru ganhava, no dia 21 de fevereiro de 1932, mais um benefício, com a inauguração da Casa de Saúde São Lucas, que se localizava na Avenida Rodrigues Alves, confluência com a Rua Gerson França, cujos responsáveis eram os médicos Alípio dos Santos, Rodrigues Costa e Sylvio Miraglia.

empastelamentoEm 20 de setembro de 1932 novamente o setor político foi abalado com o empastelamento do jornal “A Tribuna Operária”.

Quanto à Igreja Presbiteriana de Bauru, foi exatamente no dia 15 de outubro de 1933 que aconteceu a assembléia para a organização da sua primeira mesa administrativa.

P1050887Em 24 de dezembro de 1.933 foi lançada a pedra fundamental do Hospital e Asilo Aimorés, que contou com pleno apoio do então presidente Getúlio Vargas, do governador Adhemar de Barros e da deputada pelo PTB, Conceição da Costa Neves (foto acima). É hoje o Hospital Lauro de Souza Lima, importante centro de pesquisa e apoio aos portadores da hanseníase.

P1020920A seguir uma foto com Getúlio Vargas participando de uma solenidade no hospital/asilo, presença com o fim de desconfigurar o estigma de que a lepra era contagiosa. Temos aí uma das mais tristes histórias dentro da verdadeira história de Bauru, que não pode ser apagada e que tem, em nível nacional, o movimento Morhan, exatamente com esse fim, movimento este capitaneado pelos artistas Ney Matogrosso e Patrícia Pillar.

Com a movimentação dos comerciários, no dia 1º de janeiro de 1934 foi fundado o Sindicato dos Empregados no Comércio, cuja presidência, em fins daquele ano, era ocupada pelo empresário Mário Ramos Monteiro.

Graças ao pioneirismo de João Simonetti, parte da população que possuía rádios receptores, a partir do dia 8 de março de 1934 passou a ouvir músicas e algumas mensagens transmitidas pela emissora bauruense PRC-8 (depois PRG-8) Bauru Rádio Clube, em caráter experimental, acontecimento de grande importância inclusive para a região.

Untitled42 (2)Na qualidade de empresário com visão futurista, João Simonetti, seu fundador, abriu caminhos na área da comunicação para, nos anos 50, trazer para Bauru a primeira emissora de televisão a funcionar em cidades do interior de toda a América do Sul, a hoje TV Tem, que leva aos telespectadores a programação da Rede Globo com algumas inserções locais.

No dia 21 de abril de 1934 circulava o primeiro número do antigo jornal “Folha do Povo“, que tinha como proprietário o jornalista José Lúcio da Silva.

A vida educacional bauruense, quando era prefeito de Bauru o major Antônio G. Fraga ganhou, no dia 11 de agosto de 1934, um dos seus maiores benefícios com a criação do Ginásio do Estado, pela lei nº 6601.

Na parte esportiva o Lusitana F.C. (depois Bauru Atlético Clube) inaugurava o seu estádio. Para comemorar, em 19 de agosto de 1934 trouxe o São Paulo F.C. para um jogo, perdendo este por 8 a 1.

Outra vez a vida política bauruense foi palco de uma tragédia que teve repercussão nacional. Plínio Salgado, o comentado líder integralista visitava Bauru no dia 3 de outubro de 1934 quando, em uma passeata pela rua Batista de Carvalho, a comitiva foi atacada pelos comunistas, fato esse que resultou no assassinato de um correligionário do Partido Integralista, o bauruense Roque Rosica.

Durante grande comemoração mariana de todo o Estado de São Paulo, em Bauru foi realizada no dia 18 de novembro de 1934 um grande acontecendo, que foi a inauguração da igreja de Santa Teresinha. Na oportunidade um avião sobrevoou o local e derramou pétalas de rosas, símbolo da vida e de ação da Santa Padroeira do tradicional templo religioso.

Em 18 de março de 1935, graças ao empenho do governo municipal – prof. José Guedes de Azevedo – e do diretor da E.F. Noroeste do Brasil – Coronel Marinho Lutz – foi instalado em Bauru o Núcleo de Ensino Profissional, que teve como primeiro diretor o professor Fortunato Lombardi, passando a funcionar inicialmente em salas dos 1º e 3º Grupos Escolares.

No calendário histórico de Bauru a data de 28 de maio de 1935 tem um significado todo especial, pois naquele dia aconteceu a aula inaugural do antigo Ginásio do Estado, a cargo do saudoso professor Antônio Xavier de Mendonça, cujas solenidades foram realizadas na antiga Sociedade Espanhola que funcionava na quadra seis da Rua Agenor Meira.

Bauru avançava no setor educacional com o registro do Liceu Noroeste na diretoria geral de Ensino de São Paulo  tendo em sua direção o professor José Ranieri. Em 30 de Julho de 1935 a Avenida Pedro de Toledo recebeu essa denominação em homenagem póstuma ao governador de São Paulo, quando da Revolução de 1932. Antes era chamada de Rua Sorocabana, nome dado a uma rua da cidade em outro local.

