“A Travessia da Terra Vermelha”, de Lucius de Mello

O Jornalista Lucius de Mello está promovendo o relançamento do livro “A Travessia da Terra Vermelha”, em grande estilo.

Foto: Reprodução Internet/entretenimento.r7.comLucius de Mello, cuja família mora em Bauru, fala que o livro apresenta nova roupagem em seu relançamento. O escritor também é autor de “Eny e o Grande Bordel Brasileiro”, uma biografia de Eny Cesarino, proprietária da lendária Casa da Eny.

Depois de atuar em televisão em Bauru, por anos, hoje Lucius é editor e roteirista do programa semanal Domingo Espetacular, da TV Record.

Uma das estratégias para o relançamento se deu pela releitura de trechos do livro pela atriz Beatriz Segall, com quase 91 anos (completará em 25 de julho), em São Paulo. O evento encantou a todos na noite de lançamento da nova edição e Segall desfilou beleza, elegância e talento ao ler passagens do romance, valorizando ainda mais o acontecimento (Foto by Luly Zonta).

A Travessia da Terra Vermelha

Lançado em 2007, o livro A Travessia da Terra Vermelha conta a saga de famílias judaicas que fugiram dos horrores do holocausto se refugiando no Norte do Paraná.

Trata-se de um romance histórico do autor Lucius de Mello, publicado em 2007 pela editora Novo Século e em 2017 pela Companhia Editora Nacional.

O livro relata a vida dos refugiados judeus nas décadas de 30 e 40 que encontraram abrigo no norte do Paraná, para escaparem do regime de Hitler na Alemanha.

Para escrever o romance o autor entrevistou descendentes diretos dos pioneiros, no Brasil e na Alemanha.

Sinopse

Durante o terceiro Reich, um plano engenhoso garante a famílias judaicas passagem para o sertão do Paraná, numa elaborada fuga da perseguição antissemita do governo alemão. A chance de um recomeço trouxe a adaptação a uma rotina de trabalho árduo e simplicidade no interior do Brasil, onde tiveram que aprender o idioma e superar as limitações da vida rural. Isolados, passaram a obter notícias do resto do mundo por meio de cartas escassas e de um único rádio, utilizado para acompanhar o andamento da guerra. “A Travessia da Terra Vermelha” reconta a saga destes refugiados, apresentando em detalhes os acontecimentos dos arredores da cidade de Rolândia antes, durante e após a Segunda Guerra Mundial.

Uma saga dos refugiados judeus no Brasil conta a saga das famílias alemãs, judias e cristãs, que fundaram a cidade de Rolândia. Para escrever o romance o autor ouviu, praticamente, todos os descendentes diretos dos pioneiros no Brasil e na Alemanha.
Naquela época a região de Rolândia era uma verdadeira selva. Fugindo da perseguição nazista, os refugiados judeus atravessaram o oceano Atlântico, embarcaram no trem até o Paraná e acabaram encontrando alemães nazistas em plena floresta, no interior do Brasil. O livro mostra fotos das festas que os nazistas realizavam para comemorar o aniversário de Hitler, o contraste entre as bandeiras nazistas e o verde das florestas brasileiras.

A Travessia da Terra Vermelha – Uma saga dos refugiados judeus no Brasil conta a saga das famílias alemãs, judias e cristãs, que fundaram a cidade de Rolândia. Para escrever o romance o autor ouviu, praticamente, todos os descendentes diretos dos pioneiros no Brasil e na Alemanha.

Naquela época a região de Rolândia era uma verdadeira selva. Fugindo da perseguição nazista, os refugiados judeus atravessaram o oceano Atlântico, embarcaram no trem até o Paraná e acabaram encontrando alemães nazistas em plena floresta, no interior do Brasil. O livro mostra fotos das festas que os nazistas realizavam para comemorar o aniversário de Hitler, o contraste entre as bandeiras nazistas e o verde das florestas brasileiras.

Entre os refugiados judeus estavam médicos, físicos, botânicos, artistas, advogados, juristas, professores universitários que foram obrigados a deixar a vida confortável que levavam na Alemanha para plantar mandioca e cuidar de porcos no Brasil.

Ajudados por um ex-deputado do partido católico alemão, pouco antes de Hitler começar a matança dos judeus, eles conseguiram retirar parte do dinheiro que tinham e comprar terras no Brasil. Esse ex-deputado católico também morou no mesmo refúgio com a família.

O livro conta as dificuldades que essa gente teve que enfrentar no meio do mato, as doenças, os insetos, os bichos, o preconceito, a falta de socorro médico, a saudade dos amigos e parentes que não conseguiram fugir e morreram nos campos de concentração. Esse povo acompanhava as notícias da guerra por um único rádio que a polícia política só permitiu que ficasse na colônia porque pertencia a um imigrante polonês.

A obra é resultado de 4 anos de pesquisa. Durante esse período, Lucius de Mello recolheu diários, anotações, fotografias, cartas, documentos e gravou dezenas de entrevistas. Parte desse material também ilustra o romance que tem apresentação da professora doutora em História da Universidade de São Paulo – Maria Luíza Tucci Carneiro, pesquisadora do LEER – Laboratório de Estudos sobre Etnicidade, Racismo e Discriminação ligados ao Departamento de História da Universidade de São Paulo. Sobre o autor ela diz: “Com artimanhas de escritor experiente, mescla ficção e realidade recuperando o cheiro da terra, o aroma dos chás prussianos requentados em terras brasileiras, as mágoas e as paixões secretas até então silenciadas. É na trama destes interesses velados que os preconceitos ganham forma e a coletividade deixa saber exatamente quem ela é”.

Para adquirir o livro informe-se clicando aqui.

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