O E.C.Noroeste, remanescente do velho futebol bauruense, inaugurou o seu segundo campo (o primeiro estava localizado na Rua Azarias Leite, esquina com a 1º de Agosto, está este que foi destruído por um incêndio), isso no dia 1º de setembro de 1935, justamente na data do seu aniversário. O anterior se situava onde hoje temos o Centro de Saúde. Para comemorar o evento o alvirrubro convidou o Campinas F.C. e perdeu por 1 a zero. Por decreto do então Interventor (hoje governador) do Estado de São Paulo, em 14 de janeiro de 1936 foi criado o Distrito de Paz da Vila Falcão, cujo cargo de escrivão passou a ser ocupado por Nélson de Barros Sampaio.

fc93 (3)Um fato triste ocorreu em meados dos anos 30, pois após ficar fechado para reforma, o Cine Brasil, quando se preparava para ser reinaugurado, foi destruído por um incêndio. Depois surgiu o Cine Bauru (foto acima).

Celina Alves Neves

Em final de 1.934 chega a Bauru, vinda de Avaí, a Dona Celina de Lourdes Alves Neves, que tem seu nome ligado à arte e cultura, assim como ao ensinamento da datilografia e taquigrafia e outros cursos mais. O pai era agente de estação da N.O.B., e foi transferido para cá residindo inicialmente na rua Val de Palmas, hoje Célio Daibén. Na Rua Gerson França 10-43, montou sua escola que atendia alunos interessados em datilografia, estenografia, curso preparatório para concurso (madureza de antigamente), ampliando para curso bi-lingue, com foco no inglês e alemão, uma revolução para a época, e também ao secretariado júnior, que era a formação de jovens do 1º grau para o mercado de trabalho. Em sua Escola Progresso  ela fundou o Grupo Folclórico Luso-Brasileiro e criou um curso de teatro, denominado mais tarde de Grupo Teatral Gil Vicente.

Dona Celina Alves Neves foi a primeira candidata à vereança de Bauru, pelo PTB, não se elegendo até pela rejeição na época de mulheres na política. Mas se perdemos uma política de carreira (era super atuante em causas sociais), ganhamos a “Dama do Teatro Bauruense”, que cede seu nome ao Teatro Municipal.

Rotary Clube

Outro acontecimento de relevo para Bauru foi a fundação, no dia 28 de janeiro de 1936, do Rotary Clube, em reunião que aconteceu no restaurante do Hotel Central, cujo primeiro presidente eleito foi o engenheiro Alfredo de Castilho, então diretor da E.F.Noroeste do Brasil.

fc99 (5)Naquela década foi fundada a primeira loja maçônica em Bauru, onde hoje podemos localizar como defronte ao Liceu Noroeste (foto acima).

Terminada a Revolução, foi feita uma campanha pelos estudantes da época para se construir um monumento ao Soldado Paulista, cuja inauguração, com muitas festas, aconteceu quando era prefeito da cidade o médico João Bráulio Ferraz (que também participou do movimento revolucionário), O evento ocorreu no dia 9 de julho de 1936.

fc91 (3)A vida católica bauruense se movimentou no dia 24 de dezembro de 1936 com a inauguração da Capela da Santa Casa, com as cerimônias sendo oficiadas pelo vigário de Bauru da época, padre João Van der Hulst.

Um evento singular mereceu destaque no jornal “Correio da Noroeste“, de José Fernandes, no dia 22 de abril de 1937, colocando o nome de Bauru no noticiário nacional, quando um ferroviário levou à redação do jornal um ovo de galinha com uma inscrição alusiva a Getúlio Vargas. O fato repercutiu até mesmo no Congresso Nacional.

Antigamente, muito embora as dificuldades existentes, para conseguir maiores benefícios para a cidade em razão dos problemas de comunicação, no dia 29 de abril de 1937 uma comissão de bauruenses e pessoas da região, lideradas por José da Silva Martha, viajou para São Paulo para pedir ao então governador do Estado, Cardoso de Melo Neto, que a bitola larga da Cia. Paulista de Estrada de Ferro chegasse a Bauru o mais rápido possível. Dez anos depois o benefício aconteceu.

fc141 (3)Vila Falcão (foto acima), um dos mais populosos bairros bauruenses, no passado muito batalhou para que ali fosse instalada uma agência dos Correios. É o primeiro bairro lançado em forma de loteamento, sendo hoje marcante na pujança da cidade. Merecerá um capítulo especialmente, mais à frente.

images (29)A ligação por ferrovia – Bauru – Piratininga – esse melhoramento finalmente veio a acontecer no dia 23 de junho de 1937, após muita luta e vários pedidos feitos às autoridades estaduais. Foi a partir daí que surgiu a continuidade da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, indo até Panorama e os municípios atendidos cumprindo nominação em ordem alfabética, como Alba, Brasília Paulista, Cabrália Paulista, Duartina, Esmeralda, Fernão Dias, Gália e Garça e assim por diante.

Quanto ao lazer, no dia 26 de março de 1938, Bauru ganhou uma importante casa de espetáculos cinematográficos, o Cine Bauru, na época um dos maiores e mais modernos do Interior, que funcionava na quadra 7 da rua 1º de Agosto. Na inauguração foi apresentado o filme “As Três Pequenas do Barulho“, com Deanna Durbin.

Em 1939 o time de futebol do Ginásio Guedes de Azevedo, formado unicamente por alunos e professores, foi campeão invicto da cidade no certame promovido pela Federação Bauruense de Futebol, quebrando assim a série de vitórias do Lusitana F.C. e do E.C.Noroeste, equipes que por muito tempo mantiveram a hegemonia desse esporte da cidade.

Dos mais festivos para Bauru foi o dia 20 de julho de 1938, quando a população recebia a histórica visita de Getúlio Vargas, bem como do interventor Adhemar de Barros. Getúlio e comitiva pernoitaram na Fazenda Val de Palmas e Bauru promoveu uma bela recepção aos ilustres visitantes. Getúlio Vargas se hospedou na fazenda de propriedade de Marinho Lutz.

fc52 (4)A vida social bauruense viveu uma noite de gala com a inauguração do Automóvel Clube, no dia 8 de abril de 1939, com um acontecimento marcante. Iniciada sua construção em 1937, dois anos depois a cidade ganhava um majestoso clube, sob a presidência do médico Sylvio Miraglia, .

fc107 (4)Também naquele dia importante reunião aconteceu nas instalações da Sudan, quando foi definida a fundação do Aeroclube de Bauru (foto acima), que teve como primeiro presidente o lá cel. Marinho Lutz (depois general), na época diretor da E.F. Noroeste do Brasil.

O mundo educacional bauruense viveu momentos de intensa vibração com a inauguração do edifício próprio do Ginásio do Estado (atualmente EEPSG Ernesto Monte), isso em 22 de julho de 1939, que funciona até hoje e que na época tinha como diretor o professor Antônio Cristino Cabral. O acontecimento foi tão importante que contou com a presença do então interventor do Estado de São Paulo, Adhemar de Barros.

fc69 (3)Na agenda histórica da terra bauruense, a data de 1º de setembro de 1939 é das mais significativas, pois naquele dia aconteceu a inauguração da sede da Estação da E.F.Noroeste do Brasil, que passou a servir também às ferrovias Sorocabana e Paulista. As obras foram iniciadas em 1935, na gestão do engenheiro Alfredo de Castilho e concluídas na administração Marinho Lutz.

Foram prefeitos de Bauru desde 1896:

 José Alves de Lima – janeiro 1896 a maio 1896
 Domiciano Silva – interino de maio 1896 a março 1897
 Domiciano Silva – eleito para mandato de abril 1897 a janeiro 1898
 Carlos Marques da Silva – janeiro 1898 a novembro 1900
 Francisco P. da Costa Ribeiro – novembro 1900 a janeiro 1901
 Francisco Gomes dos Santos – janeiro 1901 a abril 1902
 João Antônio Gonçalves – abril 1902 a julho 1902
 Carlos Marques da Silva – julho 1902 a janeiro 1903
 Francisco Gomes dos Santos – janeiro 1903 a janeiro 1905
 Gerson França – janeiro 1905 a janeiro 1909
 Álvaro de Sá – janeiro 1909 a janeiro 1911
 José Carlos Freire de Figueiredo – janeiro 1911 a janeiro 1913
 Manoel Bento Cruz – janeiro 1913 a agosto 1914
 João Augusto Pereira da Silva – janeiro 1915 a março 1915
 Luiz Vicente Figueira de Mello – março 1915 a janeiro 1918
 Octávio Pinheiro Brisolla – janeiro 1918 a janeiro 1921
 Heitor Ferreira Maia – janeiro 1921 a janeiro 1923
 Virgílio de Toledo Malta – janeiro 1923 a janeiro 1925
 Eduardo Vergueiro de Lorena – janeiro 1925 a janeiro 1926
 José Gomes Duarte – janeiro 1926 a julho 1929
 Eduardo Vergueiro de Lorena – julho 1929 a outubro 1930
 Antonio Gonçalves Fraga – outubro 1930 a outubro 1932
 Sebastião Lins – outubro 1932 a março 1933
 Arthur de Morais Goiano – março 1933 a agosto 1933
 José Guedes de Azevedo – setembro 1933 a setembro 1934
 Waldemar G. Ferreira – setembro 1934 a abril 1935
 João Silveira Prado – abril 1935 a maio 1936
 João Bráulio Ferraz – maio 1936 a junho 1938.

Continuidade da história de Bauru a seguir, na proposta de chegarmos ao ano 2.000. Vamos à década de 1.940 a 1.950 clicando aqui.

A seguir um vídeo que completa esta publicação.

  • Fotos sem crédito, da internet. Busca-se saber os nomes dos autores.

(*) Renato Cardoso, o autor, é jornalista, publicitário e bacharel em direito.

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